Oxente Menina

Pérolas de Luca: o anão do restaurante

Passar vergonha faz parte do pacote de dados básico da maternidade. Já vem no plano e não tem como tirar, nem você ligando mil vezes e enchendo seu caderninho de anotações de números de protocolos. E uma coisa é certa: se você nunca passou vergonha com seu filho, mesmo que ele seja um menino de ouro com educação digna de colégio interno suíço, um dia você vai passar! Para piorar só mais um pouquinho, não precisa ser pai e mãe para entrar numa saia-justa causada pela ingenuidade de uma criança. Você pode ser avó, tia, madrinha, amiga da família… corre riscos também.

O lado bom disso tudo é que, no fim das contas, depois de molhar o rosto com água fria e meter pó matte na cara pra esconder a vermelhidão da vergonha, as risadas são garantidas. No início do ano mostrei um compilado de pérolas curtas de Luca, hoje é uma só, mas pela vergonha, vale por várias.

Aquela cara de “Tô muito preocupado com o que você anda contando a meu respeito”.

Na época do São João do ano passado, eu, meu marido, Luca e meus sogros fomos almoçar em um restaurante que tinha um recepcionista anão, praticamente do tamanho de Luca. Assim que nos aproximamos da entrada do restaurante e eu o vi, já percebi a sobrancelha de Luca erguida com aquela cara de interrogação. Os longos três metros que separavam a entrada do restaurante da nossa mesa – para a qual fomos guiados pelo recepcionista anão –  pareciam não ter fim e fui rezando em silêncio: “Meu Deus, me ajude! Que Luca não fale nada!”.

Ufa, sentamos! Mas o olhar de Luca ainda perscrutava o ambiente à procura do anão. Enquanto o rapaz voltava para a entrada do restaurante, depois de levar outros clientes à mesa deles, senti aquela mãozinha no meu ombro me pedindo para olhar na direção em que o rapaz estava. Não me virei. Luca continuou tentando chamar a minha atenção batendo no meu ombro e apontando incessantemente. Vencida, me virei e expliquei a ele que só via pessoas no lugar para onde ele apontava.

Claro que ele não se convenceu de que era “apenas uma pessoa”. Quando enfim parou de apontar, e eu já num desespero interno que não podia deixar transparecer, expliquei que anões eram adultos com o corpo pequeno. Dei o exemplo da história da Branca de Neve, falando dos sete anões que eram amigos da princesa e que eram pessoas muito legais. Meu marido complementou com o mesmo exemplo. Eu disse ainda que não havia nada de errado com gente assim, elas eram apenas pequenas.

Aparentemente satisfeito com a minha explicação – e eu aliviada e parando de prender a respiração por ele ter entendido – o rapaz passou novamente na nossa frente para levar outro grupo de clientes para uma mesa. Só deu tempo de ver o dedinho do meu filho apontando antes de ouvir o grito para todo o restaurante ouvir:

– Mamãaaaaaaaaae, olha o anão ali de novo!!!!

Viajar sem os filhos é o fim do mundo?

Um crise de vesícula e uma internação emergencial para uma cirurgia me tiraram de casa. Luca estava com um ano e meio, tínhamos acabado de voltar de uma viagem em família, a empolgação pela trip ainda era intensa, e lá fui eu ser hóspede de novo – mas dessa vez em um hospital. A dor das crises me fazia chorar, mas não tanto quanto a saudade do meu filho, de ter que dormir sem tê-lo pertinho de mim. Fiquei uma semana dormindo longe do meu pequeno…

e não foi o fim do mundo.

Em uma outra ocasião, alguns meses atrás, fomos almoçar na casa dos avós paternos de Luca e o pequeno quis passar o dia lá. Meu marido estava de folga e até achamos bom poder ter uma tarde só para nós! O combinado era de ir buscar o gordo à noite para que ele viesse dormir em casa, na hora que chegamos lá ele bateu perna, chorou, esperneou e não quis voltar com a gente. Eu não consegui dormir.

Essas não foram as únicas vezes em que Luca dormiu na casa dos avós, mas nas outras ocasiões sempre houve uma justificativa: a minha internação, o show do Aerosmith, nosso aniversário de casamento… situações de extrema necessidade ou de um vale-night previamente organizado. E quando a iniciativa partiu dele, caí na real sobre duas coisas: 1) Meu bebê está crescendo; e 2) Como os pais conseguem viajar sem levar os filhos?

