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Encontrando personagens no Beto Carrero

Se eu tivesse uma única dica para dar sobre o Beto Carrero seria: evite feriados. Da primeira vez que fomos, em um domingo em pleno feriadão, o parque estava tão cheio, mas tão cheio, que não conseguimos aproveitar nem metade dos brinquedos que queríamos e ainda tivemos que enfrentar filas gigantescas nos poucos que conseguimos.

Só para ter uma ideia, passamos quase três horas esperando na fila do Madagascar Crazy River em 2015. Dessa vez fomos em uma quarta-feira, um dia antes do feriadão do dia das crianças, e pegamos cerca de 20 minutos no mesmo brinquedo, e Luca ainda foi de novo com o pai enquanto eu dava uma escapadinha pra ir numa montanha-russa! (Aperta o play aí no vídeo do canal de Luca pra ver o Crazy River).

Outra coisa que não conseguimos ver da primeira vez foram os personagens. Nenhum! O Beto Carrero possui uma parceria com a DreamWorks, por isso a galerinha de Shrek, Megamente, Madagascar e Kung Fu Panda fazem as honras e aparecem para tirar fotos com os visitantes do parque. Eu torci muito pra gente conseguir vê-los dessa vez, o problema é que mesmo sabendo os horários e o local onde eles aparecem, é tão fácil se distrair com outras coisas, que a gente acaba esquecendo ou, quando percebe, o horário do encontro já passou. Mas de tão calmo que estava no dia, dava até pra sair de uma área e voltar depois pra ver os personagens.

Assim que entramos no parque encontramos de cara os personagens de Megamente indo pro Portal da Escuridão, a área onde eles ficam. Nessa hora estávamos indo medir Luca pra colocar a pulseirinha identificando a altura dele, e como ele não conhece o desenho, decidimos não ir atrás do Megamente e do Metro Man pra tirar foto. Falando na pulseirinha, o pessoal fica medindo as crianças do lado esquerdo de quem entra, passando a pontezinha já dá pra ver a tenda. É legal medir logo a criança pra não precisar encarar uma fila inteira pra descobrir que ela não pode ir na atração.

A turma do Shrek encontramos no coreto da Vila Germânica. Essa é uma área que nós passamos praticamente voando na primeira visita, e dessa vez deu pra brincar na montanha-russa do Tigor várias vezes, ver os personagens do Shrek e ainda parar com calma em um dos restaurante pra tomar um chopp – o dia estava super quente! Foram duas aparições em um intervalo de mais ou menos duas horas. Na primeira vez que eles apareceram eu e Luca estávamos na montanha-russa do Tigor e perdemos, mas deu tempo de sair da Vila Germânica e voltar depois para vê-los de novo. Um detalhe importante é que eles só ficam cerca de 15 minutos, então presta atenção no aviso de horário e corre lá!

O Betinho Carrero e a Lully encontramos por acaso no Velho Oeste, junto da bota e do chapéu gigante. Nessa hora tínhamos acabado de almoçar na praça de alimentação, que fica ao lado, e estávamos de passagem indo pra área do Madagascar. Foi uma grata surpresa, principalmente porque a fila estava bem curtinha e deu pra tirar foto tranquilamente com eles.

Por fim encontramos o Alex e os pinguins de Madagascar. De todos os desenhos, o Madagascar é o único que tem uma área temática exclusiva no parque – a minha favorita! Os personagens aparecem no espaço que fica em frente à entrada do Crazy River cerca de meia hora antes de começar o Circus Show, que acontece num teatro fechado logo ao lado. Sei que o Rei Julien e o Mort também aparecem para tirar fotos, mas não conseguimos encontrá-los.

O show do Madagascar dura em média meia hora e é lindo! Conseguimos lugares nos primeiros bancos da fileira lateral porque o parque estava tranquilo no dia, mas quando está com lotação média-alta fica quase impossível tirar fotos com os personagens e conseguir chegar a tempo de conseguir um bom lugar pro show. Se você for num dia muito cheio, minha sugestão é procurar saber se os personagens estarão no local em outro horário, mas não perca a apresentação! Dá um play no vídeo abaixo só para ter uma ideia de como é o show e ver como o cenário e os personagens são lindos.

