Blog Oxente Menina

Deixem a barriga da Lea em paz!

Comporta.

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Em tempos de extremo culto ao corpo, de IGs maquiados de vida saudável que na verdade pregam a busca pela perfeição, e celebridades e blogueiras aparecendo com cara de anoréxicas e sendo enaltecidas pelo belo corpo, ter um pneuzinho é pecado, uma heresia!

Fui pega de surpresa essa semana ao ver comentários nas redes sociais falando do “bucho” da Lea Michele. “Grávida?”, pensei eu na ingenuidade de quem não acompanha sites de fofocas há uns bons 6 meses e deduzindo que após se recuperar da perda do Cory a Lea poderia – sim – já ter encontrado e um novo amor e estar grávida. Quanta ingenuidade, Oxente! É, eu sei que ando meio desatualizada, mas depois de fuçar o Just Jared em busca das temidas fotos descobri que o bucho da Lea não tinha nada de bebê à caminho, a referência à sua barriga enorme era baseada nas fotos da gravação do clipe “On My Way”.

Com o assombro de quem ainda não perdeu o peso ganho na gravidez, a única coisa que consegui pensar foi “cadê o danado desse bucho?”. Tudo bem, não serei hipócrita de dizer que não vi nenhuma gordurinha, zero celulite {pelo visto Lea Michele não acompanha as gurus brasileiras  do fitness no Instagram}, mas daí a chamar de bucho e dizer que ela está enorme, achei um grande exagero.

Para quê considerar que a posição em que ela encontra-se nas fotos não a favoreceu, quando é bem mais fácil simplesmente dizer que ela está enorme de gorda e sugerir um regime? Afinal, artistas tem que seguir o padrão de beleza da magreza, certo? E todo aquele discurso de gente que prega que cada um tem que ser feliz do jeito que lhe aprouver e chama de hipócrita quem vai contra esse direito, se contradiz ao cair, na primeira oportunidade, na armadilha imposta por uma sociedade que ela mesma chama de cruel. Na boa, deixem de hipocrisia, e deixem a barriga da Lea em paz!

Para não ser repetitiva, achei melhor não falar neste post sobre essa busca desenfreada pelo corpo perfeito. A minha opinião já foi dada aqui no blog no post Projeto fitness nas redes sociais

Em tempo, eu adoraria estar com esse “buchão” da Lea Michele…

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Imagens: Just Jared

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Mais uma vez música e moda se misturam em Pernambuco. Em sua 3ª edição, o Abril Pra Moda se junta ao Festival Abril Pro Rock. A ação surgiu em 2012 em uma das oficinas de formação do Abril Pro Rock, onde participaram profissionais da moda e design. Nos primeiros dias de oficina surgiu a ideia: produzir uma ação de moda dentro do festival.

Em 2013, o Abril Pra Moda tomou uma nova forma e tornou-se um projeto parceiro do festival Abril Pro Rock com a ideia de permitir que grandes marcas, assim como novos criadores, interagissem em um mesmo ambiente, democratizando o mercado da moda, movimentando o cenário local e dando espaço para que esta linguagem fosse colocada em foco, deixando claro que a moda vai muito além das tendências e pode ser abordada e vivenciada de diversas formas.

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Nesta edição o Abril Pra Moda realizará uma ação muito especial. Com o apoio do cabeleireiro Fernando Costa, estaremos com um espaço para cortes gratuitos de cabelo, com a finalidade de doar ao projeto Força na Peruca, da Fundação Alice Figueira de Apoio ao IMIP Pernambuco. O Força na Peruca é um projeto voluntário que tem o intuito de reaver a autoestima e o bem estar de mulheres carentes com câncer. Quem ajudar estará fazendo um grande ato de generosidade e amor ao próximo, proporcionando um pouco de leveza e carinho no dia a dia dessas mulheres. O pré-requisito é doar, ao menos, 10 cm de cabelo, para que possam ser confeccionadas as perucas.

A 3ª Edição do Abril Pra Moda acontece nos dias 25 e 26 de abril, na 22ª edição do Festival Abril Pro Rock. Este ano o APM conta com uma área para exposição de 19 marcas convidadas, tanto pernambucanas como de outros estados do país, que trazem como ponto comum a jovialidade e a criatividade nas peças.