Livre de quaisquer julgamentos aos pais que sabem curtir os momentos a dois, esse questionamento, que foi levantado pela perspectiva de eu e meu marido fazermos uma viagem em comemoração aos 10 anos de casamento, é baseado inteiramente no meu apego, na minha necessidade de ter meu filho sempre por perto. Imaginar uma viagem sem ele junto é dar margem aos pensamentos mais apocalípticos do tipo “E se alguém der um pirulito e ele se engasgar?”, “E se na casa tiver um escorpião”, “E se derem algum alimento e ele desenvolver uma reação alérgica?”.

“Esse é o famoso sentimento de culpa materna”, explica a Dra. Luzia Maia, psicóloga e idealizadora do Cuidando de Mamães, “são mulheres que têm a sensação de estar sempre devendo algo: mais atenção, mais paciência, aquele brinquedo que a criança pediu e não conseguiu comprar, e até mesmo o sentimento de abandono, de dever um pouco mais da maternidade”

Com vários carimbos no passaporte antes da chegada dos filhos, a bacharel em direito Elizabeth Carvalho, mãe de Matheus (5) e Gabriel (3), se aventurou com o marido em uma viagem para os EUA um ano ao após o nascimento do primeiro filho e já grávida do segundo. “Tentamos focar no casal que éramos antes de sermos pais, queríamos um momento só nosso. Mas foi uma das maiores loucuras que fizemos, não imaginei que seria tão difícil ficar longe do meu filho”, conta Elizabeth, que deixou o pequeno na casa dos avós com o respaldo de uma equipe de babá e o padrinho da criança. A viagem, que incluía Las Vegas, Los Angeles e Orlando no roteiro, teve um início tranquilo, “Como Las Vegas, a primeira parada, é um destino para adultos, a saudade foi mais amena. Mas quando chegamos à Disney, no nosso último destino, chorei todos os dias. A viagem teria sido muito mais completa com nosso filho junto”, acrescenta.

Elizabeth conta ainda que em uma segunda tentativa de viagem em casal, o filho mais novo, com um ano na época, desenvolveu uma gripe forte com cansaço. “Tínhamos deixado toda uma equipe tomando conta dos dois e até o meio da viagem estava tudo tranquilo e divertido, mas depois que soube da gripe do meu filho, a viagem acabou para mim. Meu corpo estava lá, mas minha cabeça estava em casa, eu só queria voltar e estar com eles”, desabafa. “Essa foi a nossa última viagem só eu e meu marido. Para viajar com a cabeça tranquila, só com as crianças junto”, finaliza Elizabeth, que já viajou para a Disney com o marido e os filhos e está organizando a próxima viagem para o mesmo destino dentro de algumas semanas. 

Elizabeth Carvalho com o marido e os dois filhos: “Para viajar com a cabeça 100% tranquila prefiro levar as crianças”.

De acordo com a Dra. Luzia Maia, o medo de algo dar errado junto ao sentimento de culpa que faz com que a mulher se sinta a pior mãe do mundo não é incomum, mas é preciso ficar alerta a este sentimento para não desencadear problemas mais sérios. Quando o medo atrapalha o desenvolvimento e a autonomia da criança, ou atrapalha até mesmo aquele momento que era para ser prazeroso para os pais, é hora de buscar ajuda”, explica a psicóloga, que ressalta ainda que a maternidade pode ser mais leve, sem tanta culpa e medos. “Os filhos vão cair, vão ralar o joelho, vão passar por frustrações, e tudo isso é positivo porque faz parte do desenvolvimento emocional das crianças”, pontua.

Para ajudar a lidar com esses sentimentos de medo e culpa, auxiliar no processo de superação desses obstáculos e mostrar que viajar sem os filhos não é o fim do mundo, a psicóloga sugere algumas dicas quem devem ser colocadas em prática:

  1. Sempre que for sair, deixe a criança com alguém de sua confiança.
  2. Deixe os remédios, orientações sobre alergias, intolerâncias e outras necessidades que a criança tenha no dia a dia, tudo anotado em um papel.
  3. Comece aos poucos! Se você é do tipo de mãe que fica com o coração arrasado quando deixa o filho em algum lugar, comece aos poucos. Deixe uma tarde, depois um tempo maior, comece viajando para lugares mais próximos, e assim por diante.
  4. Mantenha contato com a criança e o cuidador, dessa forma você garante que está tudo bem e que pode curtir seu passeio.

“A sociedade sempre cobra mães perfeitas, porém a maternidade real é bem diferente da ideal, e mães felizes colaboram para o melhor desenvolvimento emocional dos filhos. Tenha seu próprio tempo”, finaliza Luzia Maia.

