janeiro, 2015 | Blog Oxente Menina

A modinha das dietas

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“Nesse novo ano eu prometo… Eu prometo emagrecer! Não é uma promessa pro mundo, é pra mim mesma. Nunca fui de ficar encucada com peso, nunca deixei de comer algo que gosto por causa das calorias, mas dessa vez preciso dar uma maneirada. Desde que Luca parou de mamar comecei a engordar novamente, e cheguei num ponto em que eu não estou satisfeita com meu corpo. Sei que não vou ficar com corpinho de modelo, até porque minha estrutura não permite, não vou virar fitness blogger, e sei que esse processo não será do dia pra noite, mas vou me esforçar pra voltar pra minha numeração 40. O tênis foi presente do meu marido, essa semana começo a me exercitar nem que seja subindo e descendo a escada do meu prédio.”

O comentário foi feito por mim no Instagram, ilustrado pela foto do tênis que ganhei de Natal do meu marido. A postagem, parte do desafio fotográfico da #blogosferamaisunida do Blog+, tinha como tema Nesse ano novo eu prometo… A quantidade de gente dizendo que a meta para 2015 era emagrecer chocou um pouco Kalli Fonseca, do Beleza Sem Tamanho, e a discussão sobre o assunto resultou na ideia de expormos nossa opinião nessa blogagem coletiva.

O que deixou Kalli impressionada não foi o fato das pessoas quererem emagrecer e buscar uma vida saudável, e sim a necessidade de expor constantemente esse desejo. “A pessoa fala sobre seu desejo/sonho/vontade de emagrecer diariamente, mas incrivelmente quem mais fala são aquelas que pouco emagrecem. Para mim fica a ideia que a pessoa fala disso o tempo todo para se firmar na modinha e mostrar que tenta sempre emagrecer, assim automaticamente evita críticas ao seu corpo”, comentou Kalli em um post em seu blog, o Beleza Sem Tamanho.

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Em tempos de santificação e adoração às Puglis e Buffis, a busca pelo corpo perfeito beira a obsessão. Pecador é aquele que não se exercita pelo menos duas horas por dia, pecador é quem não substitui a vitamina do café-da-manhã por um suco detox, é quem não tem o tênis colorido de R$ 700, é você – queime no fogo do inferno, pecador! – que toma uma cervejinha e come um chocolate na TPM. Como se a obsessão pelo corpo ideal não fosse o bastante, a nova modinha é deixar o abdome sarado e definido, uma espécie de aprendiz do fisiculturismo.

Tantas regras pelo dito corpo perfeito podem causar doenças sérias, entre elas a depressão.  “O problema dos padrões é que eles são generalizações tendenciosas que desconsideram informações importantes a respeito do indivíduo. E no caso da tentativa de se encaixar em um padrão, essas diferenças podem ser o maior obstáculo para o “sucesso”, como as sucessivas tentativas frustradas de se adequar a essa “ditadura” com as dietas milagrosas, plásticas ou excesso de atividade física. Tudo isso pode acabar gerando uma frustração crônica, levando à quadros de ansiedade e depressão. Além disso, pode favorecer o desenvolvimento de transtornos alimentares como anorexia, bulimia e compulsão alimentar”, ressalta Valeska Pereira, psicóloga clínica, terapeuta cognitivo comportamental e mestre em saúde mental pelo IPUB/UFRJ.

Mas afinal de contas, o que é o corpo perfeito que tanto se busca através dessa modinha fitness? Temos padrões físicos diferentes, nossa genética é diferente. Dentro do biotipo de cada um é possível buscar o corpo ideal, mas o seu ideal será diferente do da sua amiga e da mocinha do Instagram. A busca deve ser pela saúde, e não por regras ditadas pelas celebridades e gurus de redes sociais.

Outros posts sobre o assunto:

Como se preparar para viajar com crianças

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Em período de férias, ou mesmo em finais de semana e feriados, muitos pais optam em levar os pequenos para passear. Se a ideia é estender o fim de semana e fazer uma viagem, certamente pais e filhos vão se divertir juntos, mas alguns tem receio dos contratempos. Para quem acha que viajar com criança pode ser complicado, algumas dicas podem ajudar.

“Melhor que dar brinquedos de presente, é levar seus filhos para um lugar diferente, um novo destino. E para as crianças aproveitarem bem o passeio ou viagem, basta inclui-los na preparação da viagem e no roteiro”, sugere a jornalista Érica França, editora do blog Viajante em Tempo Integral e mãe de Carolina, de 2 anos e 4 meses.

