8 desculpas que as pessoas dão para não viajar

“Eu adoro viajar, mas…”. Sempre tem um bendito “mas” para atrapalhar uma boa intenção, né? Atire a primeira pedra quem nunca deu ou ouviu uma desculpa para não viajar. E é claro que eu também me incluo nessa! Assim como eu tenho minhas justificativas, muita gente também tem as suas, mas nem sempre elas são assim tão plausíveis.

Longe de mim querer apontar o que é certo e o que é errado nos pretextos que as pessoas usam, mas foi justamente pensando neles que fiz uma pequena lista das maiores desculpas que as pessoas dão para não viajar. O lado positivo é que todas elas têm solução – é só abrir um pouquinho a cabeça, se organizar e cair no mundo.

1. Não tenho dinheiro

Essa é provavelmente a maior desculpa de todas. Tem gente que até se orgulha de encher a boca para falar que não pode viajar por falta de grana e posar de vítima das circunstâncias, mas é tudo uma questão de organização. Se não dá para fazer uma viagem de 20 dias pela Europa, que tal começar fazendo uma viagem de carro para alguma cidade vizinha à sua? Ou aproveitar uma promoção de passagens aéreas e conhecer um destino aqui mesmo pelo Brasil? Ou ainda aproveitar uma oferta nos pacotes para algum destino em algum outro país da América do Sul? Nos posts sobre nossas experiências de viagem, sempre falo sobre os bons preços de passagens que conseguimos e mostro as alternativas econômicas de hospedagem. Quem não tem dinheiro sobrando, o segredo é se organizar e economizar. Agora se você quer organizar de véspera uma viagem para Londres com sua família inteira, aí complica um pouco…

2. Meu filho não vai lembrar de nada

Para quem tem filho, colocar a criança como empecilho é um prato cheio. “Pagar uma viagem cara pro meu filho não lembrar de nada é um desperdício”. Li essa frase em um grupo de viagens e não poderia discordar mais. É bem verdade que bebês e crianças muito pequenas não entendem o que estão vivenciando e, eventualmente, esquecem os passeios – mas a experiência de uma viagem jamais é um desperdício. Pense assim: mesmo que seu filho não se lembre, você vai guardar para sempre na memória (e nas fotos) todos os momentos que curtiu ao lado dele. Além do mais, acostumar as crianças desde cedo vai incutir nelas o desejo de viajar sempre.

3. Não tenho com quem deixar meu animal de estimação

Pessoas apegadas aos seus pets não precisam de desculpas para não viajar. Vários hotéis e apartamentos de aluguel por temporada já aceitam animais em suas dependências, tudo o que você precisa fazer na hora de se programar é buscar um destino pet friendly. Outra alternativa, para quem não tem parentes ou amigos que possam tomar conta na sua ausência, é buscar profissionais que oferecem o serviço de pet sitter. A empresária Shirlei Dyszy, da Pet Sitter Rio Verde, em Goiás, afirma que o essencial é passar segurança aos tutores. “Alguns clientes se mostram relutantes a princípio em deixar seus animais de estimação com alguém que não conhecem, por isso procuro conhecer o dono e o pet antes para tentar estreitar os laços entre nós. Além disso, sempre mando um feedback acompanhado de fotos e vídeos pelo WhatsApp para dizer como o animal está, se comeu, e como estão as coisas no geral”, conta. “Uma cliente foi categórica ao afirmar que estava cogitando a possibilidade de nem viajar com o marido caso eu não demonstrasse confiança em relação à Diva, uma dálmata linda e carinhosa. Depois da primeira experiência, já fique com a Diva outra vez. Acho que passei no teste!”, comemora. Shirlei indica ainda que se a opção for deixar o pet em um hotelzinho, é importante verificar as condições de higiene do local e verificar junto aos tutores se o animal está com as vacinas e vermífugos em dia.

Segurança, carinho e muito amor pelos animais é a receita que faz o serviço de pet sitter dar certo. Na foto, Shirlei posa com a dálmata Diva. Foto: acervo pessoal de Shirlei
4. Não falo o idioma

Brasileiro recebe os gringos e se vira nos 30 para tentar entender o que eles querem e a se fazer entender, mas quando é a nossa vez de ir para fora, rola aquele medo de não conseguir se comunicar. E quando a pessoa não tem sequer o inglês básico, o medo de viajar para outro país é muito maior. Não deixe que o medo o impeça de conhecer outras culturas e vivenciar novas experiências! Demonstrar simpatia e aprender palavras básicas da educação universal no idioma local, como “por favor”, “obrigada”, “com licença”, já ajudam um bocado. E quando as pessoas percebem que você está se esforçando para se comunicar, a ajuda vem de todas as formas – até por mímica, se for preciso.

