3 melhores parques de Curitiba

De tantos parques e bosques lindos que Curitiba tem (são mais de 30!), seria muita pretensão resumir os melhores a apenas três. Então, para não soar muito presunçoso, vamos colocar assim: os 3 melhores parques de Curitiba que nós visitamos na última viagem em família. Melhor assim, né?

Fomos no outono, uma época em que estava um friozinho delicioso com média de 15ºC durante o dia. Ótimo para usar casaco e cachecol, mas não tão frio a ponto de querer ficar em casa debaixo das cobertas com medo de congelar os ossos na rua. Os parques renderam ótimos passeios – e o melhor de tudo: todos eles gratuitos.

Jardim Botânico

Me arrisco a dizer que é o lugar mais icônico de Curitiba. O acesso ao parque é muito fácil, o carro para na entrada e a caminhada até a estufa feita de metal e vidro é tranquila. Esse caminho, apesar de não ser longo, é ladeado por uma passarela de flores e um labirinto inspirados nos jardins franceses. São tantas paradas para fotos que a gente até demora pra chegar na estufa.

Dentro dessa linda estrutura de vidro abriga uma fonte de água e várias espécies de plantas. Mesmo para quem não entende do assunto, vale à pena entrar e curtir a vista de dentro para fora.

No parque existe ainda um jardim sensorial, que não chegamos a ir por puro cansaço (estávamos há mais de 24 horas sem dormir, só havíamos cochilado no avião e parado no apê para deixar as malas), mas quem conhece diz que é uma experiência diferente e interessante.

O Jardim Botânico é o tipo de lugar que se eu voltar à Curitiba 100 vezes, vou querer ir lá em todas elas. Pegamos uma tarde deliciosa de sol e céu aberto, o que imagino que tenha deixado o lugar ainda mais encantador.

Ópera de Arame e Pedreira Paulo Leminski

A Ópera de Arame não é exatamente um parque, mas está dentro de um. A estrutura tubular de teto transparente é um teatro que abriga cerca de 1500 expectadores e foi erguida em meio ao Parque das Pedreiras, juntamente com o Espaço Cultural Paulo Leminski.

Para chegar ao teatro é preciso passar por uma passarela de metal (existe uma parte toda coberta, para quem tem medo de andar pela parte vazada e ver o lago lá embaixo). A impressão que se tem ao chegar no estacionamento é que é preciso andar um bocado, mas o início da passarela fica juntinho de onde os carros param.

O teatro estava fechado no dia em que fomos, mas no térreo tem um café e restaurante muito bacana com uma decoração super descolada, que compensa a parada, já que o passeio pela estrutura em si é bem rápido (no post Curitiba: o que fazer em 4 dias dei a sugestão de almoçar por lá mesmo).

De todos os lugares que visitamos em Curitiba, esse foi provavelmente o mais distante. Mas não deixe que essa informação o assuste! Como tudo era bem próximo (estávamos de Uber o tempo todo), um trajeto de mais de 20 minutos em um fim de semana de greve dos caminhoneiros nos surpreendeu um pouco, mas nada que tenha atrapalhado ou tirado o encanto com o lugar.

Bosque Alemão

Esse foi o lugar que Luca estava mais ansioso para ver, mas acho que no final ele ficou um pouco frustrado. O passeio começa na Torre dos Filósofos, com um mirante que dá para ver boa parte de Curitiba, e com uma placa falando sobre o conto de João e Maria. Em vários pontos da trilha existem placas em sequência contando trechos da história, o que é suficiente para deixar as crianças super animadas.

No meio do caminho passamos pela Casa Encantada, que em alguns horários do dia tem contação de histórias e outras atividades para as crianças. Apesar de não termos ido em um horário de atividade, a casa é interessante para as crianças tirarem fotos e brincarem um pouco no ambiente.

O que frustrou Luca no Bosque Alemão foi o fim do percurso, porque ele tinha certeza de que iria encontrar João e Maria, mas só encontrou a Praça da Cultura Germânica – que é linda, mas não tem nada para fazer além de tirar fotos na fachada do Portal Alemão.

Dos três parques, o Bosque Alemão é o menos recomendado para quem tem dificuldades de locomoção. A começar pela escadaria da Torre dos Filósofos, que não dá para fazer de carrinho de bebê ou cadeiras de roda, à trilha em si, que é toda em paralelepípedos e nem um pouco uniformes. O ideal é usar um canguru para crianças de colo, e para os que têm dificuldade em andar, recomendo que vá direto para a Praça da Cultura Germânica.

No canal LucaFolia postamos um vídeo com Luca percorrendo a trilha na maior empolgação.

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