O Kung Fu Panda foi o único que não vimos. Ele fica perto de onde encontramos o Betinho Carrero, mas sequer percebi a sinalização com os horários. Acho que teremos que ir de novo para vê-lo…

Em todos esses encontros com personagens, sempre há funcionários do parque disponíveis para tirar fotos. É bom porque ninguém da família precisa ficar de fora, além de ser bem mais rápido. Por outro lado, esse sistema não é muito flexível. Eu queria, por exemplo, tirar uma foto só de Luca com os personagens, mas como tem outras pessoas esperando, se cada um resolvesse fazer a mesma coisa a fila não ia andar – totalmente compreensível! Talvez em dias ainda mais tranquilos e sem fila nenhuma seja possível explorar os personagens com várias fotos.

Quer saber mais sobre o parque? No post Beto Carrero World: #LucaFolia em SC contei sobre nossa primeira experiência por lá. Sobre o aluguel de carrinho de bebê no Beto Carrero também falei em 2015, mas vale salientar que dessa vez, Luca com quase 4 anos, alugamos novamente! E na playlist de “parques” no canal LucaFolia no YouTube tem outros vídeos de brinquedos super legais!

Vila Encantada em Pomerode

Um dos motivos de termos colocado Pomerode no nosso roteiro em Santa Catarina, além de ser uma cidade charmosinha e ter comida boa, foi a perspectiva de boas opções de lazer para Luca. Embora ele tenha curtido bastante Blumenau, não podemos dizer que nossos dias na cidade foram programados pensando exclusivamente nele, por isso tentamos buscar outras cidades com atrações que ele pudesse curtir. A Vila Encantada foi o principal ímã que nos atraiu a Pomerode!

O parque, com temática de dinossauros, não é grande e nada cansativo. A proposta, aliás, não é apenas percorrer as áreas e ver as esculturas dos animais pré-históricos, e sim interagir e brincar. Cada cantinho do parque – ou vila, como é dividido – tem uma atração interativa para animar os pequenos.

Na Vila dos Dinossauros as crianças podem ver as esculturas do T-Rex com seu filhote, do Braquissauro, do Pteranodonte, do Velociraptor, do Tricerátopo, do Estegossauro e do Parassaurolofo (é claro que não decorei esses nomes, consultei no site! kkkkkkk). Em alguns horários dá para fazer uma visita guiada, mas não conseguimos pegar o horário e fomos explorando por conta própria e com o auxílio dos funcionários que sempre apareciam para ver se estávamos precisando de ajuda.

 

A Vila do Paleontólogo é uma grande caixa de areia que simula um sítio de escavação. Luca assumiu os equipamentos para encontrar fósseis de um grande dinossauro e adorou a brincadeira! Assim como em outras áreas do parque, mesmo sem a visita guiada, havia sempre algum instrutor para prestar informações ou ajudar as crianças.

A Vila Interativa foi uma das que ele mais curtiu. Nessa área o parque traz a proposta de fazer a criança aprender através da tecnologia interativa. É uma sala de projeção que combina o movimento humano ao piso de reação e exibição, ajudando os pequenos a desenvolverem o senso cognitivo e a coordenação motora. São várias projeções diferentes, como partida de futebol, aranhas e música.

Também passamos um tempinho na Vila Descoberta, a área para bebês e crianças de até quatro anos. São salinhas com piscina de bolinhas, quebra-cabeças e joguinhos com estímulos de som e luz.

Luca ainda desbravou a Vila da Aventura, umas torres interligadas por pontes fechadas, túneis e tobogãs, mas tentei deixá-lo bem longe da Vila do Calor, uma área que jorra água do chão através de esguichos. O calor que estava no dia era bem convidativo para essa atividade, porém, além de estar cheio por conta da visita da turminha de uma escola, fiquei com receio de molhar Luca e ele acabar gripando bem no meio da viagem.

A diversão dos adultos fica por conta da Vila dos Presentes e da Vila do Café. A lojinha é a coisa mais fofa do mundo e cheia de presentes e souvenirs legais. Os preços não são nada exorbitantes, como costumam ser as lojas de parques. O boné de Luca custou apenas R$ 10, as camisetas estavam por R$ 25, e vários brinquedos educativos estavam com bons preços também.

