Oxente Menina - Página 8

Bicho-de-pé: como identificar, tirar e tratar

Uma companhia inesperada resolveu se juntar a nós durante a nossa viagem para Natal. Depois de visitarmos algumas praias e lagoas, um visitante surpresa resolveu se alojar no pé de Luca: um bicho-de-pé. 

Fazia tanto tempo que eu não via e nem ouvia falar de um bicho-de-pé, que quando descobri a bolhinha no pé do meu filho fiquei na dúvida se realmente era um – coisa que a vovó dele confirmou assim que viu. O aspecto é de uma bolha com um pontinho preto, como um olho. Acredito que quando descobrimos estava bem no comecinho, porque costuma coçar bastante, mas Luca em momento algum reclamou de coceira (ou vai ver estava gostando).

O bicho-de-pé é mais comum em regiões quentes e de solo arenoso, e o parasita se aloja na pele através do contato com o solo contaminado (através de fezes e urina de animais, por exemplo). Impossível saber se Luca pegou o bicho-de-pé na praia ou na lagoa, porque qualquer um desses lugares é passível desse tipo de contaminação e é impossível saber se um pedacinho daquela areia em que estamos pisando está propenso a isso.

Quando a gente identifica um bicho-de-pé, todo mundo tem história pra contar: “Quando eu morava na granja, a minha avó tirava bicho-de-pé dos meus primos com um espinho de limoeiro…” ou “Meu pai levava uma agulha na mala quando a gente viajar, porque na casa de praia do meu tio eu sempre pegava bicho-de-pé…”, e por aí vai. E por mais que tirar o bicho-de-pé com uma agulha fosse muito comum na nossa época, ou na dos nossos pais e avós, é muito mais prudente e seguro procurar um dermatologista ou podologista para resolver. Isso porque quando alojada no pé, a fêmea (sim, é ela quem entra para fazer a bagunça!) pode deixar ovos, e se não forem devidamente retirados podem se proliferar novamente. Além do mais, é preciso que os instrumentos estejam esterilizados.

Fomos na All Pé Dr. Scholl’s da Romualdo Galvão, com Luca super animado para tirar e ver o bichinho que estava no pé dele. Fomos atendidos por Dayane, que teve toda a sutileza e tato para lidar com uma criança de 3 anos, contando a ele cada passo do procedimento com brincadeiras e palavras que ele compreendia e o deixavam interessado. Ele foi corajoso e se comportou muito bem, não reclamou em momento algum, parecia mais uma programação de férias do que uma questão de saúde para resolver.

No mesmo dia em que o bichinho é retirado da pele, a recomendação é de não molhar o pé (pelo menos a área afetada, se possível) e passar uma pomada indicada. Eu sempre fazia uma limpeza no dedinho de Luca e usava Nebacetin e cobria a região com Micropore, com uns dois dias já era perceptível que a “cratera” aberta pela retirada do bicho ia se fechando e voltando ao normal. 

Por mais assustador que seja para os pais em um primeiro momento, bicho-de-pé não é coisa de outro mundo e a retirada e o tratamento são muito simples. A minha dica é que, por mais simples que seja e por maior que seja a vontade de cutucar o pé de alguém (ou o seu) com uma agulha, procure um profissional capacitado para resolver o problema. 

Ah, e depois Luca voltou a pisar e a brincar na areia. Sei que isso vai de cada mãe, mas achei melhor não forçá-lo a usar sapatos fechados e nem impedi-lo de pisar na areia descalço. Criança precisa brincar, e essas eventualidades acontecem. Paciência!

Vilãs da Disney inspiram coleção de acessórios

Elas são malvadas, egocêntricas, fazem as mocinhas dos contos passarem por um perrengue danado! Mas uma coisa é certa: essas vilãs são cheias de requinte. Inspirada nesse estilo de mistério de autenticidade, a Schutz está lançando, em parceria com nada mais nada menos do que a Disney, a coleção Schutz Disney Villains.

