Oxente Menina

Georgia e suas versões

Fui jogada para os anos 1990 num abrir de frasco! Quando eu era adolescente e quase toda semana tinha um aniversário de 15 anos para ir, as opções de presente eram uma joia ou um perfume. Eram presentes bons e não deixavam os pais completamente lisos por terem que comprar 30 presentes de aniversário durante o decorrer do ano.

A Chlorophylla era uma das marcas mais populares por conta de dois perfumes: Eibi e Georgia (nossa, só de falar posso até sentir o cheiro do Eibi, que eu amava!). O Eibi tem uma fragrância mais delicada de lavanda com um fundo que mistura um toque fresco de eucalipto com um leve tom amadeirado, e eu costumava dar para as meninas mais delicadas e românticas (não que eu fosse assim, mas tudo bem). O Georgia era para as meninas mais ousadas! Um toque bem característico de jasmim que eu, particularmente, usava para as ocasiões especiais – como as próprias festas de aniversário que eu ia. Nem lembro se o que tinha lá em casa era da minha mãe ou da minha irmã, mas em ocasiões especiais ele era liberado para uso.

Desde 2015 o Georgia ganhou duas novas versões. Agora a família conta com o Georgia Fashion e o Georgia Elegance. O Georgia Fashion, o rosinha da linha, é um foral oriental com um toque frutado. Já o verde, o Georgia Elegance, também tem notas frutadas, mas tem um fundo mais adocicado. Que me perdoe o clássico da minha adolescência, mas o Georgia Fashion é o meu favorito.

Os três produtos estão disponíveis no site e nas lojas da marca e custam entre R$ 96,00 e R$ 112,00 em frascos de 100 ml. O kit com as três fragrâncias – de 5 ml cada – está custando R$ 40,90. Depois de tanto tempo, o Georgia continua sendo um bom presente e com um preço que cabe no bolso.

Beach Park com criança

Fazia muito tempo que eu não ia em Fortaleza, mesmo sendo aqui pertinho (menos de uma hora e meia de voo!), e acho que eu devia ter uns 17 anos quando fui ao Beach Park. Pegue tempo! Ano passado decidi que em 2017 levaria Luca, principalmente depois de ver que o lugar está completamente diferente do que era mais de 20 anos atrás. Daquela época de 1900-e-bolinha eu só me lembrava da correnteza e de um tobogã chamado Moréia Negra, que eu nem cheguei a ver dessa vez. A correnteza ainda existe – é uma delícia! – e as áreas para as crianças são maravilhosas.

Para entrar e sair do parque é preciso passar pela Vila Azul do Mar, uma pequena vila cheia de lojinhas, quiosques e food trucks. O espaço é bem lindo e rende ótimas fotos. Isso se você não estiver super ansioso para entrar logo no parque, claro! O parque só abre às 11:00, mas é bom chegar cedo e dar uma volta pela vila ou ficar nas mesinhas pé na areia que ficam na frente.

Na entrada da vila pode ser que algum funcionário ofereça uma palestra com espaço e brincadeiras para as crianças. A intenção é apresentar os apartamentos do complexo para ver se o visitante se anima para comprar um imóvel por lá. Nós não fomos porque já chegamos mais de 10:00 e se entrássemos para a palestra, que dura uma hora, sairíamos com o parque já aberto, e a gente queria aproveitar desde o primeiro minuto. Em contrapartida eles oferecem almoço grátis no self-service (que é uma boa, já que tudo lá dentro é caro) e uma toalha exclusiva do Beach Park para a criança. Se chegar cedo, pense na ideia.

