Oxente Menina - Página 4

Fantasia de Jake e os Piratas da Terra do Nunca

O pernambucano adora carnaval, e por aqui a folia começa muito antes dos dias oficiais. O que eu amo nas prévias é que elas são muito mais tranquilas e em qualquer esquina tem uma bandinha de frevo tocando com um monte de gente animada pulando ao redor.

Nos últimos três anos, as prévias infantis são obrigatórias na nossa programação. Às vezes nem são festas voltadas para as crianças, mas o ambiente é tão familiar e pacato, que a gente leva Luca sem medo. Mas com tanta festa, haja fantasia!

Felizmente, a avó paterna de Luca adora uma farra e é a primeira a comprar as fantasias dele. Esse ano ele ganhou dela a fantasia do Chaves e uma de palhaço. Antes de saber que ele ganharia essas duas, eu já havia separado uma de Vikings que ele usou ano passado e encomendei um colete para fazer a fantasia do Jake, o pirata que dá título ao desenho Jake e os Piratas da Terra do Nunca.

O desenho faz parte do Disney Junior, que tem uma programação mais voltada para crianças menores, na faixa de dois a sete anos. Luca adora o canal, e analisando os personagens com as fantasias mais fáceis de fazer, encontrei no Jake o meu modelo para o carnaval.

O bom da fantasia de pirata é que não tem muito o que fazer, e a do Jake eu achei que foi ainda mais fácil por ele usar cores básicas e sem muitos apetrechos. Para a fantasia de Luca, tudo o que eu tive que fazer foi encomendar o colete, que preferi usar dourado nas bordas, em vez do tradicional amarelo – saiu por R$ 40,00 na Abacaxi com Amora.

A espada é de plástico e custou R$ 14,90 nas Lojas Americanas. A camiseta branca com gola em V da Kyly ele já tinha e a bermuda faz parte de um conjuntinho da Rovitex que também já estava no guarda-roupa. A faixa vermelha da cabeça foi o lenço da festa de São João do ano passado, então, basicamente, a nossa despesa foi com o colete e a espada.

Na fantasia original do Jake, a calça é de uma tonalidade diferente do azul do colete, por isso não me preocupei em usar uma bermuda um pouco mais escura e nem em optar por bermuda em vez da calça. Aliás, o segredo para fazer uma fantasia usável é adaptar as peças que já temos em casa. Eu poderia ter colocado uma calça jeans para deixá-lo mais parecido com o personagem, mas seria uma judiação com o meu filho fazê-lo usar uma calça numa festa de rua às 10:00 da manhã. Só de pensar já começo a suar!

Você definitivamente não precisa comprar uma fantasia super cara (ou várias!) para deixar uma criança feliz. Uma roupa inspirada no personagem favorito e um saco de confete já são suficientes para os pequenos fazerem a festa.

Rapadura Hamburgueria: um lugar para conhecer em Natal

Saber dos pontos turísticos de um destino é legal, principalmente quando é a primeira vez indo para aquele lugar. Mas as melhores dicas de viagens, pelo menos na minha opinião, são aquelas dadas pelos locais ou por aquelas pessoas que já são de casa, de tanto que visitam o lugar.

Em Natal eu tenho a minha família como fonte de informação, e foi uma prima minha que falou da Rapadura Hamburgueria quando perguntei onde tinha um sanduíche bom na cidade. A Rapadura tem uma pegada nordestina, tanto nos nomes no sanduíche como nos complementos e na decoração {um passeio pelo rústico, vintage e artesanal}. Eu não queria um sanduichinho qualquer, queria um diferente, daqueles inesquecíveis e que deixam saudade. Bingo! {Aliás, só de escrever esse post, a vontade de me teletransportar para o Rapadura é gigantesca}.

O esquema lá é diferente, você não simplesmente chega, senta e faz seu pedido. Primeiro é preciso passar o seu nome e a quantidade de pessoas que estão com você para a hostess e aguardar um pouco. Enquanto isso você pode olhar o cardápio escrito a giz no quadro perto do caixa e escolher o seu pedido – não vou mentir, é um momento de muita indecisão. Quando a sua mesa é liberada, a própria hostess pede que você se encaminhe para o caixa para fazer o seu pedido. É como nas lanchonetes fast-food: você paga antes de receber o seu pedido.

Com o pedido feito, você entrega a nota no balcão que fica entre o caixa e o salão e se encaminha para o seu lugar. Quando o seu pedido fica pronto, seu nome é chamado pelo megafone e você vai lá buscar. Hora de se empanturrar!

