Oxente Menina - Página 4

Pomerode: o que fazer em um dia

Pomerode – a cidade mais alemã do Brasil – é um município próximo de Blumenau que preserva as heranças culturais dos colonizadores da Pomerânia, uma região no norte da Alemanha. E foi em homenagem à origem dos seus fundadores que a cidade recebeu esse nome. Com cerca de 30 mil habitantes, Pomerode é um lugar tranquilo e com aquela vibe gostosa de cidade do interior, onde é possível fazer praticamente tudo a pé.

Chegamos em Pomerode partindo de Blumenau, um trajeto de menos de 30 minutos e que nos custou pouco mais de R$ 40 de Uber. Existe uma linha de ônibus que faz a rota e a passagem custa cerca de R$ 7, o que, botando na balança, não valia a pena para o nosso grupo de quatro pessoas e três malas (pelo que percebi o ônibus é um pouco melhor do que um coletivo).

A ideia inicial era fazer um bate-volta de Blumenau para Pomerode, no decorrer da organização é que optei por pernoitar na cidade, basicamente por estarmos com Luca e não querer que ficasse muito cansativo para ele. Para quem vai passar apenas um dia, é só escolher as atrações de acordo com o perfil do grupo. Descartamos a Rota Enxaimel (que dizem que é maravilhosa) e visitamos as atrações que dava para fazer a pé nos arredores da nossa pousada.

Um dia em Pomerode

Começamos pelo começo! Depois de fazer o check-in e deixar a mala na Pousada Max Pomerode, que fica na XV de Novembro, fomos visitar o portal Sul, que fica no início da mesma rua. Além de informações turísticas, o portal também tem uma lojinha no primeiro andar e roupas para quem deseja se caracterizar para as fotos. Ali mesmo aproveitamos para tirar fotos – sem roupinha especial – no nome da cidade que fica logo atrás do portal, e de lá fomos almoçar no Torten Paradies. Em seguida, fizemos uma parada estratégica na Nugali Chocolates para o marido tomar um cafezinho (resisti bravamente aos chocolates porque já tinha comido muito no almoço).

Nossa próxima parada foi na Vila Encantada, um parque de dinossauros, pra Luca brincar. A estrutura do lugar é bem organizada com cafeteria, loja, banheiro família, mini-museu e várias atividades educativas (em outro post falarei mais sobre esse parque), e nós aproveitamos para sentar e descansar um pouco enquanto o pequeno se esbaldava. A Vila Encantada fica ao lado do Zoo Pomerode, mas entre um e outro optamos pelos dinossauros, e acho que não chegamos a passar nem duas horas lá dentro.

Intercalando a diversão de criança e de adulto, foi a nossa vez de curtir uma cervejinha gelada parando no Schornstein Kneipe, o bar da fábrica da cerveja que leva o mesmo nome. Do lado do bar fica o Armazém Schornstein, a loja oficial, que vende cervejas, iguarias e acessórios ligados à cultura cervejeira. Não chegamos a pedir petiscos no bar, mas vendo o cardápio pude observar que os preços são justos e os pratos tipicamente alemães que passaram por nós em direção às outras mesas pareciam bem apetitosos.

Quando o banzo da cerveja e do passeio no parque bateu forte, o trio belezura marido/filho/sogra voltou para a pousada para descansar e eu peguei o Uber para ir à loja da fábrica da Kyly (quem tem filho pequeno com certeza conhece a marca!). Para as lojas que ficam mais afastadas do centro, como a da Kyly e da Fakini, o ideal é estar de carro ou tentar pegar Uber, porque é uma caminhada longa. Mas sinceramente? Não vale o esforço. A menos que você esteja com tempo de sobra, nem perca seu tempo. Eu imaginei que a variedade fosse muito maior e os preços bem mais em conta, mas as peças eram basicamente as mesmas que vejo nas lojas daqui de Recife e os preços idem. Ainda comprei um pijama pra Luca, mas confesso que fiquei decepcionada.