Pontualmente às 11:00 o parque abre. Os guichês para alugar armários e para comprar o cartão de consumação ficam logo na entrada. Particularmente acho que vale à pena alugar um armário, principalmente para quem leva mochilas ou bolsas e não quer deixá-las expostas enquanto vai nos brinquedos ou não tem quem fique olhando (quem vai querer ficar vigiando as bolsas enquanto as outras pessoas brincam?). O aluguel do armário grande custa R$ 47 e do pequeno R$ 25 – e eles são muito pequenos! Tivemos que alugar o grande para caber a mochila que levamos e mesmo assim só coube com muito jeito para encaixá-la dentro. Já cartão de consumo custa R$ 5, e você pode carregar o valor que quiser – também acho que vale à pena para não ter que ficar tirando dinheiro de dentro da bolsa na hora de consumir. Mesmo com as coisas super inflacionadas lá dentro, é impossível você não querer comprar nada o dia inteiro, e é proibido entrar com comida (apesar dessa regra, ninguém revistou minha mochila. Eu podia ter levado uma marmita que ninguém ia ver).

Como essa viagem foi voltada para Luca, entramos no Beach Park com as áreas infantis em mente. Minha preocupação era onde a gente ia se acomodar, fincar base, mas em todas as áreas têm várias cadeiras e ninguém precisa se preocupar em perder o lugar. Nossa primeira parada foi no Aqua Circo, uma área super colorida em tons pastel, com pequenos tobogãs, piscina bem rasinha e com o piso em silicone para não machucar os pequenos. Foi nessa parte que Luca fez sua estreia descendo tobogãs. Eu imaginei que ele não fosse ter medo, mas ele me surpreendeu – estava afoito!

Aqua Circo – Foto: Beach Park

A parada seguinte foi a Ilha do Tesouro, espaço onde tem um navio pirata, um tobogã de caracol e o Acquabismo – o escorrego laranja da Gol que dá para ir a família inteira. Mais uma vez Luca não teve medo, apesar desse ser bem mais alto do que os brinquedos infantis (a altura mínima para essa atração é de um metro). Nessa mesma área, às 15:00, acontece um show dos piratas que as crianças amam. O lado negativo para quem não quer ficar torrando no sol é que não tem nenhuma parte coberta dentro da piscina, salvo um pequeno guarda-sol, mas para nosso grupo isso não foi problema.

Show dos piratas na Ilha do Tesouro

Da Ilha do Tesouro aproveitamos para curtir a Correnteza Encantada e relaxar um pouco, porque correr atrás de uma criança super empolgada de três anos não é fácil, viu?! O problema é que na correnteza ele ficou entediado, querendo pular da boia e sair, mas conseguimos fazer a volta completa antes de seguir para o Maremoto. Esse eu também achei que ia pular umas ondinhas e relaxar, mas os deuses do mar deviam estar agitando o meu filho, porque ele estava totalmente manifestado! A área é uma delícia, mas eu saí com meus joelhos ralados de tanto correr atrás de Luca.

No Maremoto, a empolgação de quem sabe que vai ter um colinho pra dormir quando a energia acabar.

Na frente do Maremoto fica o Aqua Show, outra área infantil. Essa parte tem muitas escadas e uns tobogãs mais altos, por isso não dava para ficar só observando o pequeno, a gente tinha que ficar segurando a mão dele o tempo todo. Nessa parte também tem um balde gigante que vai inclinando à medida que vai enchendo, nessa hora vai juntando um monte de gente no espaço vazio que tem na frente para receber o jato que cai na cabeça. Muito legal! E é bacana ver que não é só criança que se empolga, os marmanjos também se divertem bastante.

Depois da Arca de Noé eu e meu marido tivemos uma pausa, mas não juntos, para descer o Ramubrinká, que fica vizinho ao Maremoto. Ele desceu no preto e eu no vermelho, ambos com boia. No vídeo postei uma parte que eu desço esse brinquedo, mas não ficou lá essas coisas porque tiver que amarrar a câmera no tornozelo. Anotem essa dica: o parque não permite que você desça o tobogã com a câmera na mão, mesmo que ela esteja presa na luva. Portanto, arranjem uma forma de filmar sem ter que descer a escada de volta, porque não dá para levar a câmera em punhos.

Nossa última parada foi na Arca de Noé, também infantil. Lá tem outro escorrego tipo o da Gol, só que bem menor e mais tranquilo. Nessa hora o sol já estava mais baixo e em certas partes dessa área tem tipo umas cachoeiras que dava para eu ficar encostada só curtindo o jato d’água enquanto Luca brincava.