Fui duas vezes à Rapadura, na primeira sem o meu marido, e na segunda com a desculpa de ter que levá-lo para conhecer. Da primeira vez experimentei o Pipa, com pão de jerimum, muçarela, cebola caramelizada, gorgonzola e tomate. O molho veio separado {em uma latinha de um extrato de tomate que tinha o Jotalhão na embalagem – tudo bem vintage!}, e era delicioso também. Da segunda vez experimentei o Pium, com pão de rapadura, muçarela, bacon e tomate. Muito gostoso, mas o Pipa é indiscutivelmente mais saboroso. Anota aí essa dica: vai de Pipa, meu bem.

Então tá, né? Com o botão da calça já desabotoado e lanche pago, é hora de ir embora rolando. Na-na-ni-na-não! Como o esquema é todo self-service, não tem ninguém para recolher a sua sujeira, você que precisa levar sua bandejinha até a saída e separar o que é lixo e o que é lata/vidro. Cuidado para não acabar jogando as latinhas fora, alguém que estava comigo, num surto de leseira, quase fez isso.

O lanche na Rapadura não é baratinho, mas achei o preço justo pelo tamanho do sanduíche. Da primeira vez não aguentei comer todo, da segunda vez fui preparada e cheguei lá morrendo de fome. Eu não recomendo, por exemplo, que você peça um sanduíche + um milkshake. Não é impossível, mas talvez você precise sair de lá rebocado.

Serviço: Rapadura –  R. Dr. Manoel Augusto Bezerra de Araújo, 139-141, Ponta Negra – Natal/RN (ao lado do castelo do Taverna Pub)

Bicho-de-pé: como identificar, tirar e tratar

Uma companhia inesperada resolveu se juntar a nós durante a nossa viagem para Natal. Depois de visitarmos algumas praias e lagoas, um visitante surpresa resolveu se alojar no pé de Luca: um bicho-de-pé. 

Fazia tanto tempo que eu não via e nem ouvia falar de um bicho-de-pé, que quando descobri a bolhinha no pé do meu filho fiquei na dúvida se realmente era um – coisa que a vovó dele confirmou assim que viu. O aspecto é de uma bolha com um pontinho preto, como um olho. Acredito que quando descobrimos estava bem no comecinho, porque costuma coçar bastante, mas Luca em momento algum reclamou de coceira (ou vai ver estava gostando).

O bicho-de-pé é mais comum em regiões quentes e de solo arenoso, e o parasita se aloja na pele através do contato com o solo contaminado (através de fezes e urina de animais, por exemplo). Impossível saber se Luca pegou o bicho-de-pé na praia ou na lagoa, porque qualquer um desses lugares é passível desse tipo de contaminação e é impossível saber se um pedacinho daquela areia em que estamos pisando está propenso a isso.

Quando a gente identifica um bicho-de-pé, todo mundo tem história pra contar: “Quando eu morava na granja, a minha avó tirava bicho-de-pé dos meus primos com um espinho de limoeiro…” ou “Meu pai levava uma agulha na mala quando a gente viajar, porque na casa de praia do meu tio eu sempre pegava bicho-de-pé…”, e por aí vai. E por mais que tirar o bicho-de-pé com uma agulha fosse muito comum na nossa época, ou na dos nossos pais e avós, é muito mais prudente e seguro procurar um dermatologista ou podologista para resolver. Isso porque quando alojada no pé, a fêmea (sim, é ela quem entra para fazer a bagunça!) pode deixar ovos, e se não forem devidamente retirados podem se proliferar novamente. Além do mais, é preciso que os instrumentos estejam esterilizados.

Fomos na All Pé Dr. Scholl’s da Romualdo Galvão, com Luca super animado para tirar e ver o bichinho que estava no pé dele. Fomos atendidos por Dayane, que teve toda a sutileza e tato para lidar com uma criança de 3 anos, contando a ele cada passo do procedimento com brincadeiras e palavras que ele compreendia e o deixavam interessado. Ele foi corajoso e se comportou muito bem, não reclamou em momento algum, parecia mais uma programação de férias do que uma questão de saúde para resolver.

No mesmo dia em que o bichinho é retirado da pele, a recomendação é de não molhar o pé (pelo menos a área afetada, se possível) e passar uma pomada indicada. Eu sempre fazia uma limpeza no dedinho de Luca e usava Nebacetin e cobria a região com Micropore, com uns dois dias já era perceptível que a “cratera” aberta pela retirada do bicho ia se fechando e voltando ao normal. 

Por mais assustador que seja para os pais em um primeiro momento, bicho-de-pé não é coisa de outro mundo e a retirada e o tratamento são muito simples. A minha dica é que, por mais simples que seja e por maior que seja a vontade de cutucar o pé de alguém (ou o seu) com uma agulha, procure um profissional capacitado para resolver o problema. 

Ah, e depois Luca voltou a pisar e a brincar na areia. Sei que isso vai de cada mãe, mas achei melhor não forçá-lo a usar sapatos fechados e nem impedi-lo de pisar na areia descalço. Criança precisa brincar, e essas eventualidades acontecem. Paciência!

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