Deixe seu filho ajudar no planejamento do roteiro. As crianças maiores sentem-se importantes quando participam do preparo do passeio e podem opinar. “Se a ideia é uma viagem, é preciso encaixar programas que agradem aos pequenos no roteiro”. Érica ainda enfatiza a importância de pesquisar a estrutura e pontos de interesse para a criança ao definir o destino.  

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Entretenimento no deslocamento. Ao preparar uma viagem com crianças, é preciso pensar no que levar para entretê-las no caminho. “No carro, trem ou avião, leve uma mochila com alguns brinquedos. Vale também incluir revistas para pintar, giz de cera e até tablets com joguinhos. Leve sucos, água e frutas para os pequenos”, orienta a jornalista. E se a criança ainda é bebê, sopinhas prontas e fraldas devem estar sempre de fácil acesso na bagagem de mão. {Para crianças muito pequenas, veja o que é importante levar no post Primeira Viagem com Bebê}

Carrinho de bebê. Uma grande dúvida das famílias que viajam com crianças é levar ou não o carrinho de bebê. Mesmo que a criança seja um pouco maior, com 4 ou 5 anos, a orientação é sempre levá-lo. “Já me perguntei se valeria a pena levar aquele trambolho no carro ou avião. Mas no destino, ele sempre foi muito útil”, conta Érica. A criança não se estressa porque pode descansar e os pais podem aproveitar o passeio em um ponto turístico que desejam conhecer sem ter que carregar a criança nos braços o tempo inteiro.

O bem-estar da criança deve ser sempre o primeiro fator a se considerar em uma viagem ou passeio, o que não significa que os pequenos só possam ir para lugares convencionais onde há total estrutura  pra elas – ou pior – que a família deixe de viajar com medo da falta de condições do lugar. É só levar em consideração que em qualquer parte do mundo existem crianças, portanto basta um pouco de tempo dedicado ao planejamento para que a viagem, seja para onde for, saia perfeita.

4 Apps que não podem faltar no seu celular

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Quem é viciado em celular levanta a mão. Agora já pode baixar, ainda mais se você estiver lendo esse post através do seu inseparável aparelhinho. Meu caso de amor com o smartphone foi imortalizado na época em que eu acordava de madrugada para amamentar e, com medo de adormecer com Luca no colo, eu pegava o celular pra me distrair jogando Candy Crush, postando algo no Facebook ou respondendo WhatsApp com dias de atraso {ainda bem que na época não tinha os sinais azuis indicando que a mensagem foi lida}.

Distrações à parte, os aparelhinhos tão rejeitados por nossas avós são uma verdadeira mão na roda. Existe algo mais cômodo do que não precisar telefonar pra uma pizzaria às 19h de um domingo? É só pegar o celular, abrir o aplicativo do serviço de delivery e – voilà!

Pensando na praticidade de cada um deles, listei aqui quatro Apps de serviços que não dá pra viver sem.

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iFood – Esse é sem sombra de dúvida o aplicativo que eu e meu marido mais usamos. Se meu celular estiver descarregado uso o dele, ou vice-versa, mas sem nosso jantar a gente não fica de jeito nenhum. O bom desse app é que ele rastreia os restaurantes que entregam na residência de onde é feito o pedido baseado no CEP, assim se algum estabelecimento não entrega na sua área, ele nem aparece na busca. Outra coisa interessante é que ele registra o momento do pedido e mostra o tempo estimado de entrega {dessa espera, por app ou por telefone, infelizmente a gente não tem como se livrar}. Acho bobeira os restaurantes não aderirem a essa modalidade de fazer pedido, já deixei de pedir comida em um lugar porque não dava para pedir pelo iFood. Restaurantes que recomendo: Yohei, Santa Pizza, Portal da Picanha e Alô Sushi.

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Skyscanner – Todo viajante ou entusiasta de viagens {eu!} precisa ter esse aplicativo. Tudo bem que dá para usá-lo pelo site, mas pelo celular é bem mais prático. No Skyscanner você tem como buscar a tarifa mais baixa para um determinado lugar e período e salvar o alerta, assim sempre que houver alteração de preço o Skyscanner envia uma notificação de que o valor baixou ou subiu. Num desses alertas eu consegui encontrar um trecho cujo preço normal é em média R$ 700 por menos de R$ 150. Alguma dúvida de que tenho vários alertas criados? Corre lá e salva os seus também. Vamos viajar!

