Curitiba: o que fazer em 4 dias

Curitiba é uma cidade que já estava na minha lista de lugares a conhecer no Brasil há muito tempo. O problema é que as passagens do nordeste para o sul são sempre absurdamente caras e nunca dava certo de ir. No ano passado conseguimos pela Viagem Marcada tarifas por menos de R$ 450 (se eu estiver mentindo, que um raio caia na minha cabeça!), e mesmo com a viagem para Santa Catarina se aproximando, simplesmente não dava pra deixar passar. Escolhemos o final de maio porque a possibilidade de congelarmos de frio era menor do que o auge do inverno em julho.

Foram apenas quatro dias, mas deu pra curtir bastante. A cidade é ótima de andar, a localização que ficamos foi perfeita e se locomover de Uber foi muito tranquilo, mesmo em plena greve dos caminhoneiros. O ritmo da viagem foi mais leve porque estávamos com Luca e com minha mãe e sogra, então não dava para caminhar muito por conta da minha mãe, e mesmo Luca sendo super de boa, às vezes pedia pra ir pra casa.

Neste post vou fazer apenas um resumo dos lugares que visitamos. Vou deixar as informações mais detalhadas para os posts específicos sobre os lugares, combinado?

Dia 01 – Pátio Batel e Jardim Botânico

Nosso voo foi de madrugada, chegamos em Curitiba por volta das 09:00, o que nos rendeu o resto do dia inteiro para curtir a cidade. Pegamos o ônibus executivo no aeroporto e descemos na parada da Rua 24 Horas, que era perto do apartamento que alugamos. De lá pegamos um Uber para o apartamento, que fica na Comendador Araújo, mas é um trajeto que daria pra ter feito tranquilamente a pé, mesmo carregando malas.

Depois da acomodação no apartamento fomos para o Shopping Pátio Batel para almoçar porque estava todo mundo verde de fome! Seguimos então para um dos cartões postais de Curitiba – o Jardim Botânico – um dos lugares mais lindos que já vi.

Fechamos o dia fazendo uma pequena feira no supermercado da rua e jantamos no apartamento mesmo, porque estava todo mundo há mais de 24 horas sem dormir direito, só com aqueles cochilos dentro do avião.

Dia 02 – Mercado Municipal, Shopping Estação e Arena da Baixada

Nesse dia a greve dos caminhoneiros estava no ápice e a cidade estava uma loucura com os postos com filas e filas de carros tentando abastecer, mas conseguimos pegar Uber sem grandes problemas. Fomos conhecer o Mercado Municipal de Curitiba e aproveitar para tomar nosso café da manhã (recomendo o pastel de camarão com catupiry do Mister Dea – sequinho, crocante e bem recheado). O mercado é bem organizado e limpo, aproveite para comprar funghi e shitake, que aqui em Recife da última vez que encontrei custava mais de R$ 20,00 e lá encontrei o saquinho por R$ 8,00.

Do mercado fomos para o Shopping Estação, que era uma antiga estação de trem e agora, além do shopping, abriga um pequeno museu em sua estrutura original. Não sou muito de recomendar shoppings porque eu acho que em qualquer lugar é sempre a mesma coisa, mas esse é bem lindo e vale a pena visitar em uma parada para almoço ou jantar.

Quando saímos do shopping fomos para a Arena da Baixada – o estádio do Atlético Paranaense – para fazer a visitação guiada. É uma programação bem interessante pra quem curte futebol (e até minha mãe, que não é muito ligada em futebol, gostou!). Prepare-se para andar, e se alguém do grupo tiver dificuldade para se locomover, é importante avisar ao guia pra evitar as várias escadas e pegar os elevadores sempre que possível.

Encerramos o dia no Koda Pub & Kitchen, na Rua 24 Horas. O pub é ótimo, com comida boa e cerveja gelada – que arriscamos tomar mesmo no frio. Mas a Rua 24 Horas foi a decepção da viagem. O local nada mais é do que uma galeria bonita, e seria um ambiente ótimo se estivesse movimentado e em pleno vapor, mas grande parte das lojas estava vazia e os lugares que permanecem abertos não parecem ter tanto movimento. Uma pena mesmo!