Marcas participantes:  Fridas | Estudio Zero | Maria Ribeiro | Anunciada | Juliana Beltrão | Design Ecológico | Etiqueta Verde | Tax | Sou Tee Bags | Think Collection | Karina Leão | Senhorita Xodó Cupcakeria | Felíni (SE) | Paralella | Circorama | Alfinete Brechó | Nuvemm | Meninas de 70 | Daníssima

Imagens: divulgação 

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Turismo colorido

Viagem

Alguns títulos dão a impressão errada para quem lê, né? Como o da minha primeira vez, lembram? Até de “safadeeenha” me chamaram, ó. Essa história de “turismo colorido” também ficou com uma cara meio que “lista dos melhores destinos gay friendly”. Nada contra, hein gente?! O post não é sobre isso não, o título do post é, na verdade, bem literal, são alguns destinos ou atrações super coloridas. De encher os olhos mesmo! {Ou só eu que curto um coloridão?}

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Oxe, choveu em Olinda e a cidade ficou alagada? Nãaaaao, meu bem, a Veneza Brasileira é Recife, Olinda continua alta e quietinha no lugar dela. Esse lugarzinho lindo aí da foto chama-se Burano, na Itália. Burano é um povoado pertinho de Veneza {mas não invente de ir nadando, tá?}, e além das casas coloridas ao longo do canal, Burano também tem tradição na produção de renda artesanal e nas máscaras de carnaval.

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Não cheguei a contar, mas Caños Cristales também é conhecido como o “rio das cinco cores”. Essa pintura natural, que também leva o título de “o mais belo rio do mundo”, está localizada em La Macarena, na Colômbia {quem não pensou na música “macarena” agora vai ter a pessoa amada de volta em três dias}. São 100 quilômetros de extensão e apenas 20 metros de largura, e durante cinco meses por ano – nos períodos de seca e de chuva – as algas do rio transformam Caños Cristales num balé de cores. La Macarena está situada no departamento de Meta, e o parque é aberto à visitação.

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Parece uma cena de Amor Além da Vida, aquele filmaço com Robin Williams e Cuba Gooding Jr. de 1998, lembram? Acho que se tocar nas flores do Keukenhof Gardens não vai sair tinta como nas cenas do filme, mas o colorido desse belo jardim, localizado em Lisse, com certeza é suficiente para encantar seus visitantes.

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Ricas ou pobres, o que as mulheres indianas tem em comum, além do gênero e da nacionalidade, é o colorido de suas roupas. O diferencial dos sarees {ou sáris} mais chiques é que podem ser bastante adornados com pedrarias e muito dourado, mas, independente da classe social, os trajes das mulheres indianas são de encher os olhos com todo o seu colorido.

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Das duas uma: ou eu não iria conseguir me concentrar na oração distraída pela beleza dos vitrais, ou a energia das cores iria me fazer voar. A Mesquita Nazir al-Mulk está localizada em Shiraz, no Irã, e além dos vitrais coloridos, o piso também é adornado em cores, principalmente o rosa, garantindo também o apelido de “Mesquita Rosa”.

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Adeus cabelos ressecados!

Beleza

SEDA-OLEO-HIDRATACAO

Verdade seja dita: milagres capilares instantâneos não existem! Um cabelo com o meu, pouquinho e ressecado, não vai virar, assim, o cabelo da Marina Ruy Barbosa da noite para o dia {e depois que me tornei mãe, ficou complicado arranjar um tempinho para dar aquela hidratada nos fios frequentemente}. E se milagres não existem, felizmente alguns produtos chegam bem perto de um efeito milagroso.

A nova linha Seda Óleo Hidratação é um deles. Assinada por Thomas Taw, os produtos contem óleos de argan e de amêndoas, garantindo hidratação e leveza aos cabelos desde as primeiras aplicações. A linha é formada por shampoo, condicionador, creme de tratamento, creme de pentear e spray bifásico – o queridinho da vez.

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Tenho usado o spray com mais frequência, pois não lavo os cabelos todo santo dia. Foi até engraçado quando usei pela primeira vez! Cá estava eu na frente do computador olhando para a tela, pensando {como se isso fosse fazer uma ideia se materializar} e pegando no cabelo – uma daquelas manias que fazem a mãe da gente reclamar – de tão seco dava até para sentir o “esfarelado” roçando. Dei uma borrifada de leve com o spray bifásico e continuei meu trabalho, alguns bons minutos depois, quando lembrei que tinha passado o produto, a sensação de cabelo esfarelado tinha diminuído bastante e o cabelo não ficou pesado, oleoso. Sem contar que o cheiro é uma delícia!