À noite peguei a dica de um amigo e fomos conhecer a Tarthurel Pizzaria, um dos poucos lugares que estavam abertos na segunda-feira (durante o período de Oktoberfest, até mesmo os estabelecimentos que não abrem alguns dias da semana, como a Vila Encantada, passam a abrir por conta do fluxo de turistas na região). A pizzaria fica do lado direito do portal de entrada da cidade em uma casa que poderia passar batido para os desavisados. Não lembro o nome da que pedimos, mas foi uma das melhores pizzas que já comi na vida! E a variedade de sabores nos fez ficar uns bons 15 minutos analisando até conseguir escolher.

Em busca do caneco de chopp

Alguns estabelecimentos de Pomerode distribuem um Passaporte Turístico, um livrinho com dicas de restaurantes, lojas, pousadas e atrações da cidade. Ao consumir R$ 20 em um desses lugares, você ganha um carimbo no passaporte – cada estabelecimento só pode carimbar uma vez – e juntando 10 carimbos diferentes o visitante ganha um caneco de chopp exclusivo da cidade que é produzido seguindo as tradições da cerâmica alemã.

Na terça de manhã nosso dia foi praticamente uma corrida maluca para comprar umas lembrancinhas e completar o passaporte. Alguns estabelecimentos, mesmo sem atingir o valor mínimo, carimbavam os passaportes numa boa. O único local em que tivemos problema foi na loja Pomerode Alimentos, onde a mocinha só carimbou em um e na maior má vontade, meu marido teve que correr em um outro local para completar o segundo passaporte e garantir o outro caneco. Em todos os outros estabelecimentos fomos bem atendidos e dava pra ver que o pessoal torcia pra gente conseguir preencher antes de ir embora.

Fechando Pomerode com chave de ouro, ainda demos outra passadinha na Nugali Chocolates para provar o chocolate quente, que dizem ser o melhor do Brasil (e que ninguém de Pomerode fique chateado, mas ainda acho os de Gramado muito melhor!).

Pomerode é uma cidade fofa e cheia de gente afetuosa e simpática. Perfeita para passear sem rumos pelas ruas só observando as lojas, algumas casinhas no estilo enxaimel e as pessoas. Mas também é lugar de engordar e sair rolando! Tudo lá é delicioso, e mesmo quando íamos em atrações que não eram relacionadas a comida, depois sempre tinha uma paradinha estratégica para um chopp, um chocolate quente, um biscoitinho… Para quem vai visitar Blumenau, indico uma passada por Pomerode, mesmo que seja breve como a nossa.

Batom Malva Inconfundível Eudora

Esse batom não queria ser meu. Recebi de Marcella, minha consultora Eudora, na semana em que eu estava de mudança. Como o apê novo é no mesmo prédio, muita coisa eu ia levando aos poucos e já arrumando para não entulhar o chão de caixas. No dia do aniversário da minha cunhada eu me troquei no apartamento velho e fui no novo passar batom – claro que eu queria estrear o novo! – e pegar uns brinquedos com Luca. Agora o grande mistério: entre os dois minutos que entrei no meu quarto, peguei o batom (achei que tivesse colocado no bolso da calça) e fui pro quarto de Luca escolher com ele o brinquedo, o batom sumiu. S-u-m-i-u. Refiz o percurso mil vezes, procurei no chão, em meio aos brinquedos do gordinho, voltei ao meu banheiro, abri novamente o guarda-roupa e o Malva Inconfundível tinha simplesmente evaporado! Veio aparecer quase uma semana depois, em uma caixa de brinquedos que eu nem lembro de ter aberto na ocasião.

Passado o mistério e sem mágoas entre nós, esse batom foi o que eu mais usei na recente viagem que fizemos. A textura dele é exatamente como eu gosto nos batons matte: não demora para secar, fica uniforme e sequinho nos lábios e não craquela. 

O Malva Inconfundível faz parte da linha Soul Kiss Me da marca. Escolhi essa cor para testar por ser um tom neutro e discreto, mesmo com o brilho do efeito metalizado. A pigmentação dele é incrível, com uma única camada a cobertura fica super uniforme. A duração é sempre um assunto problemático para mim, porque sou do tipo que se beber um copo d’água e limpar a boca com um guardanapo eu tiro o batom todo! Mas o que pude perceber, em um desses dias de viagem, é que nas fotos do final do dia o batom continuava nos lábios.