Dia 03 – Ópera de Arame, Bosque Alemão, centro da cidade e Hard Rock Café

Os carros estavam com o tanque vazio e conseguir um Uber foi muito mais demorado. Fomos visitar a Ópera de Arame, que é um lugar mais distante e é simplesmente lindo! Infelizmente não conseguimos entrar no teatro porque estava sendo preparado para alguma apresentação, mas o passeio pela estrutura do lugar já valeu. Lá dentro tem um café bem descoladinho e com bons preços. Não chegamos a consumir nada, mas no dia em que fomos havia uma promoção de Barreado (um prato típico do Paraná) e se eu soubesse teria me programado para almoçarmos por lá mesmo.

Nosso ponto seguinte foi o Bosque Alemão. Esse parque tem uma trilha baseada no conto de João e Maria e o trajeto é cheio de placas com a história. Para Luca foi super divertido, apesar da decepção por não encontrar a bruxa na casa  dela (depois da escadaria tem a casa da bruxa com livre acesso para visitação e contação de histórias em horários determinados) e por não encontrar João e Maria após a trilha. Para minha mãe, que tem dificuldade de locomoção, foi difícil por conta das escadas e da trilha irregular em paralelepípedos. O fim da trilha acaba em um lindo jardim que rende boas fotos.

De lá fomos para o centro da cidade, porque eu estava louca para visitar a Rua das Flores, mas não conseguimos encontrar esse bendito lugar. Aproveitamos que estava tendo várias atividades para crianças para deixar Luca brincar um pouco fazendo pinturinha na rua.

No início da tarde voltamos para a nossa rua e fomos almoçar no Hard Rock Café. Curitiba é a única cidade brasileira que tem uma unidade do restaurante (em Fortaleza deve abrir um ainda esse ano), e o lugar por si só é uma atração. A visita foi no dia da final da Champions League e o lugar estava cheio e super animado. Depois do almoço e das cervejinhas durante o jogo ainda tivemos disposição para ia ao GoCofee, um café que eu já acompanhava no Instagram e estava louca para experimentar o Galáxia.

Foto do Instagram do Hard Rock Café Curitiba
Dia 04 – Feirinha do Largo da Ordem, Santa Felicidade e Museu Oscar Niemeyer

Começamos o dia visitando a feirinha do Largo da Ordem, no Setor Histórico. Apesar de não ver muitas novidades em termos de artesanato, em comparação ao que vemos em outros lugares, é um passeio divertido. Para quem busca acessórios de frio, vale a pena dar uma olhada e pechinchar um pouco.

Nossa segunda parada do dia foi o bairro de Santa Felicidade. Como já havíamos sido alertados, parece que Curitiba inteira sai de casa no domingo para almoçar no Madalosso, um dos maiores restaurantes da América Latina com mais de 4.000 lugares. O sistema é de rodízio: você paga aproximadamente R$ 50,00 e come até sair rolando escadaria abaixo. A comida é boa, mas sinceramente não achei uma coisa de outro mundo. (Dica para quem vai com criança: peça ao garçom uma mesa junto do parque). Pensamos em dar um passeio pelo bairro, mas poucas eram as lojas que estavam aberta nas imediações.

De Santa Felicidade fomos para o Museu Oscar Niemeyer. Não entramos no museu, ficamos apenas na parte externa para deixar Luca correr um pouco e gastar energia com as outras crianças que estavam por lá. O café é uma atração! Fica ao lado de uma lojinha (de coisas caríssimas), mas os preços praticados no café são regulares e o ambiente é bem moderno – como não poderia deixar de ser no espaço de um renomado arquiteto.

Deixamos de conhecer muitos parques e outras atrações, como o Fresh Live Market, por falta de tempo e pelo ritmo mais light. Também não fizemos o passeio de trem que vai até Morretes (segundo relatos em blogs que li antes de viajar, é um passeio imperdível). Acho que tenho bons motivos pra voltar pra Curitiba futuramente.

No Instagram tem uma aba dos destaques dos stories só de Curitiba. Confere lá! 

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