O spray é bem mais prático do que carregar os outros produtos da linha na bolsa, então dá para levar para todo canto e salvar nosso cabelo em momentos oportunos.

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“Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi…”

Abril é o mês de Roberto Carlos, e esse mês o rei estará em Recife fazendo um mega show. A Friboi, patrocinadora oficial do cantor esse ano, traz para o estádio do Arruda, no dia 12/04, esse grande evento que emociona fãs de todo o país.

A Friboi prepara uma série de ações durante a turnê de Roberto Carlos e, além dos shows nacionais, a Friboi estará presente também nos eventos prioritários do cantor, como o navio Emoções e nos shows internacionais.

Para levar os fãs do rei e leitores do Oxente Menina a participarem dessa festa, a Friboi e o blog estão sorteando 5 pares de ingressos. O regulamento está na página do O! no Facebook. Corre lá e participa.

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35… e rodando

Diversos

niver

Se essa coisa de inferno astral realmente existe, o meu acaba hoje {ou será amanhã?}. É, hoje é meu aniversário, yay! 35 anos, coluna de 90, carinha de 20 e alguns, e corpinho de – errrrr – de quem acabou de ter bebê. Aliás, diante de um início de ano tão conturbado, cheio de perdas e muitos obstáculos, comemorar o primeiro aniversário com Luca é como conseguir tomar um fôlego profundo depois de passar um tempo debaixo d’água.

Agradeço a Deus por Luca – e por ter gente tão legal que me acompanha aqui no blog. Um pedaço de bolo de brigadeiro para vocês!

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#EuQuero: Mordedor para bebê

Comporta.

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As últimas semanas de boca banguelinha estão acabando! Acho que finalmente o primeiro dentinho de Luca está nascendo. Comemoro por um lado, por que é sempre bom ver um filho crescendo e se desenvolvendo, mas eu acho boca banguela de bebê uma coisa tãaaao linda, que fico até com pena de ver os dentinhos aparecerem.

Já tem algumas semanas que ele fica numa agonia louca coçando os dentes. E para amenizar o incômodo vale de tudo: a mão enfiada na boca, o dedo da mãe {meu!} enrolado numa fralda, a fralda sozinha, o dragão de feltro anti-alérgico, o ombro de quem estiver com ele no braço, o meu queixo… Dá pena! Às vezes parece um cachorrinho raivoso mordendo um brinquedo.

Graças à inteligência dos pais, que acharam que o mordedor de silicone deveria ser lavado e fervido, Luca perdeu os dois que tinha ganho antes mesmo de poder usar {aplausos para mim e para o marido, clap clap clap}. Agora, vendo a agonia do meu gordo, estou louca atrás de um mordedor bom para comprar. Já conheci a tal Sophie the Giraffe, uma francesinha feita de borracha natural, que anda fazendo sucesso, mas aqui no Brasil ainda não encontrei num preço justo.

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Essa semana mesmo vou atrás de um mordedor para Luca. Enquanto fazia esse post fiquei com vontade de comprar um de cada!

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“Troque seu batom pro dia do beijo”, esse é o tema da ação da [quem disse, berenice?] para o Dia do Beijo, comemorado no dia 13 de abril. A ação acontece no dia 12, e para participar é simples:  é só se cadastrar antecipadamente, levar seu batom usado na loja e, em troca, receber um novinho na sua cor escolhida entre as mais de 80 opções.

A partir de amanhã – 3 de abril – acesse a página da Berê no Facebook e clique no aplicativo “troque seu batom pro dia do beijo”, aí é só preencher os dados e escolher a loja onde quer fazer troca. No dia 12 é só levar um batom usado de qualquer marca + documento com foto + CPF para fazer a troca por um batom novinho. Para facilitar a escolha, o aplicativo no FB traz também as cores dos batons que fazem parte da promoção – os cremosos e canetas batom.

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Para [quem disse, berenice?] o dia do beijo é uma oportunidade das mulheres saírem do convencional. “Queremos estimular a experimentação de novas cores, e para isso serão distribuídos mais de 100 mil cupons pra troca do batom. Queremos todas as mulheres espalhando marquinhas por aí neste dia do beijo”, explica Gustavo Fruges, gerente de branding e comunicação da marca. Para a ação, serão oferecidos um total de 84 cores de batons cremosos e quatro cores de caneta batom (também sujeitos ao estoque de cores de cada loja).