O preço dele é R$ 28,00, mas na época em que comprei ele estava por R$ 20,00 (não sei se a promo continua nesse ciclo, mas quem tiver interesse é só falar com Marcella, que mencionei no início do post). Minhas próximas aquisições provavelmente serão o Carmin Tendência e o Roxo Estiloso, que foram as duas outras cores que fiquei tentada a comprar a princípio, mas optei por ficar na zona de conforto do Malva Inconfundível. 

Disney X Arezzo: a coleção mais fofa do ano!

Pulei de alegria quando a assessoria da Arezzo me convidou para ser uma das embaixadoras da coleção Disney x Arezzo. Antes mesmo de ser lançada oficialmente, algumas lojas começaram a vender os produtos e muita gente publicou fotos em alguns dos grupos da Disney que faço parte (a ideia é um dia fazer um LucaFolia na Disney, então preciso estar por dentro!), mas não consegui pegar detalhes sobre a coleção na época.

São mais de 20 produtos em tons de off-white, vermelho, amarelo e preto – cores que remetem ao ilustre Mickey Mouse. O grande diferencial, no entanto, está nos detalhes em relevo do aclamado ratinho, como as orelhinhas nos calçados e as ferragens nas bolsas. O melhor é que é tudo super usável, e, apesar de lúdico, não tem aquela pegada infantil. A sandália que recebi foi a Slide Verniz Pop Vermelha, e ela ao vivo é ainda mais linda!

A coleção é uma parceria com a ONG OrientaVida – única ONG licenciada da Disney no mundo! A organização emprega vários artesãos com projetos de capacitação, aulas de bordado e corte e costura, e com a integração ao trabalho das mulheres do presídio de Tremembé. Essa é a segunda coleção da ONG em colaboração com a Disney.

Dá uma conferida em alguns dos produtos. Mas atenção: você vai se apaixonar por tudo!

1. Bolsa Tiracolo Pop – R$ 369,90 | 2. Espadrille Lace Up Pop – R$ 359,90 | 3. Bolsa Shopping Grande Pop – R$ 499,90 | 4. Tênis Slip On Pop – R$ 359,90 | 5. Sapatilha Bico Fino Pop – R$ 279,90 | 6. Carteira – R$ 299,90 | 7. Sandália Isabelli Pop – R$ 319,90 | 8. Clutch Jacquard – R$ 399,90 | 9. Mochila Jacquard – R$ 899,90 | 10. Bolsa Tiracolo Pequena Pop – R$ 459,90 | 11. Slide Verniz Pop – R$ 219,90 | 12. Slide Pop P&B – R$ 239,90

Os produtos estão disponíveis nas lojas Arezzo por todo o Brasil  e no site oficial da marca.

Personalizados de viagem #LucaFolia

#LucaFolia já está virando uma tradição na família! A brincadeira começou quando percebi que Luca adorava uma farra. Desde pequeno, sempre que tinha algum movimento ele ficava todo animado, e eu ficava chamando ele de LucaFolia. Mas foi só quando fizemos a primeira viagem com a família inteira que o termo se tornou oficial e o passeio virou LucaFolia em Floripa.

Para quem gosta de fazer personalizados, as viagens são um prato cheio! Sempre que temos algo programado eu tento criar itens de identificação visual. Nessa última, além das tags de mala, fizemos também bottons e chapéu de alemão para curtir a Oktoberfest.

O chapeuzinho tirolês encomendei com Nathalia, da lojinha Natural do Brasil (que eu encontrei pelo Mercado Livre). O que achei bacana é que dá para escolher o tamanho e as cores, e ela fez os quatro exatamente como eu havia pedido. Lá em Blumenau existem várias lojas que vendem, nesse e em outros modelos, se você tiver interesse e não quiser comprar antecipadamente, pode ir tranquilo.