5. Ninguém quer ir comigo

Ser um viajante solo, não significa ser solitário. Viajar na companhia de amigos ou de um companheiro é maravilhoso, mas a falta de interesse alheia não deve ser motivo para ninguém deixar de conhecer um novo lugar. “Eu queria viajar e ninguém topou ir comigo, mas resolvi ir assim mesmo. Fui me cagando de medo por estar sozinha, mas depois de cinco minutos no outro país eu já estava me sentindo em casa”, conta a piauiense Mariana Veras, que juntou dinheiro durante os quatro anos da faculdade de Letras para fazer uma viagem no lugar do baile de formatura. Mariana conta ainda que algumas pessoas se interessaram pela ideia da viagem na época em que os planos ainda estavam no papel, mas foram desistindo ao longo do caminho. “Uni a pouca coragem que tinha à imensa vontade de conhecer o mundo e fui para a Argentina. Depois de uma escala de 10 horas em Brasília e uma de 20 horas em São Paulo (partindo de Teresina), cheguei em Rosário às 2:00 da manhã com o celular descarregado. Tive que conversar em outro idioma com um funcionário do aeroporto, que reconheceu de imediato que eu era brasileira. Ele me ofereceu uma tomada, uma água e disse que o Neymar caía muito. Eu disse que Neymar tinha que fazer o mesmo tratamento ósseo que Messi. Rimos muito, e foi o suficiente para quebrar o gelo e eu me sentir mais tranquila”, diverte-se Mariana. Para quem viaja sozinho, uma excelente alternativa para fazer amigos é se hospedar em hostels, que costumam ter uma atmosfera mais descontraída que os hotéis convencionais e é possível encontrar outras pessoas na mesma situação.

“Depois da primeira experiência, perdi todos os medos que tinha de viajar”, garante Mariana Veras. Foto: acervo pessoal de Mariana.
6. O dólar/euro está muito caro

Não há como negar os fatos. Recentemente o dólar chegou a atingir a cotação mais alta nos últimos dois anos, um fator que pesa bastante no bolso de quem não vê a hora de fazer as malas e partir. Uma ideia para quem gosta de planejar com antecedência é ir comprando a moeda estrangeira aos poucos. Com o dólar quase batendo a casa dos R$ 4 fica difícil para quem precisa comprar muito de uma só vez, mas se você compra um pouquinho todo mês, a variação não dói tanto no bolso. Em tempo: as casas de câmbio comercializam valores baixos. Que tal comprar 20 dólares em vez de comprar aquela blusinha por impulso? De 20 em 20…

7. Estou velho demais para isso

Nunca ouvi dizer que existe uma idade certa para viajar. Da mesma forma que não concordo quando vejo alguém dizer que não vale a pena viajar com crianças muito pequenas, discordo também quando uma pessoa da terceira idade diz que seu tempo de se aventurar pelo mundo já passou. Uns dois anos atrás, vários veículos publicaram a história de Elena Mikhailovna, uma senhorinha russa na faixa dos 90 anos, que costuma visitar vários países todos os anos. Segundo os relatos, as aventuras de Lena, como é chamada, só começaram quando ela estava com mais de 80 anos, e a vovó mochileira costuma se hospedar em hostels para fazer novos amigos. Se isso não é um valioso exemplo de que nunca é tarde para começar, eu não sei mais o que pode ser.

Vovó viajante. A russa Elena Mikhailovna começou a se aventurar pelo mundo aos 83 anos. Foto: InspireMore
8. Tenho medo de andar de avião

O assunto é muito sério para dizer simplesmente “Não precisa ter medo”, porque só quem lida com esse sentimento é que sabe a intensidade dele. A primeira atitude que uma pessoa que sofre de aerofobia precisa tomar é buscar ajuda profissional com um terapeuta, que vai identificar o grau desse pânico e sugerir o tratamento mais adequado. Mas o medo de voar não significa deixar de viajar. As opções podem até ficar mais restritas, mas você ainda pode conhecer lugares incríveis viajando de carro, de ônibus ou de navio.

Você costumar arranjar pretextos para não viajar? Talvez seja a hora de substituir essas desculpas por atitudes. #Partiu?

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6 comments Add yours
  1. Oi Ana!

    Que vózinha mais descolada! Arrasou!

    Meu maior problema mesmo é a grana, não sobra mt no fim do mês mas sei que se eu me organizasse, daria tranquilo. Meus amigos e eu conseguimos em 2015 ir pra Maceió/AL por 4 dias e ficar num baita resort por apenas 928,00 e em 8x! Fomos de carro e rachamos a gasolina… tempos depois conheço uma pessoa que foi pela mesma quantidade de dias por qse 3.000! Daí vi que se realmente queremos, nos organizando e dividindo direitinho, dá pra ir! Quando viajamos faltava apenas 1 parcela pra terminar!
    No ano seguinte fomos pra Natal, no mesmo esquema de comprar antes e viajar já com a viagem paga ou quase toda paga, tb fomos de carro e economizamos com o aéreo.

    Ano passado e esse ano não foi possível, mas ano que vem quero viajar nem que seja aqui por perto msm!
    Uma empresa que gostamos mt de trabalhar, é a CVC!

    Bjoooos

    1. Pra mim esse sistema de pagar tudo antes é ótimo, Nanda. Vc viaja despreocupada, sabendo q a viagem está toda paga e o dinheiro q tem é pra gastar no destino. Tb estamos sem planos de viagem pro resto do ano, mas sempre tentando planejar a próxima, hahaha.
      Bjossss

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