O ingresso de adulto custa R$ 25 e o de criança e idosos R$ 20. A Vila Encantada funciona de quarta a sexta das 8h às 18h e sábados, domingos e feriados das 9h às 19h. Nós fomos em uma segunda-feira, o parque estava aberto todos os dias por ser período de Oktoberfest e ter um maior volume de turistas na cidade.

Luca amou o passeio! É uma visita imprescindível para quem visita Pomerode com crianças – e ainda vale um carimbo no passaporte para ganhar o caneco de chopp. 

Pomerode: o que fazer em um dia

Pomerode – a cidade mais alemã do Brasil – é um município próximo de Blumenau que preserva as heranças culturais dos colonizadores da Pomerânia, uma região no norte da Alemanha. E foi em homenagem à origem dos seus fundadores que a cidade recebeu esse nome. Com cerca de 30 mil habitantes, Pomerode é um lugar tranquilo e com aquela vibe gostosa de cidade do interior, onde é possível fazer praticamente tudo a pé.

Chegamos em Pomerode partindo de Blumenau, um trajeto de menos de 30 minutos e que nos custou pouco mais de R$ 40 de Uber. Existe uma linha de ônibus que faz a rota e a passagem custa cerca de R$ 7, o que, botando na balança, não valia a pena para o nosso grupo de quatro pessoas e três malas (pelo que percebi o ônibus é um pouco melhor do que um coletivo).

A ideia inicial era fazer um bate-volta de Blumenau para Pomerode, no decorrer da organização é que optei por pernoitar na cidade, basicamente por estarmos com Luca e não querer que ficasse muito cansativo para ele. Para quem vai passar apenas um dia, é só escolher as atrações de acordo com o perfil do grupo. Descartamos a Rota Enxaimel (que dizem que é maravilhosa) e visitamos as atrações que dava para fazer a pé nos arredores da nossa pousada.

Um dia em Pomerode

Começamos pelo começo! Depois de fazer o check-in e deixar a mala na Pousada Max Pomerode, que fica na XV de Novembro, fomos visitar o portal Sul, que fica no início da mesma rua. Além de informações turísticas, o portal também tem uma lojinha no primeiro andar e roupas para quem deseja se caracterizar para as fotos. Ali mesmo aproveitamos para tirar fotos – sem roupinha especial – no nome da cidade que fica logo atrás do portal, e de lá fomos almoçar no Torten Paradies. Em seguida, fizemos uma parada estratégica na Nugali Chocolates para o marido tomar um cafezinho (resisti bravamente aos chocolates porque já tinha comido muito no almoço).

Nossa próxima parada foi na Vila Encantada, um parque de dinossauros, pra Luca brincar. A estrutura do lugar é bem organizada com cafeteria, loja, banheiro família, mini-museu e várias atividades educativas (em outro post falarei mais sobre esse parque), e nós aproveitamos para sentar e descansar um pouco enquanto o pequeno se esbaldava. A Vila Encantada fica ao lado do Zoo Pomerode, mas entre um e outro optamos pelos dinossauros, e acho que não chegamos a passar nem duas horas lá dentro.

Intercalando a diversão de criança e de adulto, foi a nossa vez de curtir uma cervejinha gelada parando no Schornstein Kneipe, o bar da fábrica da cerveja que leva o mesmo nome. Do lado do bar fica o Armazém Schornstein, a loja oficial, que vende cervejas, iguarias e acessórios ligados à cultura cervejeira. Não chegamos a pedir petiscos no bar, mas vendo o cardápio pude observar que os preços são justos e os pratos tipicamente alemães que passaram por nós em direção às outras mesas pareciam bem apetitosos.

Quando o banzo da cerveja e do passeio no parque bateu forte, o trio belezura marido/filho/sogra voltou para a pousada para descansar e eu peguei o Uber para ir à loja da fábrica da Kyly (quem tem filho pequeno com certeza conhece a marca!). Para as lojas que ficam mais afastadas do centro, como a da Kyly e da Fakini, o ideal é estar de carro ou tentar pegar Uber, porque é uma caminhada longa. Mas sinceramente? Não vale o esforço. A menos que você esteja com tempo de sobra, nem perca seu tempo. Eu imaginei que a variedade fosse muito maior e os preços bem mais em conta, mas as peças eram basicamente as mesmas que vejo nas lojas daqui de Recife e os preços idem. Ainda comprei um pijama pra Luca, mas confesso que fiquei decepcionada.

