Gramado no outono | Blog Oxente Menina

Gramado no outono: roteiro de uma semana

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Outono em Gramado. Ah, que coisa linda! De tanto que se fala no Natal Luz, cheguei a pensar que ir em maio não seria lá grande coisa, já que essa época ainda está longe do Natal e a Páscoa já passou. Para quem tem dúvida se vale à pena ir em uma época livre de datas comemorativas, meu conselho é um só: vá!

Não à toa Gramado foi eleita como o melhor destino turístico no Brasil pelos usuários do TripAdvisor, e outra pesquisa feita recentemente pelo site apontou a cidade como a escolha dos brasileiros para as férias de julho. O Natal pode até ser o período mais badalado, seguido pela Páscoa e pelo Festival de Cinema, mas os encantos do lugar estão disponíveis o ano inteiro, e o período que escolhemos – na primeira quinzena de maio –  as folhas amarelas, vermelhas e alaranjadas caindo das árvores tornou a nossa visita ainda mais encantadora.

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A escolha de um período mais tranquilo também tem suas vantagens financeiras: as ofertas de passagens, hospedagem, passeios, alimentação e compras são mais atrativas, afinal de contas a procura é menor do que em períodos de alta-estação. Apesar da temporada mais calma, a cidade estava cheia o suficiente para ocupar moderadamente as mesas dos cafés nas ruas. E, embora não tenhamos enfrentado filas em nenhuma atração, os lugares que visitamos estavam sempre movimentados.

Nosso grupo de viagem contou com cinco pessoas: eu, meu marido, nosso baby Luca de 1 ano e meio, minha mãe e minha sogra, ambas com 70 anos. Apesar de eu ter juntado muita informação antes da viagem e ter pré-selecionado alguns lugares que queria visitar, nosso roteiro foi montado no decorrer dos dias em Gramado de acordo com o tempo, nossa disposição e horário de funcionamento das atrações. Uma coisa é certa: pela divergência de idades do grupo, pudemos comprovar na prática que Gramado é boa para todas as idades.

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O roteiro a seguir é um resumo da nossa programação. Nos próximos posts darei mais detalhes sobre cada um dos lugares que visitamos e que merecem uma publicação exclusiva. Combinado assim?

 

Dia 1 – Mini Mundo

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Chegamos em Gramado no início da tarde. Depois de nos acomodarmos no apê que alugamos, no centro, a pé mesmo fomos almoçar nas imediações e seguimos para o Mini Mundo  {a caminhada não é longa, mas tem algumas ladeiras que acabaram deixando minha mãe cansada}. O Mini Mundo é um pequeno parque que abriga uma verdadeira cidade – só que em miniatura. As peças são 24 vezes menor que o tamanho original, e chama a atenção a riqueza de detalhes em cada mini cenário. Valor do ingresso: R$ 20 | Terceira idade: R$ 10,00 | Criança até 2 anos: grátis

Dia 2 – Centro | Lago Negro | Alemanha Encantada | Aldeia do Papai Noel

Fizemos um rápido passeio pelo centro caminhando pela Av. Borges de Medeiros, uma das principais da cidade, que abriga a Igreja de São Pedro, a Rua Coberta, o Palácio dos Festivais e várias lojas e cafés. Ainda que essa não seja a intenção em Gramado, a Borges de Medeiros é o local para quem quer ver e ser visto. #ficadica, rá!

De lá tomamos um táxi ao lado da Igreja de São Pedro para ir ao Lago Negro. O dia estava nublado e com chuvinhas esporádicas, e para completar a pista do Lago Negro estava passando por uma reforma e não havia muito o que fazer por lá, então fomos pra Alemanha Encantada que fica bem em frente ao parque.

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A Alemanha Encantada é um parque novo. É uma cidadezinha que remete ao país com sua arquitetura e gastronomia. O local é relativamente pequeno, com um restaurante, uma sorveteria e a Torre da Rapunzel, uma torre cuja vista para o Lago Negro é a maior atração, juntamente com o quarto da princesa {não chegamos a subir}. Apesar de pequeno, o lugar é lindo para fotos, a comida do restaurante é deliciosa e o pessoal é simpaticíssimo. Petiscamos e almoçamos por lá, com direito a uma cervejinha tipicamente alemã {quem disse que não pode beber cerveja no frio?}. Valor do ingresso: Para o parque a entrada é gratuita, para subir na Torre da Rapunzel o valor é R$ 8,00.

Depois do almoço na Alemanha Encantada ainda seguimos de táxi para a Aldeia do Papai Noel. A área é enorme e chegamos lá com Luca dormindo, então fiquei uma meia hora sentada no banco esperando o gordinho acordar, porque carregá-lo no parque não seria uma boa ideia por conta do peso, sem mencionar que ele era a maior razão de estarmos ali e não fazia sentido conhecer o parque sem que ele pudesse ver. De cara já não curti o fato de não ter nenhum restaurante ou café onde pudéssemos sentar e bebericar um chocolate enquanto Luca dormia.