Iluminadores baratos para comprar nos EUA

Os iluminadores estão super em alta atualmente e a vontade que eu tenho é de comprar todos os que vejo! Sendo tendência ou não, todo santo dia eu quero sair trabalhada no brilho (pode ser glitter também, hahaha). Depois faço um post mostrando os iluminadores que eu uso, mas esse de hoje é para quem está indo para os Estados Unidos ou tem aquela amiga super legal que está de malas prontas e não se incomoda em trazer umas coisinhas extras na bagagem.

O legal lá nos States é que tem várias marcas bacanas, como Elf, Milani e Physicians Formula, que além de serem bem baratinhas ainda podem ser encontradas em qualquer supermercado (Target e Walmart, principalmente), farmácias (Walgreens, CVS) e em lojas como a Ulta Beauty, que vendem o que você puder imaginar de cosméticos. Para quem gosta de produtos de beleza, vale colocar uma manhã ou uma tarde no roteiro só para ver essas coisinhas.

É claro que existem produtos mais caros de marcas mais conceituadas, basta um passeio rápido na Sephora ou na própria Ulta para surtar com Urban Decay e Too Faced, por exemplo, mas a ideia desse post é mostrar os iluminadores com os precinhos mais em conta que você vai encontrar na sua viagem.

1. NYX Born to Glow Liquid Illuminator – US$ 7.50. Cores: Sunbeam, Gleam, Pure Gold e Sun Goddess.

2. Elf Baked Highlight – US$ 4. Cores: Moonlight Pearls, Pink Diamonds, Blush Gems e Apricot Glow.

3. Essence Pure Nude Highlighter – US$ 4.50.

4. Wet N Wild MegaGlo Highlighting Powder – US$ 5 – Cores: Diamond Lily, Blossom Glow, Precious Petals, Botanic Dream, Royal Calyx, Golden Flower Crown e Crown of My Canopy.

5. Maybelline FaceStudio Master Strobing Liquid Illuminating Highlighter – US$ 9.99 – Cores: Iridescent, Nude Glow e Gold.

6. L’Oréal Paris True Match Lumi Liquid Glow Illuminator – US$ 13 – Cores: Ice, Rose e Golden.

7. Maybelline Gigi Hadid Liquid Strobe – US$ 12 – Cores: Gold e Iridescent.

8. Flower Beauty Glisten Up! Highlighter Chubby – US$ 11 – Cores: Pearl Shimmer, Gold Coaster e Honey Bronze.

9. Physicians Formula Powder Palette Mineral Glow Pearls  – US$ 13.95 – Cores: Beige Pearl, Light Bronze e Bronze.

10. Ulta Beauty Rainbow Highlighter  – US$ 10.

11. Forever 21 Rainbow Highlighter – US$ 6.90

12. Essence Glow Like a Mermaid Highlighter – Produto recém-lançado. Valor não encontrado.

13. Wet N Wild ColorIcon Rainbow Highlighter – US$ 6.

Os preços informados têm como referência o valor informado no site oficial de cada marca no mês de março de 2018.

Qual deles vocês já usaram? E qual querem usar? Eu quero todos, mas não vejo a hora de testar um desses coloridos!

Creepers: eles estão de volta (e aprovados por Rihanna)

“Se está na moda, então tem que usar, né?”. Engraçado que foi uma conhecida minha que falou isso na tentativa de ser agradável na conversa. Não sei se eu passo a impressão de entendida de moda (logo eu, que ando com o mesmo jeans rasgado todo santo dia e não compro roupas há séculos) ou se o fato de ter um blog de variedades me coloca em um patamar diferenciado onde nem eu me enxergo. O comentário não foi exatamente sobre creepers, esse sapatinho aí que ilustra as fotos desse post, mas a concepção é quase a mesma: peças controversas que voltam a cena fashion.

Só para responder à pergunta lá de cima, ninguém tem que usar nada porque está na moda. Ninguém precisa usar algo que não gosta porque virou tendência. E sobre os creepers, muita gente pode até discordar, mas eles são um pouco controversos sim.

Lá em 2013, Rihanna ajudou a popularizar a tendência desses sapatos de solado grosso de borracha. Inspirados nas botas dos soldados durante a Segunda Guerra Mundial, os creepers moderninhos em nada lembram – além do detalhe da sola – os calçados que serviam para dar mais estabilidade aos soldados. E se em 2013 a moça da umbrella-ella-ella já curtia esses calçados, parece que para a cantora esses delicados sapatinhos não foi uma modinha passageira. Ou se foi, ela os recebeu de volta de braços abertos.

Tão abertos que está lançando o Cleated Creeper Surf, da quarta coleção em parceria com a Puma. O tênis é o primeiro lançamento da coleção SS18 Fenty Puma by Rihanna, que apresenta duas direções criativas: praia e automobilismo. De acordo com a marca, “é uma mistura vibrante e inesperada de high-fashion, esportes radicais e areia”.