São 54 produtos, entre bolsas, sapatos e acessórios, evidenciando três personagens marcantes dos desenhos animados: Malévola, de A Bela Adormecida; Lady Tremaine, a madrasta da Cinderela; e Cruella de Vil, de 101 Dálmatas. Coincidência ou não, os três contos já viraram filmes, cada um exibindo um figurino invejável dos personagens. Além, claro, da maquiagem caricata que também continuam a servir de inspiração para os artistas dos pincéis e fantasias de carnaval.

A chegada da coleção Schutz Disney Villains está prevista para chegar às lojas em abril.

E já que falamos em filmes, está previsto para 2018 o lançamento do filme Cruella, trazendo Emma Stone no papel principal. Segundo informações do CinePop, o filme vai contar sobre a origem da personagem, nos mesmos moldes de Malévola.

Conhecendo a Lagoa do Carcará

– Você é de Natal, né?
– Sou sim.
– Nossa, São Miguel do Gostoso é muito lindo!
– Hummm, não conheço.
– E as piscinas naturais de Maracajaú, já foi lá?
– Errrr… não.
– Conhece pelo menos as lagoas do Rio Grande do Norte?
– Bem…

A long long time ago eu fui à Lagoa de Arituba, à Lagoa de Pitangui e à Lagoa de Jacumã. Tipo, há muito tempo mesmo. Mesmo! A mais recente, a de Arituba, acho que fui uns 9 ou 10 anos atrás, e quebrei a cabeça fazendo essa estimativa com base na lembrança de que eu e meu marido ainda éramos namorados quando fizemos essa visita.

Depois de um longo e tenebroso inverno com muito sol e calor, distante das lagoas e indo a Natal em viagens corridas de dois ou três dias a cada seis meses, finalmente coloquei os pés em outra lagoa: a do Carcará. Esse lugar lindo fica no município de Nísia Floresta, a cerca de 40 km de Natal.

A escolha foi meio que um “uni-duni-tê, escolhi você”. Eu estava super a fim de levar Luca para conhecer alguma lagoa e, olhando as fotos na internê, achei o lugar bonito. Além do mais, segundo diziam os blogs e sites de turismo, contava com a estrutura de bares. Ok, let’s go!

O acesso não é muito simples. Até Tabatinga é tranquilo, a estrada é toda asfaltada – e a vista na saída de Búzios deslumbrante – mas depois da primeira rotatória (a de Tabatinga) quase não há sinalização. Nessa rotatória tem várias pessoas oferecendo passeios de barco, de buggy e serviços de guia turístico. Como estávamos em dois carros e todo mundo sem saber que rumo tomar, contratamos uma pessoa só para nos guiar até lá. Depois da segunda rotatória (a que pega para Camurupim) existe uma estrada de barro do lado direito que já leva até a lagoa, mas essa estrada não comporta carros de passeio, apenas buggy e carros com tração nas rodas. Não era o nosso caso, então seguimos mais um pouco e entramos na segunda estrada de barro após a rotatória de Camurupim.

Essa estrada passa por uma vila de pescadores e não é uma reta, você tem que dobrar várias vezes à direita, depois esquerda, depois direita de novo… Quase um ziguezague! Mas enfim chegamos, e a beleza do lugar fez todo o trajeto complicadinho valer à pena. E como valeu!

O guia nos indicou o restaurante Paraíso Tropical, com cadeiras de madeira, almofadas, espreguiçadeiras, cerveja gelada e um pastel de camarão delicioso. Um minuto de silêncio para o momento solene em que algumas pessoas passam pelas mesas vendendo cocada: compre! Elas são deliciosas e eu me arrependi por não ter comprado outra para levar e comer mais tarde em casa.

No bar/restaurante só pedimos petiscos, mas para pedir almoço os próprios garçons indicam pedir com bastante antecedência. Segundo o rapaz que nos atendeu, os produtos são frescos e é tudo feito na hora, por isso se deixar para pedir perto da hora do almoço, você corre o risco de ficar com fome.