À noite peguei a dica de um amigo e fomos conhecer a Tarthurel Pizzaria, um dos poucos lugares que estavam abertos na segunda-feira (durante o período de Oktoberfest, até mesmo os estabelecimentos que não abrem alguns dias da semana, como a Vila Encantada, passam a abrir por conta do fluxo de turistas na região). A pizzaria fica do lado direito do portal de entrada da cidade em uma casa que poderia passar batido para os desavisados. Não lembro o nome da que pedimos, mas foi uma das melhores pizzas que já comi na vida! E a variedade de sabores nos fez ficar uns bons 15 minutos analisando até conseguir escolher.

Em busca do caneco de chopp

Alguns estabelecimentos de Pomerode distribuem um Passaporte Turístico, um livrinho com dicas de restaurantes, lojas, pousadas e atrações da cidade. Ao consumir R$ 20 em um desses lugares, você ganha um carimbo no passaporte – cada estabelecimento só pode carimbar uma vez – e juntando 10 carimbos diferentes o visitante ganha um caneco de chopp exclusivo da cidade que é produzido seguindo as tradições da cerâmica alemã.

Na terça de manhã nosso dia foi praticamente uma corrida maluca para comprar umas lembrancinhas e completar o passaporte. Alguns estabelecimentos, mesmo sem atingir o valor mínimo, carimbavam os passaportes numa boa. O único local em que tivemos problema foi na loja Pomerode Alimentos, onde a mocinha só carimbou em um e na maior má vontade, meu marido teve que correr em um outro local para completar o segundo passaporte e garantir o outro caneco. Em todos os outros estabelecimentos fomos bem atendidos e dava pra ver que o pessoal torcia pra gente conseguir preencher antes de ir embora.

Fechando Pomerode com chave de ouro, ainda demos outra passadinha na Nugali Chocolates para provar o chocolate quente, que dizem ser o melhor do Brasil (e que ninguém de Pomerode fique chateado, mas ainda acho os de Gramado muito melhor!).

Pomerode é uma cidade fofa e cheia de gente afetuosa e simpática. Perfeita para passear sem rumos pelas ruas só observando as lojas, algumas casinhas no estilo enxaimel e as pessoas. Mas também é lugar de engordar e sair rolando! Tudo lá é delicioso, e mesmo quando íamos em atrações que não eram relacionadas a comida, depois sempre tinha uma paradinha estratégica para um chopp, um chocolate quente, um biscoitinho… Para quem vai visitar Blumenau, indico uma passada por Pomerode, mesmo que seja breve como a nossa.

Pousada Casa da Pedra em Blumenau

Nossa primeira parada no #LucaFolia em Santa Catarina foi em Blumenau. Chegamos pelo aeroporto de Navegantes e contratamos um transfer para nos levar do aeroporto para a pousada. O grande problema foi que o motorista não sabia dirigir em Blumenau e rodamos dentro da cidade por mais de uma hora, o que fez com que a gente só conseguisse chegar quase 02:00 da manhã. Sabe quando você está exausto e tudo o que quer é uma cama bem confortável e lençóis quentinhos? Graças ao bom universo a Casa da Pedra tinha tudo isso.

A pousada fica no top de uma ladeira, literalmente em cima de uma pedra (isso por si só já é uma atração, porque vista de fora a Casa da Pedra é linda!). O lugar mais parece a casa de uma avó rica do que um estabelecimento de hospedagem, com suas áreas comuns cheias de itens antigos, como piano, cristaleira, lareira, e uma cordialidade e carinho dos funcionários que parece que estão recebendo pessoas da família.

O café da manhã é ótimo, com muita variedade de bolos, pães e queijos, mas o mais legal na área do café é o varandão junto ao jardim. O ambiente é lindo, rodeado de verde, e a impressão que dá é que estamos de fato no topo da pedra. Só é preciso ter cuidado com as crianças, porque não há grade de proteção nesse espaço (acho que esse foi o único ponto negativo que encontrei, mas que não comprometeu em nada a nossa estadia).

Outra coisa que achei bacana é que os quartos têm frigobar, mas eles mantêm uma geladeira em uma das entradas e o hóspede anota o que consumir no papel que fica grudado na própria geladeira e só paga no momento do check-out.

