Diário da gravidez | Blog Oxente Menina

Diário da gravidez: ultra 3D

Se me perguntarem quantas vezes já sonhei com Luca, vou responder que perdi as contas. Só nessa última semana foram duas vezes. Engraçado que no início da gravidez ele não aparecia tão nítido nos meus sonhos, parecia que ele era um sonho dentro do sonho, sabe como é? E agora, à medida que o grande dia se aproxima, a lembrança do sonho se torna cada vez mais nítida na minha mente. Talvez seja pela sensação de sentir os movimentos dele o tempo todo {parece que quanto mais ele mexe, mais real ele se torna}, talvez seja pura influência de já ter conseguido ver o rostinho do meu gordo na ultra 3D!

Fiz a ultra 3D umas três semanas atrás. De acordo com o que eu tinha lido nas newsletters e nas recomendações, o ideal era ter feito esse exame entre a 28ª e a 32ª semana. Eu fiz com 33, já entrando na 34ª, e ainda bem que deu para ver bem direitinho. Ou quase, porque o gordo não estava muito a fim de se mostrar e passou o exame inteirinho com o bracinho na frente do rosto, fazendo Dra. Larisse – a médica que fez o exame – se desdobrar para conseguir um ângulo.

A emoção de poder ver o rostinho de Luca antes da chegada dele foi indescritível. Comecei fazendo a ultra normal que a minha obstetra tinha solicitado, e no que eu achava ser metade do exame, Dra. Larisse passou a imagem para 3D. Não me aguentei e caí no choro! Não sabia se ria, se chorava, se alisava a barriga, se ligava pro meu marido, se tentava conversar com Luca… Uma pena que o pai dele não estava lá para viver essa emoção junto comigo, acho que meu marido teria caído no choro também. E se em um exame foi assim, fico imaginando como será na hora do parto, o momento de recebê-lo em meus braços. Só de pensar já fico toda emotiva…

Fiz a ultra 3D na Clínica Pedro Pires, aqui em Recife. O plano não cobre esse exame, e lá ele custa R$ 250,00. Pelos comentários em um dos grupos de grávidas que participo no Facebook, a média de preço é entre R$ 180,00 e R$ 350,00. Optei por fazer lá mesmo na Clínica Pedro Pires porque fiz todos os outros lá. Sei que não é barato, mas paga a emoção de ver o rostinho do filhote pela primeira vez.

Diário da gravidez: o tempo e a cabeça

Todo mundo diz que a gestação e a maternidade mudam uma pessoa. Desde que descobri que estava grávida não tive dúvidas dessa declaração. Não é só a mudança na disposição dos cômodos e móveis da casa para acomodar o bebê; não é apenas o bolso, que seca com tantas despesas; nem é só no corpo da mulher, que em 9 meses vê sinais de mudanças antes só conhecidos e imaginados na TV, nas revistas e nas outras pessoas. A cabeça muda. E como muda.

Primeiro vem toda a preparação interna, aquela que você sabe que tudo irá mudar, mas não faz ideia de como vai ser {sim, nessas horas você chora, se desespera, quebra um vaso na parede, e por fim se acalma e culpa os hormônios}; depois vem em cima de você aquele bombardeio com todos os palpites dos psicólogos-sadomasoquistas-diplomados-pelo-Facebook que pensam que tem total conhecimento de sua pessoa e dão conselhos que 1) fazem você chorar, 2) fazem você se sentir a pior pessoa do mundo, 3) ensinam-lhe a arte de sorrir acenando em concordância e jogar o conselho na privada imaginária {se você atingiu o estágio 3, aplausos!}. Por fim atingimos o nível dos monges budistas na versão mamãe. Simplesmente deixamos de nos importar com coisas sem importância.

Trabalho não é sem importância. Vida doméstica não é sem importância. As outras pessoas não são sem importância! Para quem pensou isso, belo argumento! Eu concordo. Quando me refiro a coisas sem importância não quero dizer que o resto do mundo vira pó, apenas aprendemos a levá-lo de maneira mais leve. Sabe aquela falta de ar que nos acompanha quase que diariamente pelo tanto de afazeres que temos a cumprir? Ela fica mais amena. Aprendemos que não adianta se estressar, as coisas irão acontecer de todo jeito.

