Estampas fashion na decoração

É só bater o olho em uma determinada estampa para imediatamente assimilar a um tipo de produto. Quem não pensa nas bolsas da Louis Vuitton ao ver o monograma no fundo marrom? Impossível também não pensar no belíssimo trench coat da Burberry ao ver a estampa bege com o xadrez vermelho e preto. Se estivéssemos falando de marketing, esses seriam ótimos exemplos para citar como cases de sucesso. Mas não vamos falar de marketing. Nem de moda – pelo menos não exatamente.

As famosas e clássicas estampas fashion ultrapassaram os limites da moda e ganharam espaço na decoração. São almofadas, cadeiras, móveis, eletrodomésticos, e tantos outros itens que a criatividade e a ousadia permitem.

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Ano atrás eu torcia para que no nordeste fizesse muito frio só para ter um trench coat da Burberry. Não que eu pudesse comprar {ainda não posso}, mas a elegância da peça – e o calor dessa região – me fizeram desejar a neve.

A icônica marca britânica foi fundada em 1856, oferecendo roupas e acessórios de luxo. O padrão da Burberry está em jogos de cama, almofadas, jogos de jantar, e até na fachada de uma casa. A arte é obra do artista norueguês Jens Warner que transformou um antigo banheiro público em sua casa para reunir pessoas de mente criativa como a dele.

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Pied-de-pule significa “pé de galinha”, um entrançado xadrez pequeno que lembra a pegada da ave. Embora não seja uma marca, a estampa – anteriormente restrita ao guarda-roupa masculino – ganhou força ao ser introduzida no mundo fashion feminino por Coco Chanel, usando a padronagem em seu clássico tailleur.

Por se tratar de uma estampa bicolor, sendo o mais tradicional o clássico preto e branco, a estampa torna os itens que a carregam fáceis de combinar. Assim, é possível manter um ambiente tradicionalmente preto e branco ou ousar misturando a padronagem a cores mais vibrantes.

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A estampa chevron, essas linhas em zigue-zague, não são uma exclusividade da grife italiana, mas foi através do design colorido das linhas de tricô da Missoni que a padronagem ganhou força no mundo da moda. Não restrita apenas às roupas, a grife detém a vertente da Missoni Home, especializada em produtos para a casa.

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Ah, “Luí Vitão”, quem nunca viu sua bolsa fake nas mãos de alguma perua nas ruas? Fake ou não, mesmo sem o monograma as suas cores e design são fáceis de identificar. A admiração pela marca vai além da aquisição de uma bolsa. Existe uma casa com a fachada nas cores e símbolo da grife LV, e achando pouco, alguém resolveu transformar o banheiro numa peça exclusiva. {Particularmente, prefiro a decoração com as malas e baús…}

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Mondrian não é uma marca fashion, Pieter Mondrian foi um pintor modernista holandês, fundador do neoplasticismo, que criou a pintura composta por linhas pretas e cores primárias. A representação fashion da obra “Composição com vermelho, amarelo e azul” de Mondrian foi traduzida por Yves Saint Laurent em 1965, tendo seu vestido tubinho confeccionado em jersey e usado por milhares de pessoas graças à sua representação do modernismo, ainda que alheias ao trabalho de Piet Mondrian. Em 2011, o icônico vestido foi leiloado em Londres pela bagatela de 35 mil euros.

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