No dia que fomos para a Lagoa do Carcará estava um pouco nublado, mas não choveu e a água continuava quentinha, apesar do vento. A lagoa, aliás, é bem rasa e super tranquila para as crianças, embora em nenhum momento Luca tenha ficado sem a companhia de um adulto. Não sei se o volume de água oscila nos períodos de chuva e aumenta nessas épocas, mas no final de dezembro quando fomos estava rasinho e tranquilo.

Além dos bares, o entorno da lagoa também conta com estrutura de lazer, com pedalinho, caiaque, stand up paddle e passeios a cavalo. Não tenho certeza se os valores são padronizados, mas nós pagamos R$ 15,00 por meia hora de pedalinho e o mesmo valor pela locação do caiaque que um dos meus sobrinhos andou.

Mais uma dica é que, na ida ou na volta, reserve um tempinho para parar no Mirante dos Golfinhos, na entrada de Tabatinga. É bem possível que você não veja nenhum golfinho (vai que você dá sorte!), mas com ou sem golfinhos, a vista é de tirar o fôlego.

Batons líquidos nude metálicos Quem Disse, Berenice?

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Prepara o bolso, que a quem disse, berenice? está aumentando a família dos batons líquidos (aqueles que a gente adora!). Dessa vez a marca uniu o efeito metálico com a textura matte, que intensifica a cor deixando os lábios sequinhos

A Berê traz a novidade para a cartela da marca em quatro tons de nude: marronluz, cobreluz, nudeluz e coraluz – um nude para cada tom de pele!

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Ainda não usei nenhum dos batons líquidos metálicos da marca, mas eles me fizeram lembrar do Volúpia, da Mais Vaidosa, que mostrei aqui ano passado. Se eu conheço bem a QDB (considerando que no meu top 5 de batons, três são da marca), as cores vão fazer bonito tanto na pigmentação quanto na duração. 

Os nude metálicos chegam às lojas a partir do dia 9 de janeiro, R$ 35,90 cada.

Aquário Natal

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Já faz mais de 10 anos que saí de Natal para morar em Recife, e é mais do que normal que eu não conheça mais cada canto da cidade como costumava conhecer. Mas foi uma grande surpresa, um belo dia lendo as postagens de um grupo de viagens no Facebook, saber que em Natal tinha um aquário “super legal”, de acordo com as palavras da pessoa que visitou. A gente precisava conhecer!

E não deu outra. Assim que a oportunidade surgiu, juntei Luca e os sobrinhos para visitar o Aquário Natal, na Redinha, uma praia que fica a menos de 10 km da capital potiguar. Falando em distância, o acesso é muito fácil pela ponte Newton Navarro, e o trajeto pelas praias urbanas da cidade e a travessia da ponte deixam o passeio ainda mais interessante e bonito.

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Tivemos um pequeno problema na entrada porque os meus sobrinhos esqueceram de levar a carteira de estudante e o estabelecimento foi inflexível em liberar a meia-entrada, mesmo eles estando munidos do RG e sendo óbvio que eram duas crianças em idade escolar. Como regras são regras, pagamos o ingresso cheio dos dois e não deixamos que isso estragasse o nosso passeio.

Chegamos por volta das 15:30 e tivemos tempo suficiente para conhecer o local, que fecha às 17:00. Apesar de pequeno, o espaço é bem organizado. Logo na entrada um dos monitores se prontificou a nos explicar sobre cada animal, mas precisamos deixar as explicações de lado e seguir solo porque Luca não parava de correr de um lado para o outro. Mesmo sem auxílio, cada aquário traz uma placa ao lado mostrando o nome, a espécie do animal e algumas informações para nortear os visitantes.

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São mais de 60 espécies no maior aquário do Nordeste. Para quem pensa que o passeio se resume aos animais aquáticos (peixes de várias espécies, tartarugas, jacarés, cavalos-marinhos, pinguins, etc.), o local ainda possui uma área nova que abriga avestruzes, lagartos, hipopótamo, raposa, macacos e até uma jaguatirica.