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Easy TaxiA partir de sua localização, ao solicitar um táxi o aplicativo rastreia os que estão mais próximos e informam o tempo médio que o veículo levará até chegar em sua casa. Usei muito, muito mesmo, o app quando estava grávida, pois meu marido passava muito tempo viajando e eu evitava dirigir porque não tinha saco para procurar vaga de estacionamento. Pelo aplicativo você também tem como solicitar um carro que aceite pagamento em cartão ou alguma especificação no veículo, como um porta-mala grande. Dos vários taxistas com quem conversei, a maioria se descredenciou dos serviços de tele táxi, que eram os mais convencionais até bem pouco tempo, e estão usando só o Easy. Para ficar ainda melhor, o app é o mesmo para solicitar táxi em vários lugares do mundo.

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Waze – Responda rápido: se a vida lhe desse uma oportunidade de cortar um congestionamento e pegar um atalho, você agarraria essa chance? Não precisamos filosofar muito, o Waze faz isso. Quando se mora em uma cidade pessimamente projetada como Recife, que você não tem muito pra onde correr, às vezes dá vontade de parar o carro e chorar, mas a gente corre o risco de engarrafar ainda mais o trânsito, então uma solução é ver se o Waze oferece um caminho mais livre. No mapinha é possível ver se há congestionamento, batida de carros e ainda dá para conversar com outros usuários. Não é pra bater papo não, tá gente? É pra saber, por exemplo, se uma colisão que havia sido informada continua engarrafando o trânsito ou se os carros já foram retirados e o trânsito flui normalmente.

Rush Praia reedita primeira estampa da marca

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Criatividade também se reedita! A Rush Praia, marca pernambucana de moda praia, voltou os olhos para o seu próprio acervo e fecha a sua coleção de verão 2015 prestando uma homenagem à história da grife.

A última estampa da série que revive os anos 90 é uma releitura do primeiro print exclusivo criado pela marca de beachwear pernambucana, há 18 anos. Intitulada Praia, o pattern aparece em uma criação exclusiva, o maiô 90, com corte esportivo e a aplicação de zíper trator na parte da frente. A peça já virou queridinha das fãs da Rush em todo o país.

Além do maiô 90, a estampa Praia já começa a chegar em todas as lojas físicas da marca, nos outros modelos de biquinis, wetsuits e bodies. Com suas estampas super criativas e coloridas, as outras peças da Rush também merecem uma olhadinha especial.

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Guarda compartilhada de filhos

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A nova legislação sobre guarda dos filhos apregoa a aplicação pelo juiz da modalidade compartilhada quando houver disputa entre os pais, desde que ambos estejam aptos a exercê-la. A nova lei, que passou a vigorar em dezembro do ano passado, alterou o Código Civil, que estabelecia que a guarda ficava com o pai que tivesse condições melhores e induzia os juízes a decretarem guarda compartilhada apenas nos casos em que existissem boas relações entre os pais após o fim do casamento. Agora, esse tipo de decisão se estende também a casos de separações conflituosas.

Prestigiar a guarda compartilhada, em princípio, é sempre positivo, pois esta pode ser conceituada como a continuidade do poder familiar conjunto após a extinção do vínculo conjugal, possibilitando aos pais a direção dos filhos nos aspectos relevantes de sua criação, tais quais: educação, saúde, atividades extracurriculares, eventual direcionamento religioso. A preocupação reside exatamente quando a guarda compartilhada é determinada em casos de alta litigiosidade entre os genitores, ou ainda quando o filho nasce de uma relação fortuita não precedida por entidade familiar desfeita.

Quando isso ocorre, muitas vezes há pendências emocionais e/ou patrimoniais entre as partes que na maioria das vezes sacrifica o diálogo e o entendimento em prol dos melhores interesses dos filhos. Adicione-se a isso os casos em que não há ressonância de valores entre os genitores, seja por assimetria cultural, econômica ou mesmo por diferenças religiosas, tudo sempre a refletir nas mais simples regras de educação que cada um vai passar ao menor, com consequências imprevisíveis na sua formação.

Disso se extrai que uma criança que passa compulsoriamente metade do tempo em cada casa com regras de convivência e limites completamente diferentes entre si, terá grande dificuldade de discernir o que é correto entre regras e comandos.

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Outro caminho muito utilizado até aqui com bons resultados é a adoção, em alguns casos, da guarda compartilhada com fixação de residência com um dos pais, observado quanto ao outro o regime de visitas tradicional, geralmente de metade das férias, alternância de feriados e fins de semana e uma pernoite intermediária. Nesse caso, o menor reside apenas com um deles, mas a direção de sua criação no que tange aos aspectos relevantes é exercida conjuntamente, consoante a essência da guarda compartilhada.

Não são raros os casos em que o genitor tem plenas condições de exercer a guarda compartilhada mas não tem como abrigar o menor em sua casa metade do tempo, bastando pensar em profissões com rotinas irregulares, plantões e atendimentos de emergência.