Os bottons foi uma ideia que surgiu depois que recebi os chapéus, ao perceber pelas fotos na internet que na Oktoberfest as pessoas costumam encher o chapéu com broches (inclusive vi um em uma loja Vila Germânica que já vinha repleto de bottons e custava mais de R$ 500).

Descobri a loja Doni Bottons numa busca online e eles fizeram tudo de um dia para o outro com a arte que eu já tinha aprontado com base na tag de mala. Encomendei num domingo (e Giliane foi super atenciosa e solícita tirando minhas dúvidas pelo Facebook em pleno domingo) e na segunda-feira à tarde já estavam prontos.

Alguns lugares só produzem se tiver uma quantidade mínima de 50 bottons, já nessa loja eles fazem até mesmo se você só quiser um. Nota 10 pra eles! Os tamanhos ficaram um pouco maior do que eu tinha em mente (4,5 cm), mas os de 3,8 cm não estavam disponíveis e preferi não esperar. De toda forma eles ficaram lindos, e além de usar no chapéu também colocamos nas mochilas.

As tags são aqueles itens básicos de toda viagem. Imprimi em papel couché e comprei plásticos para colocar crachá só para proteger o papel – o bom é que ele já vem furado. A correntinha eu já tinha em casa, comprei em uma loja de bijuteria, mas elas abrem com muita facilidade, por isso recomendo um cordão de silicone no lugar.

Esses foram os personalizados do LucaFolia em Santa Catarina. Não vejo a hora de criar coisas para um LucaFolia na Disney, LucaFolia na Europa, LucaFolia de carro na Toscana, LucaFolia Road Trip USA… Quem sabe?!

Pousada Casa da Pedra em Blumenau

Nossa primeira parada no #LucaFolia em Santa Catarina foi em Blumenau. Chegamos pelo aeroporto de Navegantes e contratamos um transfer para nos levar do aeroporto para a pousada. O grande problema foi que o motorista não sabia dirigir em Blumenau e rodamos dentro da cidade por mais de uma hora, o que fez com que a gente só conseguisse chegar quase 02:00 da manhã. Sabe quando você está exausto e tudo o que quer é uma cama bem confortável e lençóis quentinhos? Graças ao bom universo a Casa da Pedra tinha tudo isso.

A pousada fica no top de uma ladeira, literalmente em cima de uma pedra (isso por si só já é uma atração, porque vista de fora a Casa da Pedra é linda!). O lugar mais parece a casa de uma avó rica do que um estabelecimento de hospedagem, com suas áreas comuns cheias de itens antigos, como piano, cristaleira, lareira, e uma cordialidade e carinho dos funcionários que parece que estão recebendo pessoas da família.

O café da manhã é ótimo, com muita variedade de bolos, pães e queijos, mas o mais legal na área do café é o varandão junto ao jardim. O ambiente é lindo, rodeado de verde, e a impressão que dá é que estamos de fato no topo da pedra. Só é preciso ter cuidado com as crianças, porque não há grade de proteção nesse espaço (acho que esse foi o único ponto negativo que encontrei, mas que não comprometeu em nada a nossa estadia).

Outra coisa que achei bacana é que os quartos têm frigobar, mas eles mantêm uma geladeira em uma das entradas e o hóspede anota o que consumir no papel que fica grudado na própria geladeira e só paga no momento do check-out.

Durante a Oktoberfest as tarifas dos meios de hospedagem são altíssimos, porque esse é o período que a cidade efetivamente ganha dinheiro. A Casa da Pedra não fica próximo à Vila Germânica, mas o custo-benefício compensou ao comparar com opções mais próximas da festa. Para nós isso não fez diferença, pagávamos em média R$ 10 de Über para ir ao centro ou arredores da Vila.

Ficamos em um quarto triplo (criança até quatro anos não paga), mas a pousada fez a gentileza de colocar uma cama extra pra Luca. O atendimento, aliás, foi sempre impecável, com atenção especial para o carinho de Guiomar, que mostrou-se disponível em plena madrugada para nos ajudar com o motorista enrolado que não conseguia encontrar o endereço. Ficaria lá novamente sem hesitar, de preferência com mais tempo para curtir uma cervejinha na varanda.