Em Recife a QDB? dispõe de loja nos shoppings Recife, RioMar e Boa Vista. Quiosques não participam da promoção. Vão escolhendo aí o batom usado que vai cair fora da sua necessaire para dar lugar a um novinho da Berezoca! E me contem que cor escolheram.

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“Deixar de ser lisa!”, foi o que eu pensei quando vi no grupo Viagens em Família no Facebook a ideia para uma blogagem coletiva no tema “10 mudanças para as famílias viajarem mais pelo Brasil”. Contive meu lado engraçadinha e não fiz o comentário que cruzou minha mente, mesmo ele não sendo em nada uma mentira. Como o mundo não gira ao meu redor e eu precisava pensar em soluções que visassem o bem de forma coletiva – e por eu estar numa fase de querer desesperadamente fazer uma viagem – passei a refletir de verdade sobre o assunto, mais ainda agora que tenho um bebê de quase 5 meses para levar junto {razão suficiente também para evitar os mochilões doidos que eu e meu marido costumávamos fazer}.

Tanta reflexão me fez perceber que eu tenho mais reclamações das coisas que já existem do que ideias para melhorar. E tudo bem que não sou nenhuma expert em viagens e não estou nem perto de viajar o tanto que o pessoal lá do grupo viaja {inveja branca de bolinhas pink}, mas vai que a opinião de um leigo também é válida, né? Por isso resolvi dar pitacos baseados em coisas que facilitariam para mim, e com certeza, dentre as coisas que os outros blogueiros listarem, vou me dar conta de que deveria ter colocado na minha lista.

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1. Preços das passagens. Lá em 2006, quando a empresa que sugava meu sangue assinava minha carteira de trabalho me deu 40 dias de férias, pensei logo em viajar durante uns 10 dias para um lugar que eu ainda não conhecia. Disse logo a Rodrigo que 40 dias em Natal sem fazer nada não passava nem a pau! Pesquisei o sul do Brasil de cabo a rabo, entrava todo dia nos sites das companhias aéreas para ver se rolava uma promoção joinha e nada, o valor das passagens ficava muito alto para o meu orçamento. E aí como quem não quer nada pesquisei outros países na América do Sul, e, bingo! Bem mais barato, coisa de 40% mais em conta. Incrível, né? Acabou que naquele ano fizemos 15 dias de Uruguai e Argentina, e o sul do Brasil até hoje não conheço. Atualmente minha reclamação maior é com o trecho Recife – Natal. Pensar que já paguei R$ 25 na finada Webjet, ver passagens por quase R$ 600 é um tiro no coração.

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2. Boas estradas. Falando novamente em Recife – Natal, depois de 10 anos de idas e vindas na BR 101, eu agora não tenho mais do que reclamar. Depois que o trabalho de duplicação da estrada foi finalizado, o trajeto agora é feito num tapete de concreto, ajudando inclusive a diminuir o tempo do percurso. Porém não são todas as estradas do país que estão em boas condições, e acho que se estivessem, as famílias viajariam muito mais de carro.

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3. Restaurantes baby friendly. De dezembro pra cá já fomos umas 3 ou 4 vezes para Natal, sempre de carro. Com Luca a viagem fica um pouco mais lenta, precisamos parar algumas vezes para ele comer, para trocar a fralda, ou simplesmente para ele se esticar {ele odeia ficar no bebê conforto por muito tempo}. Essa parada geralmente fazemos em algum lugar na Paraíba ou em Goianinha-RN, e o que posso dizer desses lugares – e tenho certeza que não é um “privilégio” deles – é que nenhum restaurante tem um mínimo de estrutura para bebês. Não estou falando de uma esteira rolante onde fadas coloridas aguardam os bebês para colocá-los em nuvens e tomar conta enquanto os pais comem uma coxinha entupida de ketchup, estou falando de coisas simples mesmo, como um trocador. Já cansei de contar as vezes em que precisei trocar Luca na cadeira do restaurante, em cima da mesa, em pé no carro…

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4. Valor das diárias. Cada vez mais simpatizo com a premissa dos hostels de hospedagem econômica, porque, sinceramente, pagar R$ 350 na diária de uma pousadinha domiciliar no interior dos Cafundós-dos-Judas para um casal e um bebê é demais para mim. Não só para o meu bolso, mas para toda a minha concepção de custo-benefício de hospitalidade. Tem pousada pensando que é resort 5 estrelas, hein?!