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A atração que mais conquistou o grupo foi o tubarão que fica num tanque acessível ao toque pelos visitantes. Segundo a monitora que estava orientando os visitantes, o tubarão-lixa é uma das espécies mais dóceis e só possuem dentes na parte de trás da boca, por isso a possibilidade de tocá-lo. A moça orientou, no entanto, que eles só devem ser tocados quando estiverem parados, do contrário podem confundir a mão do visitante com os alimentos. Fiz um vídeo curtinho dos tubarões-lixa e das tartarugas que ficam em um dos aquários.

Os ingressos para o Aquário Natal custam R$ 25 (inteira) e R$ 12,50 (meia-entrada – imprescindível levar a carteira de estudante ou algum comprovante, como o boleto da última mensalidade ou o comprovante de matrícula). Está localizado na Avenida Litorânea, 1091, Praia da Redinha.

Uma dica para quem quiser visitar o Aquário Natal e passear pelas praias do litoral norte, recomendo parar nas barracas da Redinha para comer a famosa combinação “ginga com tapioca”. Ginga é um peixe bem pequenininho, e quando frito fica delicioso! Experimentem e depois me digam o que acharam. :)

2017 do desapego

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Então é isso. Enfim damos nosso adeus a 2016 e as boas vindas a 2017. Como em cada início de ciclo, nos enchemos desse sentimento de esperança, de boas expectativas, da perspectiva de realização de sonhos. Não é preciso esperar o ano acabar para fazer promessas e nem para fazer uma limpeza interna – aquela de se conhecer mais, de entender (e se permitir sentir) os próprios sentimentos, e botar para fora tudo o que é descartável – mas a transição de um ano para o outro traz aquela sensação de ponto final para o início de um novo capítulo. Se não tanto, pelo menos de reticências… Uma pequena pausa para um novo início.

2017 chega com um sentimento de desapego. Um desapego sem expectativas, sem pressão, sem cobranças, como eu, particularmente, não sentia há tempos. Esse sentimento, que começou sutilmente ainda em 2016, tornou-se tão intenso que desapeguei até do blog. Acabou a preocupação por não postar, de escrever algo que alguém pudesse discordar, de desagradar anunciantes com um tema inapropriado aos olhos deles, de não vestir a roupa que é tendência, de não escrever um texto polêmico porque o tema está em alta. De não fazer nada que eu não estivesse realmente a fim de fazer. Não fiz, não me culpo, vida que segue.

Desapaguei da ideia de que para ser blogueira preciso ter mais de 500k de seguidores nas redes sociais. Desapaguei da ideia de ter que comprar um monte de coisas para poder mostrar no blog com a intenção de conquistar a atenção de uma empresa que possa, quem sabe, um dia me mandar um “mimo”. Desapeguei da necessidade de ver e ter que me inspirar em fazer uma superprodução para postar uma foto que nem mostra de verdade a minha vida. Aliás, essa vida montada e fictícia que as pessoas insistem em mostrar me cansou num grau mais profundo. Unfollow. Sem ressentimentos.

Desapeguei de vez da ideia do “tem que ter” (que na verdade nunca alimentei). Não comprei uma roupa nova para o Natal, usei um vestido que havia comprado para um evento há mais de dois anos. Não comprei uma roupa nova para o réveillon, usei uma roupa que coloquei na mala sem nem saber se ia caber em mim. Virei o ano de roupa velha. Não morri. Ninguém pareceu se importar, assim como não me importei com o que os outros estavam vestindo. Não teria feito a menor diferença se eu tivesse usado um pijama surrado ou um vestido do preço de um carro. E se alguém tivesse se importado ou criticado, também não teria feito diferença alguma.

O peso que as circunstâncias da vida traz nem sempre são contornados facilmente. Perrengues acontecem. Conflitos acontecem. Mas podemos escolher levar uma vida com mais leveza, sem a preocupação de ter que agradar ninguém além de si mesmo. De entender que a essência reflete muito mais na beleza do que plásticas e roupas caras. Que a gente consiga compreender o clichê de que – sim! – felicidade vem de dentro. Que 2017 seja de mais desapegos, mais leveza, mais felicidade e de muitos sonhos realizados.