Durante a Oktoberfest as tarifas dos meios de hospedagem são altíssimos, porque esse é o período que a cidade efetivamente ganha dinheiro. A Casa da Pedra não fica próximo à Vila Germânica, mas o custo-benefício compensou ao comparar com opções mais próximas da festa. Para nós isso não fez diferença, pagávamos em média R$ 10 de Über para ir ao centro ou arredores da Vila.

Ficamos em um quarto triplo (criança até quatro anos não paga), mas a pousada fez a gentileza de colocar uma cama extra pra Luca. O atendimento, aliás, foi sempre impecável, com atenção especial para o carinho de Guiomar, que mostrou-se disponível em plena madrugada para nos ajudar com o motorista enrolado que não conseguia encontrar o endereço. Ficaria lá novamente sem hesitar, de preferência com mais tempo para curtir uma cervejinha na varanda.

Fiz um vídeo com um breve tour só para dar uma ideia de como a pousada é por dentro. O quarto não deu pra mostrar porque estava uma bela bagunça!

Serviço: Casa da Pedra – Rua Professor João Boos, 280, Blumenau | Telefone: (47) 3488-6460 | www.pousadacasadapedra.com.br

Oktoberfest em Blumenau [com criança!]

Foi só dar um pulinho em Santa Catarina para perceber que a Oktoberfest, em Blumenau, é uma das festas mais animadas do Brasil. E que delícia de festa!

Essa viagem estava sendo planejada desde o final do ano passado, quando encontramos passagens de Recife para Navegantes por menos de R$ 400. A breve passagem que fizemos por Floripa para conhecer o Beto Carrero em 2015 não nos deixou conhecer muito desse lindíssimo estado, então nada mais justo do que voltar lá e curtir uma das festas mais famosas do país.

A Oktoberfest de Blumenau é a 3ª maior do mundo, atrás apenas do evento original na Alemanha e da Kitchener-Waterloo Oktoberfest, no Canadá. A primeira edição em Blumenau foi idealizada em 1984 para trazer de volta a alegria dos moradores – e para resgatar a economia da cidade – após uma enchente. Nesse mesmo ano, mais de 100 mil pessoas passaram pelo antigo pavilhão onde a festa foi realizada, consolidando de imediato o evento na cidade. Hoje a Oktober – como é carinhosamente chamada (e que promove quase 20 dias de festa) – faz de Blumenau o principal destino turístico de Santa Catarina no mês de outubro.

A Vila Germânica

O palco da Oktoberfest de Blumenau é um espaço de nada menos do que 30 mil metros quadrados, divididos em pavilhões, lojas, restaurantes e cafés. Cada um dos pavilhões, sinalizados como setor 1, 2 e 3, é independente com seu próprio palco, mesas e restaurantes, porém interligados, o que faz com que os visitantes consigam ir de um para o outro facilmente. Cada um comporta entre 14 e 20 mil pessoas!

Visitamos a Vila Germânica em dois momentos, o primeiro no sábado à noite e o segundo em uma tarde de domingo. No sábado eu e meu marido ganhamos um vale-night da sogra para poder curtir a noite da Oktoberfest sem o nosso pequeno. Os pavilhões estavam lotados, porque a sexta e o sábado após as 22:00 é quando a festa realmente bomba, mas ainda assim estava super tranquilo de transitar e encontramos nossos amigos com facilidade. Não conseguimos pegar uma das mesas que ficam perto do palco, mas perto dos bares existem alguns espaços (tipo pequenas praças da alimentação) onde deu pra gente sentar e jantar tranquilamente antes de entrar definitivamente na cerveja.

Já no domingo à tarde fomos na companhia de Luca e da minha sogra e foi bem mais tranquilo. Luca se divertiu no parquinho que fica do lado oposto aos pavilhões e passeou bastante pela Vila Germânica. Até para conseguir mesa foi bem fácil, já que a quantidade de gente nesse horário (especialmente por ser domingo) é bem menor.