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5. Trocadores nos aeroportos. Ainda não me deparei com a situação de estar na fila de embarque e precisar ir correndo no banheiro trocar Luca, mas se isso acontecesse eu provavelmente iria esperar subir no avião. Antes de ter filho não era algo que eu observasse, mas agora parando para pensar, não lembro de ter visto banheiros exclusivos para famílias com crianças de colo e nem trocadores decentes nos convencionais. Mães e pais mais experientes em viagens, o que vocês tem a dizer?

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6. Trocadores no banheiro masculino. Se já é difícil ter trocador no banheiro feminino, imagina no masculino. Mas quem foi mesmo que decidiu que só a mulher tem capacidade de trocar a fralda de uma criança? E isso não é uma crítica só para aeroportos, vale para rodoviárias, shoppings, restaurantes… Nota mental: avisar ao meu marido para nunca sair sozinho com Luca, porque a sociedade não confia na capacidade de pai dele para trocar a fralda do filho. 

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7. Estrutura para viajantes nas estradas. Não basta ter uma boa estrada, para que as pessoas possam viajar de carro, especialmente em viagens longas, um mínimo de estrutura para dar suporte seria bom. Lembro quando fiz intercâmbio nos EUA, lá em 1900-e-bolinha, fui de Ohio para a Carolina do Sul de carro com um grupo, e de duas em duas horas parávamos no que parecia serem centros de convivência. Eram postos de parada com banheiros super limpos, cadeiras de descanso, mesas de piquenique e estacionamento – e o melhor de tudo: locais super seguros. Não tinha onde se hospedar, era o tipo de lugar que você parava, descansava e seguia viagem {Tásia Avelino, que mora nos States, me avisou que esses lugares ainda existem, e são chamados de Rest Area. Thanks, friend!}. Seria legal isso aqui no Brasil, porém a ideia é bloqueada quase instantaneamente na minha cabeça quando penso na…

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8. Educação. Falem o que quiserem, que o brasileiro é hospitaleiro, caloroso, amigo, bom dançarino de samba {WTF?}, e isso tudo pode ser verdade, mas que também tem muita gente mal educada nesse país, isso tem. Fico pensando se existissem esses centros de convivência nas estradas, quanto tempo será que levaria até que os “donos” começassem a depredar? Outro exemplo da nossa péssima educação é nos aeroportos. A companhia aérea chama para o embarque as pessoas que tem prioridade: idosos, gestantes, pessoas com crianças de colo, deficientes… Aí lá está um João-sem-braço logo na frente, com fones de ouvido para fazer de conta que não ouviu, passando na frente dos tiozinhos que estão na cadeira de roda. Faça-me o favor!

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9. Incentivos locais. Morei 24 anos em Natal e nunca fiz o passeio de barco pelo Rio Potengi. Moro em Recife há 11 anos e nunca fui na Coroa do Avião. Displicência? Talvez. Mas junto com a displicência acho que falta um pouquinho de incentivo das autoridades para fazer com que os habitantes de uma cidade conheçam a própria cidade e o estado. Às vezes até acontece de aparecer uma campanha incentivando o turismo local, mas quando a gente se anima se depara com aquele problema dos preços. E aí é melhor gastar X para conhecer o interior de Pernambuco ou o mesmo X para ir até Machu Picchu?

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10. Ah, meu Brasil! Reclamei, reclamei, reclamei, mas não podemos negar que o Brasil é um país lindo e cheio de diversidade. Ao mesmo tempo que me orgulho de morar num país tão lindo, me envergonho de dizer que não conheço muito do Rio Grande do Norte e de Pernambuco e me irrito por ter tanta coisa negativa a dizer do turismo no Brasil.

Sei que as minhas concepções e indignações não irão mudar o mundo, mas que fiquem registrados, quem sabe alguém nesse mundo pensa igual, e duas pessoas de mãos dadas é melhor do que uma só na hora de propagar ideias.

Como citei no início desse post, essa publicação faz parte de uma blogagem coletiva incentivada pelo grupo Viagens em Família, e à medida que outras pessoas forem publicando seus textos, vou editando o post e colocando os links aqui.

