21 de janeiro de 2016 | Blog Oxente Menina

Viajando com animais de estimação

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Quem disse que os animais de estimação não merecem curtir as férias? Os pets que são considerados membros da família também tem seus lugares garantidos na programação, porém, o que se espera de diversão pode se transformar em dor de cabeça se as devidas providências não forem tomadas com antecedência.

O coordenador do Hospital Veterinário da Faculdade Anhanguera de Anápolis, Arthur Francisco Júnior, lembra que o primeiro cuidado é a emissão por um profissional, no caso um médico veterinário, de um documento atestando as boas condições de saúde do animal. “A vacinação antirrábica para cães e gatos acima de 90 dias deve estar atualizada, assim como a vacina polivalente e vermifugação para cães e gatos acima de 30 dias de vida”, afirma.

Antes da viagem, o professor explica que, se houver necessidade, o animal pode ser sedado. Procedimentos que produzam estresse ou desgaste no animal, como prender suas patas durante a viagem, são proibidos. “Em viagens longas de carro ou ônibus, o animal deve sair do veículo durante as paradas para descanso. Ele poderá se alimentar, porém as refeições deverão ser feitas com menor quantidade de comida”, explica.

Alguns cuidados no transporte também devem ser levados em consideração:

No transporte de ônibus ou avião, o animal deve ficar em uma caixa de transporte adequada ao seu tamanho. O ideal é que, dentro da caixa, o pet consiga ficar em pé e, se possível, mudar de posição com conforto. O material da caixa precisa ser resistente e rígido, de fibra de vidro ou material similar, com ventilação e de fácil higienização. Para viagens de avião, algumas empresas recomendam que venham equipadas com reservatório de água e comida.

Durante o transporte no ônibus, o animal pode ser retirado da caixa durante as paradas e fora do veículo. O tutor precisa ficar atento com as normas de cada empresa sobre a possibilidade do animal acompanhá-lo dentro do veículo/cabine de passageiros, e outras particularidades, como a raça e o limite de peso do animal a ser transportado. As empresas rodoviárias geralmente estipulam um peso máximo de 10kg, no entanto, as empresas aeroviárias domésticas transportam animais até 30kg e aqueles com peso acima deste peso, devem ser transportados por aviões de carga. Para viagens internacionais, o tutor deverá verificar a existência de normas específicas para cada país.

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Para transporte em carro, o animal deve permanecer em uma caixa de transporte, usar uma cadeira específica para este fim ou usar um cinto de segurança específico atado ao cinto de segurança do carro.

É proibido transportar o animal entre o banco do motorista e o banco do passageiro, ou entre o banco e a porta, tampouco no colo do motorista.

Imagens: Shutterstock

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Síndrome do Viajante: o que é e como evitar

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Férias escolares ainda rolando, carnaval se aproximando e muita gente aproveitando esse período para viajar. Em viagens, a propensão é que fiquemos muito tempo sentados impossibilitando a circulação apropriada. Viagens com mais de duas horas de duração podem ocasionar inchaço e dores nos pés e pernas, e, em casos mais sérios, podem resultar na “Síndrome do Viajante”, ou TBV, uma Trombose Venosa Profunda causada pela coagulação do sangue no interior das veias.

O pouco espaço para movimentação não é o único fator que pode acarretar a Síndrome do Viajante. Desidratação, ingestão de álcool, obesidade, pressurização das cabines e tabagismo são outros fatores que também contribuem para o surgimento de problemas circulatórios durante o período na estrada ou no avião. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, estima-se ainda que, em viagens com mais de duas horas de duração, a incidência de TBV pode aumentar em até três vezes.

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Antes de cancelar sua próxima viagem, confira algumas dicas para evitar ou minimizar o problema da circulação sanguínea durante o trajeto:

  • A cada duas horas faça movimento circulares com os pés e movimentos para cima e para baixo
  • Se estiver viajando de avião, faça pequenas caminhadas pelo corredor pelo menos a cada duas horas
  • Se estiver viajando de ônibus, aproveite as paradas para exercitar os pés e pernas, ou caminhe pelo corredor do veículo
  • Em viagens de carro, tente fazer pequenas paradas para poder se movimentar um pouco
  • Evite bebidas alcoólicas durante a viagem, mas aproveite para se hidratar com bastante água
  • Em qualquer um dos meios de transporte, tente elevar as pernas sempre que o espaço permitir
  • Prefira roupas e sapatos confortáveis e use meias de compressão

 

Imagens: Shutterstock

 

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