Considerações sobre simplicidade, ostentação e felicidade | Blog Oxente Menina

Considerações sobre simplicidade, ostentação e felicidade

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Fomos bombardeados no final de semana com imagens de fofurice extrema. O Palácio de Kensington divulgou em suas redes sociais as fotos de George, primogênito do casal Kate e William, segurando a irmãzinha Charlotte {agora uma mocinha de um mês de idade}.

Não demorou nada para que as fotos rapidamente se espalhassem por portais, blogs, redes sociais e grupos no WhatsApp. Aliás, foi através do grupo da família no Zap que uma das imagens chegou até mim com um comentário elogiando a simplicidade da Família Real, e isso acabou me fazendo refletir a respeito e escrever esse post.

Todo mundo sabe que dinheiro não falta à família mais altiva do Reino Unido. Qualquer notícia, sobre qualquer membro, vira um grande acontecimento – mas a Família Real não precisa se exibir. Charlotte não apareceu com sapatos adornados com pérolas, nem de tiara de pedras preciosas na cabeça. Nenhum dos dois principezinhos apareceu com chupetas enfeitadas com cristais Swarovski. Ostentação. Eles até poderiam com os recursos que tem, mas não, obrigado. 

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Enquanto isso, mais pro lado de cá do nosso continente, o casal Kim e Kanye {que estão grávidos do segundo filho} planejam o segundo aniversário da primogênita North West. A menininha já se destaca pelas extravagâncias impostas pelos pais: tem um alfaiate só para ela, que costura as roupas da mãe Kim Kardashian em mini versões para que North possa andar tal qual a mãe famosa;  conta com uma rotina diária de manicure, pedicure e cabeleireira e ainda possui mais de 200 roupas – sem uso – de grandes estilistas, como Oscar de la Renta e Roberto Cavalli. A ostentação não para por aí: a festinha de dois anos da garota será na Disneylândia da Califórnia, que será fechada para o público e aberta apenas para convidados.

Parando e ponderando sobre essas duas famílias, eu, como mãe de uma criança da mesma faixa etária dos personagens em questão, chego a uma conclusão simples: apesar de termos o amor pelos filhos como denominador comum, Luca nunca terá a vida de George, Charlotte ou North. Primeiro por uma questão muito óbvia: não fazemos parte da realeza. A segunda é mais complexa: a ostentação desenfreada.

Um tempo atrás li um texto no blog Antes que Eles Cresçam com o título “Seu filho precisa mesmo ser tão feliz?”. O texto dizia, entre outras coisas, que as crianças não precisam de grandes presentes ou acontecimentos para serem felizes. Enquanto os pais se sacrificam para pagar uma viagem para a Disney, citando o exemplo dado pela autora do post, as crianças se divertem da mesma forma estando em casa usando a imaginação como a maior aliada na hora da brincadeira. Em alguns grupos onde o texto foi compartilhado, cheguei a ver a indignação de alguns pais questionando qual era o problema de levar o filho para a Disney, sem compreender que o cerne da questão não está em ir ou não para a Disney, e sim na quantidade ou na intensidade das coisas que fazemos para satisfazer os nossos filhos, quando na verdade eles precisam de muito menos para se sentirem plenamente satisfeitos.

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Criança não precisa ir pra Disney para ser feliz. Não precisa fechar a Disneylândia para ter um aniversário divertido ao lado das pessoas que ama. Nem precisa de roupas de estilistas no guarda-roupa para se sentir linda e livre. Criança precisa ser ensinada com valores que as preparem para a vida, com os pés no chão. Mas enquanto não precisam encarar os sabores e dissabores de uma vida adulta, nós é que precisamos permitir que Luca, George, Charlotte e North sejam apenas crianças. 

 

{Em tempo: não pude deixar de pensar no aniversário que terá a Disneylândia fechada para o público. Fico aqui pensando numa família que passa um ano inteiro se programando para realizar o sonho de conhecer o parque, e, quando o grande dia finalmente chega, encontra o lugar fechado porque alguém desembolsou uma grana para ter o parque só para seu seleto grupinho}.

 

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2 Comentários

  1. Camila Nunes
    09 de junho de 2015

    Outro dia eu li um texto que tinha uma tirinha sobre oportunidades da vida. Era uma imagem que comparava, lado a lado, a vida de dois jovens desde seu nascimento até à vida adulta. O menino era de familia rica, sempre teve tudo na mão, e a moça era bem humilde, e nunca tinha os pais do lado pois sempre trabalhavam para garantir o pouco que tinham.
    No final da tirinha os dois começavam a trabalhar, ele em uma grande empresa, indicado pelo pai, e ela como garçonete. A tirinha gerou grandes polêmicas, pois as pessoas com mais condição berravam nos comentários sobre “não terem culpa de serem bem nascidos e com mais oportunidades do que os outros”. Acho tudo muuuuuuuito relativo, pois é bem o caso da familia real. Com certeza a roupa que eles usam é de qualidade, nada lhes falta em relação à alimentação, etc, mas nem por isso as crianças aprendem que só o dinheiro consegue trazer momentos felizes, como deve ser o caso da outra familia (cheia de gente que gosta de se pavonear por ai…).

    Super concordo com vc, essa gente nem deve saber oq é ter um momento feliz ou memória que não tenha dinheiro ou ostentação no meio… tsc tsc

    Beijo!
    Camila

    http://www.sejabelissima.com.br

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    • Ana Lu - Blog Oxente Menina
      10 de junho de 2015

      Olha, eu não tenho dúvidas de que a família real usufrui de luxos. Não vamos ser hipócritas de achar q eles tem tudo e vivem como se só tivessem pão e água, né? A diferença é que se eles fazem extravagâncias, isso fica entre eles. São, acima de tudo, discretos, e mesmo com td do bom e do melhor, não saem se pavoneando, como vc mesma falou. Já essa outra família parece q tudo gira ao redor de TER.
      Lembrei agora do caso do filho mais velho de Vic e David Beckham, os pais mandaram ele ir trabalhar se ele quisesse ter seu dinheiro, e se não me engano o menino é garçom num restaurante. A família precisa? Não. Mesmo assim sabem q é importante mostrar valores e fazer com q o menino aprenda q precisa lutar pelo q quer.

      Bjossss

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