O que as famílias viajantes andam falando:

1. Adriana Pasello, do Diário de Viagem

2. Flávia Peixoto, do Viajar é Tudo de Bom

3. Cláudia Bömmels, do Brasileiros Mundo Afora

4. Cláudia Rodrigues, do Felipe, o Pequeno Viajante

5. Andreza Trivilin, do Andreza Dica & Indica Disney

6. Thyl Guerra, do Viajando com Palavras

7. Eder Rezende, do Quatro Cantos do Mundo

8. Adelia Lundberg, do Paris des Petits

9. Márcia Tanikawa, do Os Caminhantes

10. Débora Galizia, do Viajando em Família

11. Karen Schubert Reimer, do As Aventuras da Ellerim Viajante

12. Regeane Nicaretta, do Dicas da Rege

13. Debora Godoy Segnini, do Gosto e Pronto

14. Erica Piros Kovacs, do Viagem com Gêmeos

15. Thiago Cesar Busarello, do Vida de Turista

16. Francine Agnoletto, do Viagens que Sonhamos

17. Sut-Mie Guibert, do Viajando com Pimpolhos

18. Ana Cintia Cassab Heilborn, do Travel Book

19. Flávia Maciel, do Bebê pelo Mundo

20. Cláudia Bin, do Mosaicos do Sul

21. Patrícia Tabalipa, do Roteiro Baby Floripa

22. Andrea Almeida Barros, do RS para o Mundo

23. Patrícia Papp, do Coisas de Mãe

24. Susana Spotti, do Viagem Simplesmente

25. Andrea e Luciano, do Malas e Panelas

26. Patrícia Longo Tayão, do Viajar Hei

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E a história se repete. Mais uma vez eu, uma nordestina, sou ofendida por alguém que não valoriza a minha região. Alguém que é tão brasileiro quanto eu, que provavelmente corre para cá durante as férias para aproveitar o calor – o humano e a temperatura alta – mas que, ainda assim, insiste em atacar verbalmente os nordestinos.

Eduardo Pfiffer nunca me dirigiu a palavra. Até hoje à tarde eu não fazia ideia de quem ele era. Talvez tenha voado sob seu comando alguma vez, mas só hoje tomei conhecimento de sua pessoa, e por um fato que preferia não tê-lo conhecido. A ofensa não foi para mim diretamente, e Eduardo pode até não ser uma má pessoa, mas bastou um comentário infeliz para que as palavras ecoassem pelas redes sociais e gerassem animosidade pelos nordestinos e por aqueles que defendem, acima de tudo, o respeito pelos seres humanos.

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Muitos foram aqueles que rebateram o triste comentário de Eduardo {que tentou se retratar posteriormente e que inclusive fez com que a Avianca se pronunciasse oficialmente sobre a declaração}, dentre eles um colega de longa data, amigo que fica mais perto através do Facebook, pessoa extremamente sensata e portadora de altas doses de humor ácido. O texto que Aerton publicou na rede social me inspirou a publicar sobre o assunto no blog, ora para mostrar um pouco a minha tristeza com tal maledicência, ora para manifestar o oposto do que Eduardo prega sobre nordestinos. 

O Espelho e o Vampiro (por Aerton Calaça)

Lá vamos nós outra vez. Eu não me orgulho de ser Nordestino da mesma forma que não me orgulharia se eu fosse Sulista ou Sudestino ou Nortista ou do Centro Oeste. Eu não me orgulho de ser Brasileiro. EU ME ORGULHO DE SER GENTE. E de ser gente do bem. Que ama o bem. Que pratica o bem. Que vive o bem.

Alguém, séculos atrás, teve a brilhante ideia de separar o Brasil por regiões: ‘índios e selvagens’ na Região Norte; ‘pobres e analfabetos’ na Região Nordeste; ‘ricos e elitizados’ na Região Sudeste; ‘europeus’ na Região Sul e ‘nem um nem outro’ na Região Centro Oeste.

Tudo funcionaria maravilhosamente bem se cada região fosse separada das demais por grandes muralhas, como a Muralha da China. Acontece que alguém ‘rico e elitizado’ apaixonou-se por um ‘índio e selvagem’, que apaixonou-se por um ‘pobre e analfabeto’, que apaixonou-se por um ‘europeu’, que apaixonou-se por ‘nem um nem outro’, que apaixonou-se por um ‘rico e elitizado’. E graças às paixões desenfreadas, nasceu o país mais miscigenado do planeta. E como isso é bonito. A miscigenação é, para mim, a coisa mais bela que um país como o Brasil pode carregar na sua identidade: a falta de identidade racial. Não somos brancos, não somos negros, não temos olhos azuis, não temos olhos pretos… mas carregamos no nosso peito um estigma que mata de vergonha silenciosamente: o preconceito contra quem vem de regiões ‘menos favorecidas’ do país praticado por quem cresceu ouvindo dizer que o Sul e o Sudeste são os melhores lugares para se morar no Brasil.

