Transtornos emocionais: quem procurar para buscar ajuda?

Quando chega setembro, as redes sociais ficam repletas de imagens e gráficos em amarelo sinalizando o Setembro Amarelo, a campanha organizada desde 2014 pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), em prevenção ao suicídio. Transtornos emocionais, como a depressão e o transtorno bipolar, além do abuso de substâncias químicas, estão entre as principais causas de suicídio no Brasil.

Transtornos emocionais: hora de buscar ajuda!

Embora seja grande a quantidade de mensagens nas redes sociais oferecendo ajuda, na prática o indivíduo que sofre de depressão precisa de muito mais do que palavras clichês dos posts em busca de likes. “Várias amigas postam mensagens no mês de setembro do tipo ‘Se precisar de ajuda, estou aqui para você’, mas diversas vezes que tentei conversar sobre um problema (sem especificar que sofria de depressão), me mandaram ‘pedir uma luz a Deus’ ou minimizaram meu problema”, conta a influenciadora digital Cristina Maria*, que preferiu não ter seu nome verdadeiro revelado. “Quando a gente fala abertamente sobre isso é considerada uma pessoa problemática, a louca da turma”, desabafa.

Esse termo pejorativo, aliás, é capaz de demover de muita gente a intenção de procurar por ajuda. Seja por falta de informação, preconceito ou por questões culturais – ou até mesmo uma combinação de tudo isso – é grande o número de pessoas que precisam de auxílio, mas simplesmente escolhem não ir atrás.

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Mas quem devo procurar, afinal de contas?

Por maior que seja a boa vontade de familiares, amigos e coaches, o ideal é buscar um profissional que estudou e se especializou em questões como os transtornos emocionais.

Nas especializações de medicina, o psiquiatra é o profissional indicado. O médico especializado em psiquiatria (e que estuda pelo menos oito anos para se especializar na área), tem como foco a parte orgânica dos transtornos mentais. Esquizofrenia, depressão, bipolaridade e transtornos de ansiedade são alguns dos casos que esse profissional está apto a tratar, e, se preciso, medicar.

Já o psicólogo tem como principal foco o estudo do comportamento humano, e tem como meta analisar as emoções e sentimentos dos indivíduos. O profissional de psicologia passa por uma graduação de cinco anos e, embora não seja graduado em medicina e nem esteja apto a receitar medicamentos, seu conhecimento analítico é capaz de atingir a raiz do problema dos seus pacientes. O que, para nós, pode parecer uma simples conversa, todo o teor do que é dito durante a sessão é profundamente analisado pelo psicólogo. Crises existenciais, ansiedade e depressão são alguns dos casos mais comuns entre as pessoas que buscam terapia.

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    Psicólogo x psiquiatra

    De modo geral, o psiquiatra é quem vai analisar o lado orgânico do transtorno, inclusive solicitando exames laboratoriais (e até neurológicos, se preciso). O psicólogo vai analisar a fundo as questões comportamentais para chegar ao cerne do problema. É importante salientar que o trabalho de um não anula o do outro, e muitos tratamentos são realizados em conjunto.

    Transtornos emocionais não devem ser levados na brincadeira! Se você apresentar qualquer sintoma de cunho mental ou emocional negativo, desde uma tristeza profunda à pensamentos suicidas, procure um profissional. O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, através do telefone 188.

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