Carnaval | Blog Oxente Menina

Fantasia de Jake e os Piratas da Terra do Nunca

O pernambucano adora carnaval, e por aqui a folia começa muito antes dos dias oficiais. O que eu amo nas prévias é que elas são muito mais tranquilas e em qualquer esquina tem uma bandinha de frevo tocando com um monte de gente animada pulando ao redor.

Nos últimos três anos, as prévias infantis são obrigatórias na nossa programação. Às vezes nem são festas voltadas para as crianças, mas o ambiente é tão familiar e pacato, que a gente leva Luca sem medo. Mas com tanta festa, haja fantasia!

Felizmente, a avó paterna de Luca adora uma farra e é a primeira a comprar as fantasias dele. Esse ano ele ganhou dela a fantasia do Chaves e uma de palhaço. Antes de saber que ele ganharia essas duas, eu já havia separado uma de Vikings que ele usou ano passado e encomendei um colete para fazer a fantasia do Jake, o pirata que dá título ao desenho Jake e os Piratas da Terra do Nunca.

O desenho faz parte do Disney Junior, que tem uma programação mais voltada para crianças menores, na faixa de dois a sete anos. Luca adora o canal, e analisando os personagens com as fantasias mais fáceis de fazer, encontrei no Jake o meu modelo para o carnaval.

O bom da fantasia de pirata é que não tem muito o que fazer, e a do Jake eu achei que foi ainda mais fácil por ele usar cores básicas e sem muitos apetrechos. Para a fantasia de Luca, tudo o que eu tive que fazer foi encomendar o colete, que preferi usar dourado nas bordas, em vez do tradicional amarelo – saiu por R$ 40,00 na Abacaxi com Amora.

A espada é de plástico e custou R$ 14,90 nas Lojas Americanas. A camiseta branca com gola em V da Kyly ele já tinha e a bermuda faz parte de um conjuntinho da Rovitex que também já estava no guarda-roupa. A faixa vermelha da cabeça foi o lenço da festa de São João do ano passado, então, basicamente, a nossa despesa foi com o colete e a espada.

Na fantasia original do Jake, a calça é de uma tonalidade diferente do azul do colete, por isso não me preocupei em usar uma bermuda um pouco mais escura e nem em optar por bermuda em vez da calça. Aliás, o segredo para fazer uma fantasia usável é adaptar as peças que já temos em casa. Eu poderia ter colocado uma calça jeans para deixá-lo mais parecido com o personagem, mas seria uma judiação com o meu filho fazê-lo usar uma calça numa festa de rua às 10:00 da manhã. Só de pensar já começo a suar!

Você definitivamente não precisa comprar uma fantasia super cara (ou várias!) para deixar uma criança feliz. Uma roupa inspirada no personagem favorito e um saco de confete já são suficientes para os pequenos fazerem a festa.

Campanha #MeuNúmeroé180 contra a violência no carnaval

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Os 100 anos do samba e o alerta para a prevenção da violência contra as mulheres dão o tom da campanha #MeuNúmeroÉ180, inspirada pelo clássico Pelo Telefone, de Donga. Realizada com o apoio da ONU Mulheres e da campanha do Secretário-Geral da ONU “UNA-SE pelo fim da violência contra as mulheres”, a iniciativa visa incentivar a busca por serviços públicos especializados de atenção às vítimas por meio da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do Ministério de Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos.

“O carnaval é a maior festa popular do Brasil. Os dias de diversão e folia devem ser bem vividos por todas as pessoas. A campanha alerta as mulheres sobre o direito de viver sem violência e o que devem fazer nos casos de violência, acionando o Ligue 180, serviço gratuito e disponível 24 horas por dia, inclusive finais de semana e feriados, para saber como fazer a denúncia, localizar os serviços de polícia, justiça e saúde mais próximos. Aos homens, a campanha manda a mensagem de que devem ser solidários às mulheres, colaborar para evitar a violência e apoiar as mulheres nos casos de agressões. Para a sociedade como um todo, essa campanha defende que a violência contra as mulheres é inaceitável e que todas e todos devem desenvolver cultura e atitudes voltadas à igualdade de gênero”, afirma Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil.

