Viagem | Blog Oxente Menina

Encontrando personagens no Beto Carrero

Se eu tivesse uma única dica para dar sobre o Beto Carrero seria: evite feriados. Da primeira vez que fomos, em um domingo em pleno feriadão, o parque estava tão cheio, mas tão cheio, que não conseguimos aproveitar nem metade dos brinquedos que queríamos e ainda tivemos que enfrentar filas gigantescas nos poucos que conseguimos.

Só para ter uma ideia, passamos quase três horas esperando na fila do Madagascar Crazy River em 2015. Dessa vez fomos em uma quarta-feira, um dia antes do feriadão do dia das crianças, e pegamos cerca de 20 minutos no mesmo brinquedo, e Luca ainda foi de novo com o pai enquanto eu dava uma escapadinha pra ir numa montanha-russa! (Aperta o play aí no vídeo do canal de Luca pra ver o Crazy River).

Outra coisa que não conseguimos ver da primeira vez foram os personagens. Nenhum! O Beto Carrero possui uma parceria com a DreamWorks, por isso a galerinha de Shrek, Megamente, Madagascar e Kung Fu Panda fazem as honras e aparecem para tirar fotos com os visitantes do parque. Eu torci muito pra gente conseguir vê-los dessa vez, o problema é que mesmo sabendo os horários e o local onde eles aparecem, é tão fácil se distrair com outras coisas, que a gente acaba esquecendo ou, quando percebe, o horário do encontro já passou. Mas de tão calmo que estava no dia, dava até pra sair de uma área e voltar depois pra ver os personagens.

Assim que entramos no parque encontramos de cara os personagens de Megamente indo pro Portal da Escuridão, a área onde eles ficam. Nessa hora estávamos indo medir Luca pra colocar a pulseirinha identificando a altura dele, e como ele não conhece o desenho, decidimos não ir atrás do Megamente e do Metro Man pra tirar foto. Falando na pulseirinha, o pessoal fica medindo as crianças do lado esquerdo de quem entra, passando a pontezinha já dá pra ver a tenda. É legal medir logo a criança pra não precisar encarar uma fila inteira pra descobrir que ela não pode ir na atração.

A turma do Shrek encontramos no coreto da Vila Germânica. Essa é uma área que nós passamos praticamente voando na primeira visita, e dessa vez deu pra brincar na montanha-russa do Tigor várias vezes, ver os personagens do Shrek e ainda parar com calma em um dos restaurante pra tomar um chopp – o dia estava super quente! Foram duas aparições em um intervalo de mais ou menos duas horas. Na primeira vez que eles apareceram eu e Luca estávamos na montanha-russa do Tigor e perdemos, mas deu tempo de sair da Vila Germânica e voltar depois para vê-los de novo. Um detalhe importante é que eles só ficam cerca de 15 minutos, então presta atenção no aviso de horário e corre lá!

O Betinho Carrero e a Lully encontramos por acaso no Velho Oeste, junto da bota e do chapéu gigante. Nessa hora tínhamos acabado de almoçar na praça de alimentação, que fica ao lado, e estávamos de passagem indo pra área do Madagascar. Foi uma grata surpresa, principalmente porque a fila estava bem curtinha e deu pra tirar foto tranquilamente com eles.

Por fim encontramos o Alex e os pinguins de Madagascar. De todos os desenhos, o Madagascar é o único que tem uma área temática exclusiva no parque – a minha favorita! Os personagens aparecem no espaço que fica em frente à entrada do Crazy River cerca de meia hora antes de começar o Circus Show, que acontece num teatro fechado logo ao lado. Sei que o Rei Julien e o Mort também aparecem para tirar fotos, mas não conseguimos encontrá-los.