Uma das coisas que me chamou atenção positivamente no Beach Park foi que em todas as piscinas têm muito salva-vidas. Até mesmo nas áreas infantis, em que as piscinas são rasas e pressupõe-se que uma criança não vá estar desacompanhada, tinha sempre umas  três ou quatro pessoas circulando e observando se estava tudo certo. Acho que não vi nenhum salva-vidas sentado na cadeira, eles estavam sempre em pé super atentos. Nota 10 para a segurança!

O Beach Park fecha às 17:00, começamos a organizar as coisas um pouco antes para poder dar um rolé pela vila antes do Uber chegar para nos pegar. Difícil foi conseguir tirar Luca de dentro da água! Para quem está com tempo, acho que vale muito fazer mais de um dia de parque e curtir com calma. No nosso caso, como fomos eu, Luca, marido e sogra, não curtimos os brinquedos de adulto porque minha sogra não daria conta de ficar sozinha com o pequeno agitado do jeito que ele estava. Mal voltamos e eu já quero ir de novo – dessa vez com a família inteira.

Informações úteis: Valor do ingresso – R$ 210 adulto e R$ 200 criança. Idoso paga meia-entrada. | Custos com alimentação – compramos um ingresso que dava direito ao almoço no self-service, mas carregamos cerca de R$ 250 no cartão (incluindo aí o valor do armário) e fizemos pequenos lanches, como água de coco, churros, picolés e refrigerantes. Na saída, se o cartão de consumação ainda tiver crédito, eles rassarcem. | Transporte – fechamos com um motorista de Uber e pagamos R$ 100 ida e volta para 3 adultos e 1 criança.

Todas as fotos dentro do parque foram feitas com a câmera Navcity NG100, que mostrei no Instagram. Vou falar mais sobre ela em um post aqui no blog.

[DYI] Diário de bordo para crianças

Dizem que uma viagem se divide em três etapas: planejar, vivenciar e relembrar. Eu não poderia concordar mais! Sou daquelas pessoas que já começa a viajar fazendo o planejamento, mesmo que seja para uma trip de dois dias de Recife para Gravatá (Alô, universo, está na hora de mandar uma viagem internacional pra família aqui!). A parte de relembrar eu confesso que não curto tanto, porque bate aquela saudade e eu fico morrendo de vontade de voltar, de reviver tudo de novo.

Luca ainda é muito pequenininho para entender a organização de uma viagem, mas meu marido não é tão empolgado como eu para essas coisas, geralmente só se anima mais no destino mesmo, e eu queria encontrar um jeito de envolver o pequeno junto comigo no período pré-viagem. A solução encontrada foi criar um diário de bordo para ele.

Sei que existe esse tipo de material pronto à venda em papelarias, mas como grande adepta do faça-você-mesmo, achei melhor criar um que ficasse do meu jeito. Optei por criar uma imagem no Photoshop com um mapa-múndi bem colorido e algumas fotos de Luca com a família em viagens anteriores, e mandei imprimir em papel adesivo vinil. Para que não é muito familiarizado com editores de imagens, uma alternativa é cobrir com papel contato na cor desejada para o fundo (só para não ficar aparecendo a capa original do caderno, caso ela não seja lisa), colar imagens de lugares ou fotos da família e cobrir com papel contato transparente.

Esse caderninho que eu comprei é de capa dura e possui as folhas em branco – ponto super importante, porque eu não queria o papel pautado para não comprometer o visual interno. Ele mede cerca de 140 x 200 mm e custou menos de R$ 5 na Kalunga.

A minha ideia agora é imprimir imagens do destino, a tag personalizada que eu sempre faço quando viajamos de avião (tipo essa aqui), e colar nas páginas antes e durante a viagem, sempre anotando as impressões dele sobre o lugar. As brochuras dos hotéis e ingressos das atrações também são detalhes interessantes para colar, bem no estilo das agendas que a gente fazia quando era adolescente.

Estou bem animada para começar, espero que Luca ache tão empolgante quanto eu! Na pior das hipóteses, vai servir como caderno para ele desenhar e se distrair no trajeto.

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