Como impor limites aos filhos

Uma das coisas que mais me tem tirado do sério nesse último ano é a malcriação de Luca. Com 5 anos recém-completados, a malcriação atual dele é bem diferente daquelas birras dos terrible twos. Agora, com o vocabulário bem mais extenso e sem precisar se expressar apenas através de gritos e choro, ele está numa fase super respondona e com respostas prontas para tudo o que a gente fala. Sei que a maternidade, independente da idade da criança, é uma vida de aprendizado sem fim para os dois lados, mas meu dilema do momento é o tal do como impor limites aos filhos. Porque eu não sei se é só comigo, mas aqui tá osso!

“As crianças precisam aprender que nem tudo é permitido e que existem regras que precisam ser estabelecidas desde cedo para que elas se tornem adultos responsáveis e pessoas de bem”, ressalta a psicóloga Helena Alencar. Do outro lado da equação, os pais precisam lidar com o fato de que “impor limites aos filhos também é um ato de amor e que é preciso segurança e clareza para fazer isso de maneira que mostre a criança que o que você está fazendo é para o próprio bem dela”.

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A verdade é que na teoria tudo é muito fácil e lindo, mas na prática as coisas nem sempre saem como planejadas. Acredito que assim como eu, outras mães e pais também se sentem meio perdidos na hora de educar os filhos para o mundo e que já tenham se perguntando inúmeras vezes “O que eu estou fazendo de errado?”.

Pensando exatamente nos pais que buscam um norte sobre colocar limites nos filhos, ressaltamos nesse post alguns pontos importantes que podem ajudar nessa complexa tarefa.

Ensine regras

Ensine à criança desde cedo que existem regras que precisam ser cumpridas, como a hora certa de dormir, hora de comer, tomar banho, assistir TV, brincar, estudar e outras atividades que ele tenha ao longo do dia. Além disso, crie metas e objetivos a serem cumpridos por ele, criando também bônus e penalidades como consequências de suas ações.

Não volte atrás

Ao impor regras e limites, dentro e fora de casa, você também deve ficar atento ao seu próprio comportamento diante das situações para ser sempre coerente com o que prega. O desencontro de informações faz as crianças enxergarem isso como falta de confiança do pai ou mãe na própria autoridade. Evite dar muitos avisos ou se explicar demais sobre o porquê de determinada regra ser cumprida ou da aplicação de um castigo – a informação deve ser objetiva. E se a criança chorar e espernear, não deixe que o sentimento de culpa o faça voltar atrás.

Não ameace

Apesar de querer que as regras sejam cumpridas e que seus filhos aprendam a importância dos limites, você não deve fazer chantagens e nem ameaças para fazê-los cumprir suas ordens.

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Seja o melhor exemplo

Ser o exemplo para o seu filho não significa que você tenha que seguir todas as regras que ele, afinal de contas ele precisa entender que pessoas diferentes têm regras diferentes, e que a autoridade na casa é você, e não a criança. Mas se levarmos em consideração que os filhos repetem e se inspiram nas ações dos pais, dar bons exemplos é importante para que eles compreendam que é nisso que eles devem se espelhar. Você quer que seu filho sente-se à mesa na hora do almoço ou jantar? Faça o mesmo. Televisão e eletrônicos estão proibidos na hora das refeições? Não leve seu celular para a mesa.

Demonstre que o ama

Os limites sempre farão parte da criação de um filho, mas isso não deve ser visto como algo ruim, pois faz parte do processo de educá-los para serem adultos responsáveis. E para que esse processo seja realizado da melhor maneira e seja uma experiência especial para pais e filhos, é preciso saber ter equilíbrio e não esquecer de demonstrar o seu amor por ele. Deixe claro para a criança que, mesmo colocando regras ou aplicando advertências, você o ama e que os limites existem exatamente para que ele saiba como conviver em harmonia na sociedade.

Aplicando esses ensinamentos desde cedo, a criança cresce entendendo que as atitudes dos pais e os limites por eles impostos têm como objetivo o bem-estar dela. E para ser uma boa mãe ou um bom pai, não é preciso deixar o pequeno fazer apenas o que ele quer. O aprendizado é constante dos dois lados.

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