Prioridade é a palavra de ordem. Junto dela vêm, automaticamente, o tempo e a responsabilidade. Fazer um post pro Oxente Menina ou preparar o conteúdo da semana do cliente? Em outros tempos a minha resposta seria “os dois”. Eu gostaria muito de continuar assim {de vez em quando até consigo}, mas aprendi a priorizar e a me controlar antes de tentar me jogar de uma ponte porque não conseguirei atualizar o blog até as 11:24 de hoje. O cliente me paga para fazer o trabalho, e o blog, por mais que me corte o coração dizer isso, é o meu veículo, com ele tenho mais liberdade {inclusive para não postar}, e se eu ficar alguns dias sem publicar nada nele não estarei matando nenhum koala na Austrália e nenhuma criancinha africana deixará de receber um prato de comida, então entre cliente e blog, a prioridade sempre será o cliente. Se sobrar tempo, serão os dois e todo mundo fica feliz.

A vida sem culpas desnecessárias se torna muito mais fácil de ser levada, e ainda que o discurso seja mais bonito e fácil do que a realidade, é importante tentar. Quer uma dica? Respire fundo, faça uma lista do que você tem para fazer, e comece a cumprir cada item com calma. O que você não conseguir fazer hoje, faça amanhã, sem medo, sem culpa, sem apertos…

 

Fatos da gravidez

“Só acontece comigo”. Quem nunca falou essa frase? Certas situações parecem nos perseguir, e não são necessariamente ruins, algumas são bem divertidas e engraçadas, embora na nossa memória as mais frequentes sejam aquelas ruins ou, no mínimo, constrangedoras.

Com grávida parece que essas situações atípicas {ou tipicamente comuns para gestantes} são constantes, e pelo menos uma delas já aconteceu com você ou com alguém muito próximo. Se você está grávida, é possível que se identifique com alguns desses fatos – ou com todos eles.

Chorar na frente de desconhecidos. Como se toda a sensibilidade que a gestante enfrenta durante quase 40 semanas não fosse o bastante, ainda precisamos enfrentar aquela sensibilidade incontrolável no meio da rua, na frente de estranhos. Tipo assim, seu amigo realmente precisava telefonar para avisar que  cachorrinho dele foi atropelado enquanto você estava no meio do supermercado?

Gases. Um ato bonito não é, cheiroso muito menos, mas dá um alívio… Seria ótimo se da mesma forma que existem banheiros públicos existissem compartimentos mais acessíveis espalhados nas ruas para as grávidas liberarem suas, hummmm, emoções. Às vezes dá para segurar, mas às vezes segurar causa desconforto, e aí não tem para onde correr. Ah, e ainda tem a parte dois, de pessoas que se aproveitam que tem grávida na área para dar uma aliviada e fazer os outros pensarem que a culpa é da buchudinha.

Hemorroidas. A grávida que não passou por isso pode se considerar uma mulher de sorte, porque o “botãozinho” para fora é super normal na gestação. Eu falei normal, não confortável! Algumas mulheres  quase não o sentem, e passam toda a gravidez numa boa com a tal hemorroida, mas em outras o desconforto causado é tão grande que as impede até de sentar.

Cara feia. Tudo bem, esse não é um privilégio apenas das grávidas, mas durante a gravidez o índice aumenta. A nossa cara feia não, a dos outros pra gente! A lista para receber esse carinhoso gesto de cara feia é grande: 1) Quando a fila está gigantesca e uma grávida faz valer o seu direito de cliente preferencial e passa na frente de todo mundo; 2) Quando a grávida utiliza do direito de prioridade no início de gravidez com a barriga ainda pequena, deixando as pessoas desconfiadas {e pensar que existem espertinhas que realmente se passam por gestante para tirar vantagem}; 3) Ao andar num passo mais lento em algum local público {se estiver lotado então,vixe!}; 4) Quando todos os assentos estão ocupados e alguém tem que se levantar para ceder o lugar; etc.

Pitacos. Esse assunto já rendeu um post inteiro, mas os pitaqueiros-super-entendidos não desistem, estão sempre metendo o focinho onde não é chamado. {Nos comentários do post sobre comentários inconvenientes algumas mães falaram que depois que o bebê nasce os palpites piora. Ai ai ai…}

Ir ao banheiro a cada 5 minutos. As amigas de uma grávida deveriam receber um manual para saber que um passeio no shopping pode render algumas paradas num curto espaço de tempo, e não é para fazer compras, é a parada para o xixi. Além de tomar bastante água na gravidez, a bexiga da gestante fica comprimida pelo peso do bebê. Resultado: visitinhas constantes ao banheiro.

Com certeza a lista não se resume a isso, quem lembrar de mais fatos e situações constrangedoras, compartilha.

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