O show do Madagascar dura em média meia hora e é lindo! Conseguimos lugares nos primeiros bancos da fileira lateral porque o parque estava tranquilo no dia, mas quando está com lotação média-alta fica quase impossível tirar fotos com os personagens e conseguir chegar a tempo de conseguir um bom lugar pro show. Se você for num dia muito cheio, minha sugestão é procurar saber se os personagens estarão no local em outro horário, mas não perca a apresentação! Dá um play no vídeo abaixo só para ter uma ideia de como é o show e ver como o cenário e os personagens são lindos.

O Kung Fu Panda foi o único que não vimos. Ele fica perto de onde encontramos o Betinho Carrero, mas sequer percebi a sinalização com os horários. Acho que teremos que ir de novo para vê-lo…

Em todos esses encontros com personagens, sempre há funcionários do parque disponíveis para tirar fotos. É bom porque ninguém da família precisa ficar de fora, além de ser bem mais rápido. Por outro lado, esse sistema não é muito flexível. Eu queria, por exemplo, tirar uma foto só de Luca com os personagens, mas como tem outras pessoas esperando, se cada um resolvesse fazer a mesma coisa a fila não ia andar – totalmente compreensível! Talvez em dias ainda mais tranquilos e sem fila nenhuma seja possível explorar os personagens com várias fotos.

Quer saber mais sobre o parque? No post Beto Carrero World: #LucaFolia em SC contei sobre nossa primeira experiência por lá. Sobre o aluguel de carrinho de bebê no Beto Carrero também falei em 2015, mas vale salientar que dessa vez, Luca com quase 4 anos, alugamos novamente! E na playlist de “parques” no canal LucaFolia no YouTube tem outros vídeos de brinquedos super legais!

Vila Encantada em Pomerode

Um dos motivos de termos colocado Pomerode no nosso roteiro em Santa Catarina, além de ser uma cidade charmosinha e ter comida boa, foi a perspectiva de boas opções de lazer para Luca. Embora ele tenha curtido bastante Blumenau, não podemos dizer que nossos dias na cidade foram programados pensando exclusivamente nele, por isso tentamos buscar outras cidades com atrações que ele pudesse curtir. A Vila Encantada foi o principal ímã que nos atraiu a Pomerode!

O parque, com temática de dinossauros, não é grande e nada cansativo. A proposta, aliás, não é apenas percorrer as áreas e ver as esculturas dos animais pré-históricos, e sim interagir e brincar. Cada cantinho do parque – ou vila, como é dividido – tem uma atração interativa para animar os pequenos.

Na Vila dos Dinossauros as crianças podem ver as esculturas do T-Rex com seu filhote, do Braquissauro, do Pteranodonte, do Velociraptor, do Tricerátopo, do Estegossauro e do Parassaurolofo (é claro que não decorei esses nomes, consultei no site! kkkkkkk). Em alguns horários dá para fazer uma visita guiada, mas não conseguimos pegar o horário e fomos explorando por conta própria e com o auxílio dos funcionários que sempre apareciam para ver se estávamos precisando de ajuda.

 

A Vila do Paleontólogo é uma grande caixa de areia que simula um sítio de escavação. Luca assumiu os equipamentos para encontrar fósseis de um grande dinossauro e adorou a brincadeira! Assim como em outras áreas do parque, mesmo sem a visita guiada, havia sempre algum instrutor para prestar informações ou ajudar as crianças.

A Vila Interativa foi uma das que ele mais curtiu. Nessa área o parque traz a proposta de fazer a criança aprender através da tecnologia interativa. É uma sala de projeção que combina o movimento humano ao piso de reação e exibição, ajudando os pequenos a desenvolverem o senso cognitivo e a coordenação motora. São várias projeções diferentes, como partida de futebol, aranhas e música.

Também passamos um tempinho na Vila Descoberta, a área para bebês e crianças de até quatro anos. São salinhas com piscina de bolinhas, quebra-cabeças e joguinhos com estímulos de som e luz.