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Quando o gordinho acordou finalmente pudemos dar uma volta e conhecer a Casa do Papai Noel e a Fábrica de Brinquedos, além da área aberta do parque. A área é imensa e tem muita coisa para as crianças curtirem, para os adultos não achei tão interessante assim. Na Aldeia do Papai Noel também é possível fazer passeios no Monorail e no Trenó do Papai Noel, ambos pagos à parte. Valor do ingresso: R$ 20 | Terceira idade: R$ 10,00 | Criança até 2 anos: grátis

Dia 3 – Canela | Terra Mágica Florybal | Le Jardin

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Canela fica ao lado de Gramado, cerca de 6km apenas separam as duas cidades. Nesse dia alugamos um carro e aproveitamos para fazer alguns passeios mais distantes do centro. Começamos visitando a rua principal de Canela, que apesar de charmosinha, é menos interessante do que Gramado. A imponência e a beleza da Igreja N. Sra. de Lourdes, o cartão postal da cidade, no entanto, faz a caminhada até o fim da rua valer cada passo dado no frio e com Luca dormindo no colo.

Na estrada que liga Canela a Gramado fizemos uma parada na Terra Mágica Florybal. Um parque em meio à mata que é uma verdadeira viagem dentro de vários mundos. Adentrar a trilha da Terra Mágica é passar pelo Mundo dos Dinossauros {Luca ficou completamente enlouquecido!}, Mundo Animal, Espaço da Fé {minha mãe e sogra amaram essa parte}, Lago das Deusas, e tantos outros cenários incríveis que encantam a cada pedaço de trilha percorrida.

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Não fizemos o o Voo do Pterodáctilo e nem fomos ao Cinema 7D, ambos pagos à parte. Apesar da trilha do parque ser uma caminhada relativamente longa, todo o grupo adorou. Valor do ingresso: R$ 40 | Terceira idade: R$ 20,00 | Criança até 2 anos: grátis

Dica: na saída, para evitar a ladeira de subida, existe um carro do parque à disposição para transportar passageiros com crianças e adultos da melhor idade

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Nesse dia ainda tivemos tempo de dar uma passadinha no Le Jardin, um imenso jardim de lavanda. A visitação é gratuita, e além do jardim propriamente dito, tem uma loja de cosméticos – com produtos de fabricação própria – e um café charmosinho. Chegamos lá faltando menos de uma hora para fechar e não conseguimos ver as flores na estufa, pois a visitação já estava encerrada no dia. Apesar de bonito não achamos que valia uma segunda visitação para ver as flores que deixamos de ver.

Dia 4 – Bento Gonçalves | Sequência de fondue

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Nosso passeio na Maria Fumaça já estava agendado praticamente desde que compramos as passagens, foi a única programação que fizemos com bastante antecedência. Saímos de Gramado por volta das 10:00 no carro alugado com a intenção de parar em Nova Petrópolis para que Luca pudesse brincar no labirinto de flores. Pensando em chegar em Bento Gonçalves com tempo para almoçar e usufruir um pouco a cidade optamos por não fazer a parada. Ainda bem! Fomos orientados num posto de gasolina a seguir por um determinado caminho que acabou sendo bem mais longo e chegamos em Bento Gonçalves já passava das 13:00.

Nosso almoço acabou sendo um lanche lá mesmo na estação. Tanta antecipação nos rendeu um lugar no banquinho para apreciar tranquilamente a degustação de vinho que é servida antes do embarque. A atmosfera de música e conversa é contagiante, e todo mundo entra no trem super animado! O passeio passa por Garibaldi e acaba em Carlos Barbosa, durante o trajeto vários artistas se apresentam com música gaúcha e apresentação teatral e de dança de imigrantes italianos.

Nosso ingresso dava direito à uma apresentação chamada Epopeia Italiana. Por conta do bate-volta, receamos chegar muito tarde em Gramado, por isso assim que chegamos de volta à estação de Bento Gonçalves {a volta de Carlos Barbosa é feita de ônibus, não de trem} seguimos viagem de volta. Dessa vez pelo caminho mais curto. Valor do passeio: R$ 86,00 | Terceira idade: R$ 43,00 | Criança até 2 anos: grátis

Dica: Várias empresas fazem o bate-volta para o passeio de Maria Fumaça. Se você não quiser dirigir até Bento Gonçalves, em Gramado mesmo você pode buscar informações no Centro de Informações ao Turista ou com as vans que ficam estacionadas em frente à Igreja de São Pedro

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Para compensar o almoço fraco, nos demos ao luxo de desfrutar de uma deliciosa sequência de fondue. Qualquer esquina em Gramado tem sequência de fondue. Os preços, pelo que pudemos observar numa caminhada pela Av. das Hortênsias – que é cheia de restaurantes – variam de R$ 30,00 a R$ 100,00 por pessoa. A proposta é a mesma em qualquer um deles, o que muda, acredito eu, é a qualidade e variedade dos produtos. Optamos por um dos mais em conta e fomos no Carlitos, que custava R$ 34,00. Não sei se era a fome, mas achei tudo delicioso!