É importante consignar que a guarda compartilhada jamais se confundiu com a alternância de residências; a incorporação de tal alternância sempre que o contexto dos fatos permitir é uma novidade legal que não prescinde de cautela em sua aplicação.

Em conclusão, a lei em termos gerais representa avanço, mas merece muito cuidado sua aplicação para que os interesses do menor não sejam prejudicados nas hipóteses de alta litigiosidade ou de diferenças sociais substantivas entre os pais.

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O que o seu filho assiste na TV? Prós e contras dos desenhos

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“Meu filho não vai assistir TV e nem jogar videogame, vai brincar na rua e ter uma infância como eu tive”. A frase não é minha, mas poderia ser. Na verdade, quando ainda estava grávida, eu e outras mamães com que conversava tínhamos um discurso educativo lindo, tudo perfeito na teoria. Quando a criança nasce e cresce mais um pouquinho a coisa muda. “Tsc tsc tsc. Desculpa para boi dormir! Isso é falta de força de vontade”, pensarão os mais céticos {e que ainda não tem filhos}, enquanto isso vários pais e mães estão assentindo à medida que leem cada palavrinha aqui escrita e pensando: “É isso mesmo!”

Eu não gosto que Luca passe o dia na frente da TV, por isso sempre que tenho a oportunidade desço para o parquinho do prédio onde ele pode brincar e interagir com outras crianças, ou saímos para passeios. Certas horas, contudo, é inevitável que ele ou qualquer outra criança que viva numa cidade com eletricidade e um aparelho – moderno ou não – assista TV.

Luca tem seus desenhos favoritos. Alguns não só concordo como incentivo para que ele assista por causa das mensagens que o desenho passa, mesmo que ele ainda não entenda. Outros ele assiste e para mim mesma dou a desculpa de que ele ainda não sabe o que significa, e torço para que perca o interesse {tento colaborar mudando de canal}.

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Dora, a Aventureira

Se eu tiver uma filha um dia, quero que ela seja doce e meiga como a personagem. Dora é meiga, amiga e educada, sempre pondera sobre o que deve fazer e não hesita em ajudar os amigos ou em pedir ajuda quando necessário. Por que deixar seu filho assistir? Porque Dora respeita os pais, sabe dividir o que tem e ainda ensina palavrinhas e frases curtas em inglês.

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Doki

O fofo cachorrinho passa a maior parte do tempo no clubinho com seus amigos. Quando uma dúvida aparece, Doki e sua trupe pedem ajuda aos amigos do clube que vivem em outros países, e para esclarecer as dúvidas não perdem tempo antes de entrar no avião e partir para o destino e sanar a questão de perto. Por que deixar seu filho assistir? Porque Incentiva a levantar questionamentos e tentar esclarecê-los. Ah, e mostra lugares do mundo inteiro, para pais que gostam de viajar, incentivar os filhos a viajar como o Doki é um bom começo.

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Bob Esponja Calça Quadrada

Ou “Bobonda-Dada”, como Luca chama. Definitivamente Bob Esponja não é um desenho para crianças. A esponjinha camufla sarcasmo por trás de sua cara engraçada, e as tiradas dos outros personagens do desenho, como Lula Molusco e Siri Queijo, são tudo, menos educativas. Por que NÃO deixar seu filho assistir? Porque de vez em quando aparecem alguns palavrões, e por trás da amizade velada entre alguns personagens, o desenho é sarcasmo e piada pura.

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Superwhy

Superwhy, Alfa Pig, Princesa Ervilha e Super Chapeuzinho pregam que para todo problema existe uma solução, e a resposta para os problemas está nos livros. A cada episódio um novo dilema é levantado {geralmente bem bobinho, mas vamos lembrar que é para crianças}, e os personagens entram numa história para buscar a elucidação. Por que deixar seu filho assistir? Pelo incentivo à leitura! Além do mais, as histórias dos livrinhos são contadas em inglês, e as letrinhas do alfabeto também.

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Peppa Pig

Ainda não descobri qual a mensagem subliminar por trás desse desenho que deixa as crianças tão hipnotizadas. Peppa é um desenho bobinho na maior parte do tempo, e na parte que deveria ser mais educativa, só vejo o desserviço que presta pela malcriação da personagem que dá nome ao programa. Peppa é malcriada, egoísta e respondona, e pelo desenrolar do desenho com os outros personagens, a atitude malcriada parece ser normal e engraçadinha. Embora não seja dos favoritos de Luca, o problema é que Peppa passa o dia todo na TV.

Vocês tem algum desenho que indicam ou não indicam de jeito nenhum?