Luca ainda desbravou a Vila da Aventura, umas torres interligadas por pontes fechadas, túneis e tobogãs, mas tentei deixá-lo bem longe da Vila do Calor, uma área que jorra água do chão através de esguichos. O calor que estava no dia era bem convidativo para essa atividade, porém, além de estar cheio por conta da visita da turminha de uma escola, fiquei com receio de molhar Luca e ele acabar gripando bem no meio da viagem.

A diversão dos adultos fica por conta da Vila dos Presentes e da Vila do Café. A lojinha é a coisa mais fofa do mundo e cheia de presentes e souvenirs legais. Os preços não são nada exorbitantes, como costumam ser as lojas de parques. O boné de Luca custou apenas R$ 10, as camisetas estavam por R$ 25, e vários brinquedos educativos estavam com bons preços também.

O ingresso de adulto custa R$ 25 e o de criança e idosos R$ 20. A Vila Encantada funciona de quarta a sexta das 8h às 18h e sábados, domingos e feriados das 9h às 19h. Nós fomos em uma segunda-feira, o parque estava aberto todos os dias por ser período de Oktoberfest e ter um maior volume de turistas na cidade.

Luca amou o passeio! É uma visita imprescindível para quem visita Pomerode com crianças – e ainda vale um carimbo no passaporte para ganhar o caneco de chopp. 

Pomerode: o que fazer em um dia

Pomerode – a cidade mais alemã do Brasil – é um município próximo de Blumenau que preserva as heranças culturais dos colonizadores da Pomerânia, uma região no norte da Alemanha. E foi em homenagem à origem dos seus fundadores que a cidade recebeu esse nome. Com cerca de 30 mil habitantes, Pomerode é um lugar tranquilo e com aquela vibe gostosa de cidade do interior, onde é possível fazer praticamente tudo a pé.

Chegamos em Pomerode partindo de Blumenau, um trajeto de menos de 30 minutos e que nos custou pouco mais de R$ 40 de Uber. Existe uma linha de ônibus que faz a rota e a passagem custa cerca de R$ 7, o que, botando na balança, não valia a pena para o nosso grupo de quatro pessoas e três malas (pelo que percebi o ônibus é um pouco melhor do que um coletivo).

A ideia inicial era fazer um bate-volta de Blumenau para Pomerode, no decorrer da organização é que optei por pernoitar na cidade, basicamente por estarmos com Luca e não querer que ficasse muito cansativo para ele. Para quem vai passar apenas um dia, é só escolher as atrações de acordo com o perfil do grupo. Descartamos a Rota Enxaimel (que dizem que é maravilhosa) e visitamos as atrações que dava para fazer a pé nos arredores da nossa pousada.

Um dia em Pomerode

Começamos pelo começo! Depois de fazer o check-in e deixar a mala na Pousada Max Pomerode, que fica na XV de Novembro, fomos visitar o portal Sul, que fica no início da mesma rua. Além de informações turísticas, o portal também tem uma lojinha no primeiro andar e roupas para quem deseja se caracterizar para as fotos. Ali mesmo aproveitamos para tirar fotos – sem roupinha especial – no nome da cidade que fica logo atrás do portal, e de lá fomos almoçar no Torten Paradies. Em seguida, fizemos uma parada estratégica na Nugali Chocolates para o marido tomar um cafezinho (resisti bravamente aos chocolates porque já tinha comido muito no almoço).

Nossa próxima parada foi na Vila Encantada, um parque de dinossauros, pra Luca brincar. A estrutura do lugar é bem organizada com cafeteria, loja, banheiro família, mini-museu e várias atividades educativas (em outro post falarei mais sobre esse parque), e nós aproveitamos para sentar e descansar um pouco enquanto o pequeno se esbaldava. A Vila Encantada fica ao lado do Zoo Pomerode, mas entre um e outro optamos pelos dinossauros, e acho que não chegamos a passar nem duas horas lá dentro.