“Um barril de chopp é muito pouco pra nós…”

Essa é uma das músicas que mais tocam na Oktober, daquelas que grudam na cabeça e você se pega cantando enquanto varre a casa, deixa o filho na escola, faz chapinha no cabelo… É tipo a versão ‘oktoberfestiana’ para “Olinda, quero cantar a ti essa canção…” do carnaval pernambucano. Mas o ponto aqui não é a música, e sim a cerveja, porque uma das perguntas que surgiram nas minhas redes sociais foi se quem não bebe consegue curtir a festa. A cerveja é sem dúvida um dos ingredientes principais, mas a Oktoberfest não é apenas para os apreciadores da bebida! A festa é uma demonstração da cultura alemã que está enraizada na região, e essa demonstração cultural é revelada através da dança, da música e da gastronomia também. Então, se a dúvida é se consegue aproveitar mesmo sem beber a resposta é uma só: claro que sim!

Gastronomia alemã

Além dos vários quiosques de cerveja espalhados pelos pavilhões, existem muitos restaurantes também. O legal é que durante a Oktober os preços são tabelados, você compra as fichas nos caixas e pode consumir em qualquer lugar dentro da Vila Germânica. Um dos pratos de comer rezando é o joelho de porco (e antes de torcer o nariz, como eu fiz, dê uma chance). A carne é super macia e saborosa, e um prato serve muito bem duas pessoas – tão bem que eu não consegui comer o marreco recheado que eu tanto queria (sorte que consegui comer no dia seguinte em um restaurante). E também experimentamos as deliciosas linguiças alemãs. Acho que vou ter que voltar próximo ano para apreciar o marreco recheado e as batatas recheadas na Vila Germânica…

É feio, mas é bom! O tradicional joelho de porco da culinária alemã.

Deslocamento e ingressos

Ficamos em uma pousada um pouco distante da Vila Germânica, mas de Über dava cerca de R$ 7. À noite o trânsito nas imediações fica um pouco congestionado, o ideal é chegar antes das 21:00 ou descer em uma das ruas próximas e ir andando, o que também é super de boa.

Os ingressos podem ser comprados na hora, mas o ideal é comprar com antecedência para não correr o risco de chegar lá e estarem esgotados. Alguns anos atrás, quando não havia limite de pessoas, quase 90 mil pessoas estiveram na Vila Germânica em uma única noite. Desde então o corpo de bombeiros estabeleceu um limite, e quem não compra antecipado, um abraço! O do sábado compramos antes de viajar pelo site da BlueTicket por R$ 40, no domingo compramos na hora por R$ 12. Não há diferença de preços no site ou na hora, exceto pela taxa de conveniência do site, a diferença é de acordo com o dia. Em algumas datas, inclusive, a entrada é gratuita (todas essas informações estão no site da Oktoberfest Blumenau).

O acesso a Vila é bem organizado com catracas para ingresso inteiro, meia-entrada, cortesia e para quem vai com trajes típicos. Os trajes típicos, aliás, são uma atração a parte! Nesse ponto achei o catarinense bem parecido com o pernambucano em relação ao carnaval: as pessoas realmente vestem a cultura do lugar. Da mesma forma que por aqui a gente se fantasia, lá eles também se caracterizam de Fritz e Frida, e é muito legal parar e observar as pessoas com essas roupas lindas e fazendo os passos de danças alemãs.

Desfile na XV de Novembro

A rua XV de Novembro é onde fica o famoso prédio cartão-postal de Blumenau, que hoje é a loja Havan, e o Tunga, um dos bares mais tradicionais da cidade. Para o desfile é importante chegar com pelo menos 40 minutos de antecedência para ficar perto da grade de proteção e conseguir ver tudo. Alguns participantes compartilham chopp e distribuem balas e iguarias típicas, e é lindo ver o orgulho com que desfilam em seus trajes típicos em bicicletas e carros alegóricos. O que me chamou atenção foi a quantidade de crianças, inclusive bebês, que acompanham os pais nessa farra.

Nós assistimos o segundo desfile, que aconteceu no dia 07/10. Esse ano seis desfiles estão na programação, e ainda dá tempo de assistir o do dia 18/10 e o de encerramento no dia 21/10. A parada dura em média 1h30, mas saímos antes de terminar porque Luca pegou no sono.