Fiz um vídeo com um breve tour só para dar uma ideia de como a pousada é por dentro. O quarto não deu pra mostrar porque estava uma bela bagunça!

Serviço: Casa da Pedra – Rua Professor João Boos, 280, Blumenau | Telefone: (47) 3488-6460 | www.pousadacasadapedra.com.br

Oktoberfest em Blumenau [com criança!]

Foi só dar um pulinho em Santa Catarina para perceber que a Oktoberfest, em Blumenau, é uma das festas mais animadas do Brasil. E que delícia de festa!

Essa viagem estava sendo planejada desde o final do ano passado, quando encontramos passagens de Recife para Navegantes por menos de R$ 400. A breve passagem que fizemos por Floripa para conhecer o Beto Carrero em 2015 não nos deixou conhecer muito desse lindíssimo estado, então nada mais justo do que voltar lá e curtir uma das festas mais famosas do país.

A Oktoberfest de Blumenau é a 3ª maior do mundo, atrás apenas do evento original na Alemanha e da Kitchener-Waterloo Oktoberfest, no Canadá. A primeira edição em Blumenau foi idealizada em 1984 para trazer de volta a alegria dos moradores – e para resgatar a economia da cidade – após uma enchente. Nesse mesmo ano, mais de 100 mil pessoas passaram pelo antigo pavilhão onde a festa foi realizada, consolidando de imediato o evento na cidade. Hoje a Oktober – como é carinhosamente chamada (e que promove quase 20 dias de festa) – faz de Blumenau o principal destino turístico de Santa Catarina no mês de outubro.

A Vila Germânica

O palco da Oktoberfest de Blumenau é um espaço de nada menos do que 30 mil metros quadrados, divididos em pavilhões, lojas, restaurantes e cafés. Cada um dos pavilhões, sinalizados como setor 1, 2 e 3, é independente com seu próprio palco, mesas e restaurantes, porém interligados, o que faz com que os visitantes consigam ir de um para o outro facilmente. Cada um comporta entre 14 e 20 mil pessoas!

Visitamos a Vila Germânica em dois momentos, o primeiro no sábado à noite e o segundo em uma tarde de domingo. No sábado eu e meu marido ganhamos um vale-night da sogra para poder curtir a noite da Oktoberfest sem o nosso pequeno. Os pavilhões estavam lotados, porque a sexta e o sábado após as 22:00 é quando a festa realmente bomba, mas ainda assim estava super tranquilo de transitar e encontramos nossos amigos com facilidade. Não conseguimos pegar uma das mesas que ficam perto do palco, mas perto dos bares existem alguns espaços (tipo pequenas praças da alimentação) onde deu pra gente sentar e jantar tranquilamente antes de entrar definitivamente na cerveja.

Já no domingo à tarde fomos na companhia de Luca e da minha sogra e foi bem mais tranquilo. Luca se divertiu no parquinho que fica do lado oposto aos pavilhões e passeou bastante pela Vila Germânica. Até para conseguir mesa foi bem fácil, já que a quantidade de gente nesse horário (especialmente por ser domingo) é bem menor.

“Um barril de chopp é muito pouco pra nós…”

Essa é uma das músicas que mais tocam na Oktober, daquelas que grudam na cabeça e você se pega cantando enquanto varre a casa, deixa o filho na escola, faz chapinha no cabelo… É tipo a versão ‘oktoberfestiana’ para “Olinda, quero cantar a ti essa canção…” do carnaval pernambucano. Mas o ponto aqui não é a música, e sim a cerveja, porque uma das perguntas que surgiram nas minhas redes sociais foi se quem não bebe consegue curtir a festa. A cerveja é sem dúvida um dos ingredientes principais, mas a Oktoberfest não é apenas para os apreciadores da bebida! A festa é uma demonstração da cultura alemã que está enraizada na região, e essa demonstração cultural é revelada através da dança, da música e da gastronomia também. Então, se a dúvida é se consegue aproveitar mesmo sem beber a resposta é uma só: claro que sim!