Intercalando a diversão de criança e de adulto, foi a nossa vez de curtir uma cervejinha gelada parando no Schornstein Kneipe, o bar da fábrica da cerveja que leva o mesmo nome. Do lado do bar fica o Armazém Schornstein, a loja oficial, que vende cervejas, iguarias e acessórios ligados à cultura cervejeira. Não chegamos a pedir petiscos no bar, mas vendo o cardápio pude observar que os preços são justos e os pratos tipicamente alemães que passaram por nós em direção às outras mesas pareciam bem apetitosos.

Quando o banzo da cerveja e do passeio no parque bateu forte, o trio belezura marido/filho/sogra voltou para a pousada para descansar e eu peguei o Uber para ir à loja da fábrica da Kyly (quem tem filho pequeno com certeza conhece a marca!). Para as lojas que ficam mais afastadas do centro, como a da Kyly e da Fakini, o ideal é estar de carro ou tentar pegar Uber, porque é uma caminhada longa. Mas sinceramente? Não vale o esforço. A menos que você esteja com tempo de sobra, nem perca seu tempo. Eu imaginei que a variedade fosse muito maior e os preços bem mais em conta, mas as peças eram basicamente as mesmas que vejo nas lojas daqui de Recife e os preços idem. Ainda comprei um pijama pra Luca, mas confesso que fiquei decepcionada.

À noite peguei a dica de um amigo e fomos conhecer a Tarthurel Pizzaria, um dos poucos lugares que estavam abertos na segunda-feira (durante o período de Oktoberfest, até mesmo os estabelecimentos que não abrem alguns dias da semana, como a Vila Encantada, passam a abrir por conta do fluxo de turistas na região). A pizzaria fica do lado direito do portal de entrada da cidade em uma casa que poderia passar batido para os desavisados. Não lembro o nome da que pedimos, mas foi uma das melhores pizzas que já comi na vida! E a variedade de sabores nos fez ficar uns bons 15 minutos analisando até conseguir escolher.

Em busca do caneco de chopp

Alguns estabelecimentos de Pomerode distribuem um Passaporte Turístico, um livrinho com dicas de restaurantes, lojas, pousadas e atrações da cidade. Ao consumir R$ 20 em um desses lugares, você ganha um carimbo no passaporte – cada estabelecimento só pode carimbar uma vez – e juntando 10 carimbos diferentes o visitante ganha um caneco de chopp exclusivo da cidade que é produzido seguindo as tradições da cerâmica alemã.

Na terça de manhã nosso dia foi praticamente uma corrida maluca para comprar umas lembrancinhas e completar o passaporte. Alguns estabelecimentos, mesmo sem atingir o valor mínimo, carimbavam os passaportes numa boa. O único local em que tivemos problema foi na loja Pomerode Alimentos, onde a mocinha só carimbou em um e na maior má vontade, meu marido teve que correr em um outro local para completar o segundo passaporte e garantir o outro caneco. Em todos os outros estabelecimentos fomos bem atendidos e dava pra ver que o pessoal torcia pra gente conseguir preencher antes de ir embora.

Fechando Pomerode com chave de ouro, ainda demos outra passadinha na Nugali Chocolates para provar o chocolate quente, que dizem ser o melhor do Brasil (e que ninguém de Pomerode fique chateado, mas ainda acho os de Gramado muito melhor!).

Pomerode é uma cidade fofa e cheia de gente afetuosa e simpática. Perfeita para passear sem rumos pelas ruas só observando as lojas, algumas casinhas no estilo enxaimel e as pessoas. Mas também é lugar de engordar e sair rolando! Tudo lá é delicioso, e mesmo quando íamos em atrações que não eram relacionadas a comida, depois sempre tinha uma paradinha estratégica para um chopp, um chocolate quente, um biscoitinho… Para quem vai visitar Blumenau, indico uma passada por Pomerode, mesmo que seja breve como a nossa.

Close