O modelo foi produzido com elementos de neoprene, sola transparente e cadarços de corda elástica, e o preço sugerido para o par – que chega na cores azul com detalhes verde e preto com detalhes verde – é de R$ 699,90. Agora esqueça o preço, esqueça a marca, esqueça Rihanna e responda com sinceridade: creepers – você usaria ou não?

Shopping Tacaruna sedia 2ª Expo Fashion Kids

O país pode estar em crise, mas se tem uma coisa que os pais não costumam abrir mão é de proporcionar uma festa de aniversário para os filhos, seja ela de menor ou maior porte. “Em 2016 fizemos a festa de Maria Clara em um buffet para 200 pessoas, em 2017 o orçamento ficou apertado e fizemos em casa apenas para os primos e alguns amiguinhos da escola”, conta Gabriela Santos, mãe de Maria Clara de 6 anos e Gabriel, de 7 meses. “O importante é ter um bolo e pessoas queridas para cantar parabéns”, complementa.

Essa cultura festeira aliada à discreta melhora na economia é o que faz com que o setor de festas esteja sempre em ascensão. Foi essa procura pelo nicho de festas infantis que estimulou o empresário Mike Silva a realizar a segunda edição da Expo Fashion Kids, que acontece entre os dias 15 e 18 de março na Praça de eventos do Shopping Tacaruna. “Tivemos um feedback muito positivo da primeira edição realizada em 2016 e agora pretendemos que o evento seja anual. Para o próximo ano, já temos praticamente todos os expositores fechados”, afirma o organizador do evento. Ainda segundo Mike, o formato escolhido também foi decisivo para o sucesso por se tratar de uma feira prática, onde os visitantes encontram todos os fornecedores em um só lugar.

Ao todo serão 28 estandes com 50 expositores presentes, expondo produtos e serviços que atendem todas as etapas de festas infantis, como convites, decoração, espaços e mobília para locação, bolos, buffet, fotografia e vídeo, lembranças personalizadas, entre outros. 

Durante os dias da feira, o clima de festa e diversão está garantido para as crianças que forem acompanhar os pais, entre o final da manhã e início da noite, com teatro de marionetes, apresentações e presença de personagens como os super heróis e Frozen, baile das princesas e apresentação ao vivo da banda Geração Kids.

A expectativa é de que 100 mil pessoas circulem pelo shopping durante os dias de evento. Gabriela será uma das pessoas a visitar a feira em busca de fornecedores para os 7 anos de Maria Clara e o 1º ano de Gabriel, e dá a dica aos prestadores: “Esse ano vou em busca de unicórnio e circo”.

2º Expo Fashion Kids – Data: 15 a 18 de março | Hora: Das 09:00 às 22:00, de quinta a sábado | 12:00 às 20:00 no domingo | Local: Praça de Eventos do Shopping Tacaruna | Entrada gratuita

Crédito das fotos: Joyce Domingos Fotografia (capa)  e divulgação do evento

Fernanda Souza assina novas cores de batons da QDB

É até cansativo o tanto que eu falo e elogio os batons líquidos de quem disse, berenice? Amo os produtos da marca, de vez em quando mostro alguns dos meus queridinhos no Instagram e já está todo mundo roxo (ou seria uva?) de saber quais são os meus favoritos. Para elevar ainda mais o queridismo da marca – como se precisasse! – a Berê está lançando novas cores do batom líquido matte em parceria com Fernanda Souza.

Os três batons exclusivos que a Fê desenvolveu foram pensados nas cores que serão tendência na próxima estação: Pêssegoli, um nude com fundo rosa; Cappuccinoli, para quem ama um neutro com um toque de marrom; e o Ruivoli, resultado de uma das misturinhas mais pedidas por suas seguidoras, que promete ser sucesso.

A atriz e apresentadora ficou conhecida por criar diversas novas cores de batons com suas famosas misturinhas, e foi justamente inspirada nessas criações que a marca convidou Fernanda para desenvolver suas próprias cores. Com essas três novas adições, a QDB agora conta com 30 cores de batons líquidos matte. Vou até ali contar quantos deles eu tenho…

Apesar de não ter achado as cores super inovadoras, eu amei a proposta da marca em criar cores com base nas misturinhas de Fernanda e fiquei animada para experimentar o Cappuccinoli. Juro que não tem nenhuma influência pela minha paixão por capuccino (mas aceito convites para ir tomar um)!

Os batons começam a ser vendidos hoje, 12 de março, na loja virtual e nas lojas físicas da QDB e custam R$ 37,90 cada.