Viajar com criança tem seus prós e contras (como perder o resto do desfile porque você não consegue ficar segurando um chumbinho 20 kg nos braços). Antes de viajar algumas pessoas disseram que Luca não ia curtir a Oktoberfest ou que a gente não ia aproveitar tanto, a gente aproveitou muito, e ele também – é tudo uma questão de adaptação

A Oktoberfest é uma festa maravilhosa e super organizada, e Blumenau uma cidade linda, só não sei porque demoramos tanto para ir conhecer. Gostando ou não de cerveja, recomendo a todo mundo participar pelo menos uma vez desse evento – por aqui já estamos com saudade. Prost!

Beach Park com criança

Fazia muito tempo que eu não ia em Fortaleza, mesmo sendo aqui pertinho (menos de uma hora e meia de voo!), e acho que eu devia ter uns 17 anos quando fui ao Beach Park. Pegue tempo! Ano passado decidi que em 2017 levaria Luca, principalmente depois de ver que o lugar está completamente diferente do que era mais de 20 anos atrás. Daquela época de 1900-e-bolinha eu só me lembrava da correnteza e de um tobogã chamado Moréia Negra, que eu nem cheguei a ver dessa vez. A correnteza ainda existe – é uma delícia! – e as áreas para as crianças são maravilhosas.

Para entrar e sair do parque é preciso passar pela Vila Azul do Mar, uma pequena vila cheia de lojinhas, quiosques e food trucks. O espaço é bem lindo e rende ótimas fotos. Isso se você não estiver super ansioso para entrar logo no parque, claro! O parque só abre às 11:00, mas é bom chegar cedo e dar uma volta pela vila ou ficar nas mesinhas pé na areia que ficam na frente.

Na entrada da vila pode ser que algum funcionário ofereça uma palestra com espaço e brincadeiras para as crianças. A intenção é apresentar os apartamentos do complexo para ver se o visitante se anima para comprar um imóvel por lá. Nós não fomos porque já chegamos mais de 10:00 e se entrássemos para a palestra, que dura uma hora, sairíamos com o parque já aberto, e a gente queria aproveitar desde o primeiro minuto. Em contrapartida eles oferecem almoço grátis no self-service (que é uma boa, já que tudo lá dentro é caro) e uma toalha exclusiva do Beach Park para a criança. Se chegar cedo, pense na ideia.

Pontualmente às 11:00 o parque abre. Os guichês para alugar armários e para comprar o cartão de consumação ficam logo na entrada. Particularmente acho que vale à pena alugar um armário, principalmente para quem leva mochilas ou bolsas e não quer deixá-las expostas enquanto vai nos brinquedos ou não tem quem fique olhando (quem vai querer ficar vigiando as bolsas enquanto as outras pessoas brincam?). O aluguel do armário grande custa R$ 47 e do pequeno R$ 25 – e eles são muito pequenos! Tivemos que alugar o grande para caber a mochila que levamos e mesmo assim só coube com muito jeito para encaixá-la dentro. Já cartão de consumo custa R$ 5, e você pode carregar o valor que quiser – também acho que vale à pena para não ter que ficar tirando dinheiro de dentro da bolsa na hora de consumir. Mesmo com as coisas super inflacionadas lá dentro, é impossível você não querer comprar nada o dia inteiro, e é proibido entrar com comida (apesar dessa regra, ninguém revistou minha mochila. Eu podia ter levado uma marmita que ninguém ia ver).

Como essa viagem foi voltada para Luca, entramos no Beach Park com as áreas infantis em mente. Minha preocupação era onde a gente ia se acomodar, fincar base, mas em todas as áreas têm várias cadeiras e ninguém precisa se preocupar em perder o lugar. Nossa primeira parada foi no Aqua Circo, uma área super colorida em tons pastel, com pequenos tobogãs, piscina bem rasinha e com o piso em silicone para não machucar os pequenos. Foi nessa parte que Luca fez sua estreia descendo tobogãs. Eu imaginei que ele não fosse ter medo, mas ele me surpreendeu – estava afoito!

Aqua Circo – Foto: Beach Park

A parada seguinte foi a Ilha do Tesouro, espaço onde tem um navio pirata, um tobogã de caracol e o Acquabismo – o escorrego laranja da Gol que dá para ir a família inteira. Mais uma vez Luca não teve medo, apesar desse ser bem mais alto do que os brinquedos infantis (a altura mínima para essa atração é de um metro). Nessa mesma área, às 15:00, acontece um show dos piratas que as crianças amam. O lado negativo para quem não quer ficar torrando no sol é que não tem nenhuma parte coberta dentro da piscina, salvo um pequeno guarda-sol, mas para nosso grupo isso não foi problema.