Foi lá que nasceu Mayara Petruso. Em 2009 ela conclamou os moradores de São Paulo a matarem um Nordestino afogado pelo bem do país. Foi lá também que nasceu Eduardo Pfeiffer, piloto da Avianca. Em suas horas de folga em algum lugar do Nordeste, em Março 2014, sentiu-se profundamente irritado pelo serviço de um restaurante que ele considerou ‘porco, nojento, medíocre e escroto, como tudo no Nordeste’. Foi na região de ‘ricos e elitizados’ que nasceram Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá. Em 29 Março 2008 eles atiraram a pequena Isabella Nardoni, de apenas cinco anos de idade, da janela do quinto andar do prédio onde moravam. Da região de ‘ricos e elitizados’ também vem Suzane Louise von Richthofen. Em 2008 ela planejou a morte dos pais para ficar com a herança milionária. Ainda da mesma região vem Jorgina Maria de Freitas Fernandes, responsável por uma das maiores fraudes do INSS. Posso ainda citar o médico Roger Abdelmassih, que sedava e estuprava as suas pacientes. Ou a procuradora Vera Lúcia de Santana Gomes, que, em 2010, adotou uma criança de apenas dois anos de idade com o objetivo de torturá-la. E que tal a cadelinha que foi enterrada viva? E a Assistente de Serviços Gerais que teve o seu corpo arrastado pelo carro da PM?

Lá das bandas da Região dos ‘europeus’ vem Genoir Bortolosso. Em 2011 ele encomendou a morte da própria filha para ser beneficiado pelo seguro que a mesma havia feito. Ou Oscar Gonçalves do Rosário, que estuprou e matou uma pequena garota no tanque batismal da Igreja Adventista do Sétimo Dia, em Florianópolis, em 2010.

Coincidência ou não, Eduardo Pfeiffer, o piloto da Avianca, é natural de Blumenau, SC. Foi lá, em 2011, que os céus derramaram uma enorme quantidade de água que destruiu centenas de casas e deixou milhares de pessoas desabrigadas. Os Nordestinos ‘pobres e analfabetos’ doaram alimentos e roupas.

A Boate Kiss, na cidade de Santa Maria, RS, foi palco da maior tragédia em uma casa de shows da história do país e a terceira maior do mundo. O incêndio na madrugada de 27 Janeiro 2013 consumiu 242 vidas. Dois meses após a tragédia, o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), localizado no estado do Pernambuco, doou todo o seu estoque de pele para as vítimas da tragédia. Foram 2.500 centímetros cúbicos de pele.

É engraçado dizer que o Nordestino ‘pobre e analfabeto’ come carne de calango para sobreviver mas não é engraçado dizer que o Sudestino ‘rico e elitizado’ e o Sulista ‘europeu’ tomam sopa de bala perdida mas não têm o mesmo destino.

É justo apelidar e estereotipar o Nordestino ‘pobre e analfabeto’ de cabeça chata, de ignorante, de inútil, de esfomeado mas é crime dizer que o Sudestino ‘rico e elitizado’ e o Sulista ‘europeu’ estupram a vida e mancham a nossa cidadania de sangue diariamente.

Enquanto isso, ainda corre por aí um movimento separatista que defende que o Nordeste seja separado do resto do país. Eu seria o primeiro a votar a favor caso um plebiscito fosse realizado para tal fim. Mas com uma grande ressalva: o Brasil foi descoberto no Nordeste, precisamente no litoral da Bahia (ainda que alguns historiadores defendam que a descoberta aconteceu no litoral do Rio Grande do Norte). Sendo assim, ‘Brasil’ continuaria sendo o nosso nome. Acho que é isso que tanto incomoda os ‘ricos e elitizados’ e os ‘europeus’.

Parem de sugar a sua própria cidadania. Parem de ser como um vampiro que não consegue enxergar o próprio reflexo no espelho. O Nordestino ‘pobre e analfabeto’ incomoda porque nós somos o verdadeiro Brasil.

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Ana Lu Fragoso

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