A primeira rodada é o fondue de queijo {tão cremoso que só de lembrar comecei a babar…}, e vem com polenta, batata e pão como acompanhamento. Depois é o das carnes, com cortes de filé, contra-filé, frango, porco e calabresa e mais 12 molhos de opções – cada um melhor que o outro! Por fim vem o delicioso fondue de chocolate com várias opções de frutas. Não comemos num restaurante mais caro ou fino para comparar, mas com base apenas nesse que experimentamos, unindo custo/benefício e cordialidade dos garçons, achei maravilhoso e fechou lindamente nosso dia.

Dia 5 – Três Coroas

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Domingo – Dia das Mães – foi o dia que escolhemos para visitar o Centro Tibetano em Três Coroas, uma cidadezinha a 30km de Gramado. Se não por uma placa na BR, fica difícil saber que o Templo Chagdud Gonpa Khadro Ling fica na cidade. Ir de carro é imprescindível, porque a estrada que leva ao Templo no topo da montanha é sinuosa e longa. Enfrentar a estrada até lá em cima vale muito a pena, porque a beleza e a energia do lugar são simplesmente incríveis.

É difícil acreditar que esse lugar seja no Brasil, e não na Tailândia, Índia ou Camboja. As construções encantam, e independente de crenças religiosas, a visitação vale muito à pena. O local é destinado ao estudo e à prática do budismo, mas está aberto à visitação pública de quarta à domingo. Aos domingos há prática de meditação aberta ao público às 09:00, recomenda-se chegar com 15 minutos de antecedência.

Aproveitamos o resto do domingo para passear pelas lojas de chocolate e de sapato que ligam Gramado a Canela.

Dia 6 – Chuva! | Cantina Pastasciutta

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Gramado amanheceu chuvosa no nosso penúltimo dia na cidade. A falta de coragem de sair de casa debaixo de chuva e verto cortante deixou Luca em casa com as duas avós. O carro devolvemos logo cedo, mas mesmo desmotorizados e na chuva, eu e o marido não quisemos ficar trancados em casa e fomos experimentar uma massa da tão falada Cantina Pastasciutta.

Os pratos são assim: você escolhe uma das 12 massas disponíveis e um dos mais de 15 molhos, e aí alguns minutos depois chega aquele panelão enorme com a massa praticamente nadando naquele molho denso e delicioso. Cada prato serve bem duas pessoas. Pedimos o talharim verde à carbonara – a massa mais incrivelmente saborosa que já comi na vida!

Aproveitamos a tarde para fazer umas comprinhas na Borges de Medeiros e tomar um chocolate quente na Casa da Velha Bruxa.

Dia 7 – Conhecendo Gramado pela Fumacinha

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O último dia em um lugar traz uma nuvem de tristeza, né? Principalmente quando a gente tem que ir embora de um lugar que gostou muito. Aproveitamos nosso last day para fazer o passeio na Fumacinha. O ônibus percorre os principais pontos turísticos de Gramado e alguns bairros residenciais. O passeio dura cerca de duas horas, e nesse dia foi ainda mais rápido porque ninguém quis descer na chuva nas paradas {cada parada dura em média 20 minutos}.

Encerramos percorrendo suas ruas o nosso último dia nessa lindeza de cidade. E já estamos querendo voltar pra lá!

 

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2 Comentários

  1. MARILANDA SOARES
    15 de março de 2016

    Eu amo Gramado, já estive lá 3 vezes, ago/2013, out/2014 e dez/2014, neste último passamos 15 dias, foi divino e maravilhoso, da segunda vez que fomos lá, conheci uma hospedaria que fica ao lado do lago negro chamado Casa da Juventude, voltando a Recife, pesquisei no google e telefonei pra lá, a diária é super em conta, hospedagem para 2016, sem feriados nacionais e locais, R$ 70,00 e com feriados R$ 80,00, sem café da manhã, mesmo assim, achei ótimo, a vista da hospedaria é totalmente voltada para o lago negro. Fica a dica! pra quem quiser ir, já estou planejando outra viagem este ano. Eu respiro GRAMADO todos os dias, vejo notícias de lá, consulto sites e já estou pensando em fazer um blog especialmente sobre Gramado e a Serra Gaúcha.

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