As pessoas e empresas que quiserem aderir à campanha também podem participar. Basta entrar no site www.meunumeroe180.com.br, baixar os posts disponíveis e compartilhar em suas redes sociais com a hashtag #MeuNúmeroÉ180.

A Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência – Ligue 180  é um serviço de utilidade pública gratuito e confidencial (preserva o anonimato), oferecido pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, do Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, desde 2005. O serviço funciona 24 horas, todos os dias da semana, inclusive finais de semana e feriados, e pode ser acionada de qualquer lugar do Brasil e de mais 16 países (Argentina, Bélgica, Espanha, EUA (São Francisco), França, Guiana Francesa, Holanda, Inglaterra, Itália, Luxemburgo, Noruega, Paraguai, Portugal, Suíça, Uruguai e Venezuela). Desde março de 2014, o Ligue 180 atua como disque-denúncia, com capacidade de envio de denúncias para a segurança pública com cópia para o Ministério Público de cada estado. O Ligue 180 é a porta principal de acesso aos serviços que integram a Rede nacional de enfrentamento à violência contra a mulher, sob amparo da Lei Maria da Penha.

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Paço do Frevo

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Em meio às árvores, ao encontro do rio com o mar e a linda arquitetura que colorem as ruas do Recife Antigo, um imponente casarão abriga o acervo de uma das maiores manifestações culturais de Pernambuco: o frevo. Inaugurado em 2014, o Paço do Frevo é um espaço dedicado a preservar e a perpetuar essa arte que em 2012 entrou na seleta lista de Patrimônio Imaterial da Humanidade e é a maior referência quando se fala no carnaval de Pernambuco.

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O museu está localizado na Praça do Arsenal, no bairro do Recife. O projeto é uma iniciativa da Prefeitura do Recife, com criação e realização da Fundação Roberto Marinho, patrocinado por empresas públicas e privadas e o apoio do IPHAN e do Governo Federal.

O prédio é dividido em três andares. Logo na entrada, no térreo, fica a bilheteria e o café, e passando a roleta damos de cara com um corredor cheio de imagens em preto e branco que fazem parte do acervo fotográfico. Alguns passos a diante chegamos na sala Linha do Tempo, que conta a história do carnaval contada através dos anos e através do grande livro no centro da sala. As paredes da Linha do Tempo formam um grande quadro negro, e o giz está à disposição para que os visitantes deixem o seu recado ou apenas registrem a sua passagem.

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O segundo andar é onde fica a escola de dança e de música, que oferecem aulas ao longo do ano. Frevo capoeira, frevo pilates, canto coral e técnica vocal são alguns dos cursos disponibilizados para os interessados, com duração variando de semanas a alguns meses. O andar fica normalmente fechado para visitação, sendo aberto ao público em geral quando há alguma exibição.

Já no terceiro andar é onde fica a Praça do Frevo, o grande espaço colorido com a história do frevo contada através de monitores, fotografias e o incrível chão de vidro que abriga os estandartes dos blocos carnavalescos. Como se o esmero do acervo não fosse o bastante, das grandes janelas de vidro o visitante pode apreciar a bela vista da capital pernambucana de um lado e o mar do outro.

Além da Praça, duas pequenas salas de cinema exibem depoimentos e documentários dessa grande manifestação de música, arte e dança.

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Recentemente foi compartilhada nas redes sociais a notícia de que o Paço do Frevo chegaria ao fim, informação essa que questionei durante a visita ao local e citei no vídeo {gravado na última semana de 2015}. Coincidentemente, nessa primeira semana de janeiro, o Diário de Pernambuco publicou uma matéria confirmando a renovação do contrato da Prefeitura do Recife para administração do local. Com a revitalização do casarão, toda a curadoria do acervo e a dedicação de quem veste a camisa do Paço do Frevo, seria lamentável não levar esse lindo projeto adiante.

O espaço funciona de terça a sexta das 09:00 às 17:00 e aos sábados e domingos das 14:00 às 18:00. A entrada custa R$ 8,00 com direito a meia-entrada para estudantes e pessoas acima de 60 anos. Às terças a entrada no local é franca.

 

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