Milão em 3 dias | Blog Oxente Menina

Milão em 3 dias

Itália, Itália! Um dos destinos dos meus sonhos. Enquanto a minha hora de visitar o país de Dante não chega, vou curtindo os relatos e as fotos de quem já foi e fico aqui no meu canto só babando.  Como babei no relato de Virgínia Silveira, uma jornalista cearense arretada, que passou brevemente por Milão e voltou apaixonada pela capital do design e da moda.

3-dias-milao

Eu nunca tinha ido à Itália e foi uma experiência inesquecível. Tenho uma amiga que mora em Milão e pela primeira vez aceitei seu convite para conhecer a capital da moda.

Em uma sexta-feira de novembro saí da cidade do Porto – Portugal em um voo low cost da Ryanair. Esses voos costumam aterrissar em aeroportos distantes da cidade, por esse motivo custam mais barato. Paguei 78 Euros por ida e volta, com direito a uma mala de 10 kg. Vale ressaltar que uma mala outono/inverno não cabe nada em míseros 10 kg, mas dá pra se virar com um casaco preto e alguns looks versáteis.

Desci em Bergamo e peguei um ônibus pra Milão que custa 5 euros só ida ou 9 ida e volta. A viagem é de cerca de 1 hora. Os italianos são simpáticos e de fácil comunicação, ainda mais quando você solicita um serviço. E, mesmo sem falar italiano, é só imitar o que o pessoal fala nas novelas. Brincadeira!

Desci na estação central de Milão e minha amiga estava à minha espera. Nada melhor que conhecer a cidade com uma brasileira que mora lá! Encontrei uma cidade moderna e movimentada, a capital da moda é também um dos grandes ícones da economia europeia. Logo que cheguei passeamos pela Duomo, que é encantadora [foto de capa]. A catedral possui um estilo gótico e começou a ser construída em 1387 e foi finalizada no início de 1800 quando Napoleão, prestes a ser coroado o Rei da Itália, ordenou que fosse terminada a fachada.

galleria-vittorio-emanuele

No mesmo dia fomos até Galleria Vittorio Emanuele II, construída na primeira metade do século 19, lá você encontra as lojas das grifes mais famosas do mundo. Ah, e não se esqueça da tradição, no centro da galeria você encontrará pessoas pisando nos testículos do touro. Diz a lenda que pisar com o calcanhar direito sobre as bolas do touro e girar pelo brasão de armas da cidade de Turim traz sorte. Esse ritual é repetido diariamente por milhares de turistas.

Aproveitamos para passear por Brera, o metro quadrados mais caro da cidade repleto de bares, restaurantes, lojas e galerias. Fomos em busca de um happy hour, que os italianos chamam de aperitivo. Lá funciona assim: você paga os drinks e a casa oferece aos clientes petiscos. Adorei isso! O estilista Marc Jacobs tem um barzinho do lado da loja em Brera super bem frequentado, mas resolvemos pegar um táxi e ir até o Roialto, que é um dos maiores lounge bars da Europa, criado por aquele que é chamado de inventor de happy hour, Vinicio Valdo.

castello

No sábado pela manhã, mesmo com chuva, fomos ao Castello Sforzesco, um dos principais símbolos da cidade de Milão. O Castello foi construído no século XV e no interior do castelo você encontra o Parco Sempione, um parque verde onde nos dias de sol as pessoas costumam fazer piquenique, corrida, andar de patins e tomar sol.

Ainda no sábado fui conhecer a La Rinascente. A Galeria nasceu no século 19 com o nome de Magazino Bocconi e em 1915 a loja foi completamente destruída por um incêndio e o escritor italiano D’Annunzio, ao vê-la renascer da cinzas, a rebatizou: La Rinascente. Os andares são divididos por grifes e o local é bastante frequentado por turistas. Vale subir até o 7º andar para conhecer um dos restaurantes que tem terraço com vista para o Duomo. Nós aproveitamos para um almoçar com toda aquela badalação. Paguei 40,00 euros por um almoço acompanhado de 2 chopps, afinal ninguém é de ferro. A La Rinascente é um lugar pra ver e ser visto.

No sábado à noite fomos a badalada Armani Prive Milano, a discoteca fica no subsolo da Loja Armani. A balada é muito bem frequentada com direito a porta seletiva, ou seja, se o segurança não for com a sua cara você não entra. Vale os euros investidos!

amorino-milao

No domingo alugamos bicicletas e fomos andar pela cidade em um lindo dia de sol. Você faz o cadastro, como já acontece nas grandes capitais brasileiras, e paga com o cartão. Custa 3 euros a diária e vale a pena passear pelas ruas de Milano. Passeamos pelo interior do castelo e todo o entorno da cidade. Paramos para comer uma autêntica pizza italiana e ao passar por Brera não resisti e parei na Amorino para degustar o famoso sorvete em formato de flor – e é incrível! Nem o frio consegue fazer alguém resistir a Amorino.

Milão é uma cidade incrível, transpira moda e bom gosto. Minha vontade de estudar moda foi multiplicada em pelo menos 300 vezes após essa viagem. Gostaria de deixar registrado um agradecimento mais que especial para a minha amiga e guia, Luciana Menezes, que me recebeu de braços abertos em sua casa e fez questão de me levar a cada lugar que descrevi aqui.

Comente também pelo Facebook!

Deixe um comentário!

Close