Show dos piratas na Ilha do Tesouro

Da Ilha do Tesouro aproveitamos para curtir a Correnteza Encantada e relaxar um pouco, porque correr atrás de uma criança super empolgada de três anos não é fácil, viu?! O problema é que na correnteza ele ficou entediado, querendo pular da boia e sair, mas conseguimos fazer a volta completa antes de seguir para o Maremoto. Esse eu também achei que ia pular umas ondinhas e relaxar, mas os deuses do mar deviam estar agitando o meu filho, porque ele estava totalmente manifestado! A área é uma delícia, mas eu saí com meus joelhos ralados de tanto correr atrás de Luca.

No Maremoto, a empolgação de quem sabe que vai ter um colinho pra dormir quando a energia acabar.

Na frente do Maremoto fica o Aqua Show, outra área infantil. Essa parte tem muitas escadas e uns tobogãs mais altos, por isso não dava para ficar só observando o pequeno, a gente tinha que ficar segurando a mão dele o tempo todo. Nessa parte também tem um balde gigante que vai inclinando à medida que vai enchendo, nessa hora vai juntando um monte de gente no espaço vazio que tem na frente para receber o jato que cai na cabeça. Muito legal! E é bacana ver que não é só criança que se empolga, os marmanjos também se divertem bastante.

Depois da Arca de Noé eu e meu marido tivemos uma pausa, mas não juntos, para descer o Ramubrinká, que fica vizinho ao Maremoto. Ele desceu no preto e eu no vermelho, ambos com boia. No vídeo postei uma parte que eu desço esse brinquedo, mas não ficou lá essas coisas porque tiver que amarrar a câmera no tornozelo. Anotem essa dica: o parque não permite que você desça o tobogã com a câmera na mão, mesmo que ela esteja presa na luva. Portanto, arranjem uma forma de filmar sem ter que descer a escada de volta, porque não dá para levar a câmera em punhos.

Nossa última parada foi na Arca de Noé, também infantil. Lá tem outro escorrego tipo o da Gol, só que bem menor e mais tranquilo. Nessa hora o sol já estava mais baixo e em certas partes dessa área tem tipo umas cachoeiras que dava para eu ficar encostada só curtindo o jato d’água enquanto Luca brincava.

Uma das coisas que me chamou atenção positivamente no Beach Park foi que em todas as piscinas têm muito salva-vidas. Até mesmo nas áreas infantis, em que as piscinas são rasas e pressupõe-se que uma criança não vá estar desacompanhada, tinha sempre umas  três ou quatro pessoas circulando e observando se estava tudo certo. Acho que não vi nenhum salva-vidas sentado na cadeira, eles estavam sempre em pé super atentos. Nota 10 para a segurança!

O Beach Park fecha às 17:00, começamos a organizar as coisas um pouco antes para poder dar um rolé pela vila antes do Uber chegar para nos pegar. Difícil foi conseguir tirar Luca de dentro da água! Para quem está com tempo, acho que vale muito fazer mais de um dia de parque e curtir com calma. No nosso caso, como fomos eu, Luca, marido e sogra, não curtimos os brinquedos de adulto porque minha sogra não daria conta de ficar sozinha com o pequeno agitado do jeito que ele estava. Mal voltamos e eu já quero ir de novo – dessa vez com a família inteira.

Informações úteis: Valor do ingresso – R$ 210 adulto e R$ 200 criança. Idoso paga meia-entrada. | Custos com alimentação – compramos um ingresso que dava direito ao almoço no self-service, mas carregamos cerca de R$ 250 no cartão (incluindo aí o valor do armário) e fizemos pequenos lanches, como água de coco, churros, picolés e refrigerantes. Na saída, se o cartão de consumação ainda tiver crédito, eles rassarcem. | Transporte – fechamos com um motorista de Uber e pagamos R$ 100 ida e volta para 3 adultos e 1 criança.

Todas as fotos dentro do parque foram feitas com a câmera Navcity NG100, que mostrei no Instagram. Vou falar mais sobre ela em um post aqui no blog.