Gastronomia alemã

Além dos vários quiosques de cerveja espalhados pelos pavilhões, existem muitos restaurantes também. O legal é que durante a Oktober os preços são tabelados, você compra as fichas nos caixas e pode consumir em qualquer lugar dentro da Vila Germânica. Um dos pratos de comer rezando é o joelho de porco (e antes de torcer o nariz, como eu fiz, dê uma chance). A carne é super macia e saborosa, e um prato serve muito bem duas pessoas – tão bem que eu não consegui comer o marreco recheado que eu tanto queria (sorte que consegui comer no dia seguinte em um restaurante). E também experimentamos as deliciosas linguiças alemãs. Acho que vou ter que voltar próximo ano para apreciar o marreco recheado e as batatas recheadas na Vila Germânica…

É feio, mas é bom! O tradicional joelho de porco da culinária alemã.

Deslocamento e ingressos

Ficamos em uma pousada um pouco distante da Vila Germânica, mas de Über dava cerca de R$ 7. À noite o trânsito nas imediações fica um pouco congestionado, o ideal é chegar antes das 21:00 ou descer em uma das ruas próximas e ir andando, o que também é super de boa.

Os ingressos podem ser comprados na hora, mas o ideal é comprar com antecedência para não correr o risco de chegar lá e estarem esgotados. Alguns anos atrás, quando não havia limite de pessoas, quase 90 mil pessoas estiveram na Vila Germânica em uma única noite. Desde então o corpo de bombeiros estabeleceu um limite, e quem não compra antecipado, um abraço! O do sábado compramos antes de viajar pelo site da BlueTicket por R$ 40, no domingo compramos na hora por R$ 12. Não há diferença de preços no site ou na hora, exceto pela taxa de conveniência do site, a diferença é de acordo com o dia. Em algumas datas, inclusive, a entrada é gratuita (todas essas informações estão no site da Oktoberfest Blumenau).

O acesso a Vila é bem organizado com catracas para ingresso inteiro, meia-entrada, cortesia e para quem vai com trajes típicos. Os trajes típicos, aliás, são uma atração a parte! Nesse ponto achei o catarinense bem parecido com o pernambucano em relação ao carnaval: as pessoas realmente vestem a cultura do lugar. Da mesma forma que por aqui a gente se fantasia, lá eles também se caracterizam de Fritz e Frida, e é muito legal parar e observar as pessoas com essas roupas lindas e fazendo os passos de danças alemãs.

Desfile na XV de Novembro

A rua XV de Novembro é onde fica o famoso prédio cartão-postal de Blumenau, que hoje é a loja Havan, e o Tunga, um dos bares mais tradicionais da cidade. Para o desfile é importante chegar com pelo menos 40 minutos de antecedência para ficar perto da grade de proteção e conseguir ver tudo. Alguns participantes compartilham chopp e distribuem balas e iguarias típicas, e é lindo ver o orgulho com que desfilam em seus trajes típicos em bicicletas e carros alegóricos. O que me chamou atenção foi a quantidade de crianças, inclusive bebês, que acompanham os pais nessa farra.

Nós assistimos o segundo desfile, que aconteceu no dia 07/10. Esse ano seis desfiles estão na programação, e ainda dá tempo de assistir o do dia 18/10 e o de encerramento no dia 21/10. A parada dura em média 1h30, mas saímos antes de terminar porque Luca pegou no sono.

Viajar com criança tem seus prós e contras (como perder o resto do desfile porque você não consegue ficar segurando um chumbinho 20 kg nos braços). Antes de viajar algumas pessoas disseram que Luca não ia curtir a Oktoberfest ou que a gente não ia aproveitar tanto, a gente aproveitou muito, e ele também – é tudo uma questão de adaptação

A Oktoberfest é uma festa maravilhosa e super organizada, e Blumenau uma cidade linda, só não sei porque demoramos tanto para ir conhecer. Gostando ou não de cerveja, recomendo a todo mundo participar pelo menos uma vez desse evento – por aqui já estamos com saudade. Prost!